Esboços de pregação são o plano da mensagem no papel: o texto bíblico, a frase que resume o que ele afirma, os pontos em que essa frase se desdobra e a aplicação para a igreja.
Eles importam porque o sermão costuma se perder no meio do caminho, e não no começo. Com um esboço na mão, você sabe de onde saiu, por onde vai passar e onde precisa chegar, ou seja, consegue cortar o que sobra sem perder o que o texto diz.
Porém, um esboço pronto só funciona depois que você leu a passagem inteira por conta própria. Afinal, os pontos de outra pessoa servem como trilho, mas o estudo continua sendo seu.
Hoje, vamos ver como é um esboço de pregação, 10 esboços curtos e originais para usar já, e onde estão os outros 130 do blog, organizados pela ocasião do culto e pelo texto bíblico, além de 30 temas com o texto-base para começar.
Como é um esboço de pregação
Quase todo esboço que funciona tem as mesmas quatro peças:
| Parte | O que entra |
|---|---|
| Texto-base | uma passagem com começo e fim, lida inteira |
| Tema | uma frase que diz o que aquele texto afirma |
| Pontos | dois a quatro, cada um preso a versículos do texto |
| Aplicação | o que a igreja faz com isso, dito no concreto |
Antes de dividir os pontos, uma pergunta ajuda você a achar o tema: por que esse trecho foi incluído ali, naquele livro?1 Veja como fica com Gênesis 28:10-22:
- Tema: Deus encontra Jacó num lugar onde ele só estava de passagem.
- A pedra por travesseiro (v. 11): um fugitivo dormindo ao relento, longe da casa do pai.
- A escada e a promessa (vv. 12-15): “estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores” (Gênesis 28:15).
- O lugar renomeado (vv. 16-19): “Na verdade o Senhor está neste lugar; e eu não o sabia” (Gênesis 28:16).
- Aplicação: a presença de Deus alcança quem está fugindo, antes de qualquer voto ou mudança de vida.
O passo a passo da preparação, da escolha do texto à conclusão, é assunto da homilética, o método do sermão.
Esboços de pregação curtos e impactantes
Os dez esboços a seguir são originais e cabem num culto comum. Cada um traz o texto, os pontos presos aos versículos e um fechamento para a igreja. Além disso, o formato muda de um para outro conforme a passagem pede, ou seja, você vai encontrar pontos numerados, movimentos em prosa e tópicos, e o último foi pensado para célula.
1. Debaixo do zimbro (1 Reis 19)
Texto: 1 Reis 19:1-18 · Serve para: encontro de líderes
Ideia central: Deus trata o profeta esgotado numa ordem precisa: primeiro o corpo, depois a pergunta, por fim uma tarefa nova.
- Pão antes de conversa (vv. 4-8). Elias pede a morte e adormece. O anjo não o repreende: toca, manda comer e volta uma segunda vez, “porque te será muito longo o caminho” (1 Reis 19:7).
- A mesma pergunta duas vezes (vv. 9-14). “Que fazes aqui, Elias?” aparece antes e depois do vento, do terremoto e do fogo. Repare que a resposta do profeta sai quase idêntica nas duas. A voz mansa não mudou o discurso dele, mas mudou o que veio a seguir.
- Uma lista de nomes (vv. 15-18). Hazael, Jeú, Eliseu e sete mil que não se dobraram a Baal. O homem que repetia “só eu fiquei” desce do monte encarregado de preparar a geração seguinte.2
Apelo: portanto, antes de cobrar de quem está esgotado, alimente; depois, devolva a ele uma tarefa e companhia. A trajetória completa está em quem foi Elias na Bíblia.
2. Até que entrei no santuário (Salmo 73)
Texto: Salmos 73 · Serve para: tempo de injustiça na cidade ou série nos Salmos
O salmo começa pela conclusão, “Verdadeiramente bom é Deus para com Israel” (Salmos 73:1), e só depois conta como quase a perdeu. O esboço segue esse caminho em três movimentos.
O que eu via (vv. 2-14). A prosperidade dos ímpios, a saúde deles, a arrogância sem consequência e a frase mais honesta do salmo: “em vão tenho purificado o meu coração” (Salmos 73:13).
O que eu calei (vv. 15-17). Ele não espalhou a dúvida, para não ofender “a geração de teus filhos”, e levou o peso até o santuário. Foi ali, e não na comparação, que entendeu o fim daquela prosperidade.
O que eu tenho (vv. 23-28). “Todavia estou de contínuo contigo”. A resposta que ele encontra está na presença de Deus, que segura a mão direita e recebe na glória, e não numa explicação sobre a sorte dos outros.
Para fechar: você pode perguntar à igreja onde ela tem feito a conta, se na vitrine do vizinho ou diante de Deus.
3. O vento que já soprava (Mateus 14)
Texto: Mateus 14:22-33
Ideia central: Pedro andou sobre a água com o vento contra, e começou a afundar quando passou a reparar no vento.
- A tempestade veio na obediência. Foi Jesus quem mandou os discípulos atravessarem (Mateus 14:22), e o vento era contrário (v. 24), ou seja, eles estavam no lugar certo e mesmo assim enfrentaram o vento.
- A voz chegou antes da calmaria: “Tende bom ânimo, sou eu, não temais” (Mateus 14:27), dito com o mar ainda agitado.
- O pedido de Pedro foi ousado e certo. “Manda-me ir ter contigo” (v. 28): ele pediu uma ordem, e recebeu uma palavra só, “Vem”.
- O medo veio com o vento forte. No versículo 30, Pedro passa a senti-lo e começa a afundar; a mão de Jesus chega “logo” (v. 31), junto com a pergunta sobre a dúvida.
Fecho: o vento só cessou quando os dois subiram ao barco (v. 32), e a noite terminou em adoração: “És verdadeiramente o Filho de Deus” (Mateus 14:33). O que aconteceu com Pedro depois dessa noite está em quem foi Pedro na Bíblia.
4. Três pedidos e uma resposta (2 Coríntios 12)
Texto: 2 Coríntios 12:7-10 · A pergunta que o texto responde: o que Deus faz quando a oração pede que o sofrimento vá embora, e ele fica?
- O espinho tem dois lados (v. 7). É “mensageiro de Satanás” para esbofetear e, ao mesmo tempo, é dado “para que não me exaltasse”. Paulo não identifica o espinho, por isso você também não precisa identificar no esboço.
- A oração foi insistente e foi respondida (vv. 8-9). Três vezes ele pediu, e a resposta veio diferente do pedido: “A minha graça te basta”. Deus não trocou a fraqueza por saúde; transformou o que a fraqueza fazia no apóstolo.3
- O vocabulário muda no fim (v. 10). Paulo passa de pedir livramento a sentir “prazer nas fraquezas”, e fecha com o paradoxo: “quando estou fraco então sou forte”.
Aplicação: serve para o irmão que orou muito e não foi curado. A mensagem não lhe tira a esperança de cura, porém tira a ideia de que a oração dele foi ignorada.
5. Quem reclamou da festa (Lucas 15)
Texto: Lucas 15:1-7
Introdução: a parábola responde a uma queixa. Publicanos e pecadores chegavam para ouvir Jesus, e os fariseus e escribas murmuravam: “Este recebe pecadores, e come com eles” (Lucas 15:2). Você pode começar por aí, porque a pergunta do versículo 4, “Que homem dentre vós”, é dirigida a eles.
I. O pastor vai até achar (vv. 4-5). A busca não tem prazo: ele vai “até que venha a achá-la”. E a volta é nos ombros, com alegria, sem sermão para a ovelha no caminho.
II. A alegria pede convidados (vv. 6-7). Ele chama amigos e vizinhos, e Jesus aplica: há alegria no céu por um pecador que se arrepende.
Conclusão: o texto termina com uma ironia sobre os “noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento”. A pergunta que fica para a igreja é de que lado da mesa ela estaria: entre os que chegavam para ouvir ou entre os que murmuravam.
6. Estai quietos e marchai (Êxodo 14)
Texto: Êxodo 14:10-16 · Serve para: igreja diante de uma decisão difícil
Este esboço trabalha com uma tensão que o próprio texto deixa aberta, em duas falas seguidas.
A fala de Moisés (vv. 13-14). “Não temais; estai quietos, e vede o livramento do Senhor” e “O Senhor pelejará por vós”. Ou seja, ao povo que falava em voltar ao Egito (vv. 11-12), a primeira palavra é parar de reagir em pânico.
A fala de Deus (vv. 15-16). “Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem”. A ordem de andar vem com o mar ainda fechado; ele só se abre no versículo 21.
Como pregar a tensão: as duas falas não se contradizem. A quietude do versículo 14 é deixar a batalha com Deus, e a marcha do versículo 15 é obedecer antes de ver o caminho pronto. Portanto, algumas igrejas precisam ouvir a primeira; outras já oraram o bastante e precisam ouvir a segunda.
Apelo: qual das duas palavras é para esta semana?
7. A pergunta que fica sem resposta (Jonas 4)
Texto: Jonas 4:1-11 · Serve para: culto de missões ou fim de uma série em Jonas
Você pode seguir as três cenas do capítulo:
- A oração irada (vv. 1-4). Jonas revela por que fugiu: sabia que Deus é “compassivo e misericordioso, longânimo e grande em benignidade” (Jonas 4:2). Ele usa contra Nínive a fórmula com que Israel celebrava a misericórdia que ele próprio recebera (Êxodo 34:6).4
- A aboboreira (vv. 5-9). Deus faz a planta crescer, depois envia o verme e o vento quente. Jonas se alegra “em extremo” com a sombra e pede a morte quando ela seca.
- A pergunta final (vv. 10-11). Ele teve compaixão de uma planta que não plantou; Deus não haveria de ter compaixão de uma cidade com mais de cento e vinte mil pessoas?
Como terminar: o livro acaba nessa pergunta, sem registrar a resposta de Jonas. Portanto, termine a mensagem do mesmo jeito e deixe a pergunta com a igreja: o que tem nos alegrado mais, a nossa sombra ou a salvação da cidade?
8. Aprendi, sei, posso (Filipenses 4)
Texto: Filipenses 4:10-13
O versículo 13 costuma ser citado sozinho, longe do parágrafo a que pertence. Ele fecha um agradecimento: os filipenses tinham enviado ajuda por Epafrodito (Filipenses 4:18), e Paulo explica por que se alegrou sem depender daquilo. Três verbos organizam a mensagem:
- Aprendi (v. 11): o contentamento foi aprendido, ou seja, veio com o tempo e com as experiências; não nasceu pronto.
- Sei (v. 12): repare que a lista inclui as duas pontas, fartura e fome, abundância e necessidade. A fartura também precisa ser aprendida.
- Posso (v. 13): “Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece”. No contexto, “todas as coisas” são as situações do versículo 12, inclusive passar fome.
Erro a evitar: pregar o versículo como garantia de vitória em prova, jogo ou negócio. Paulo escreve preso (Filipenses 1:13).
Aplicação: qual das duas pontas a igreja tem mais dificuldade de viver com Deus, a falta ou a sobra?
9. Asas, corrida e caminhada (Isaías 40)
Texto: Isaías 40:27-31 · Serve para: culto de oração ou liderança cansada
Ideia central: a promessa do versículo 31 responde a uma queixa, por isso, se você tirar a queixa, ela vira frase de cartão.
- A queixa (v. 27): “O meu caminho está encoberto ao Senhor”. O povo não negava Deus; achava que Deus tinha perdido a causa dele de vista.
- As perguntas (v. 28): “Não sabes, não ouviste?”. Antes de prometer, o profeta lembra quem é o Senhor, o Criador dos fins da terra, que “nem se cansa nem se fatiga”.
- O contraste (vv. 29-30): até os jovens se cansam e os moços caem. A força prometida não vem da idade nem do vigor.
- A promessa (v. 31): subir com asas, correr, caminhar. A sequência termina no passo mais comum, que é onde a maior parte da vida acontece.
Apelo: traga a queixa para a oração em vez de escondê-la, porque o texto começa por ela.
10. Quatro homens e um telhado (Marcos 2)
Texto: Marcos 2:1-12 · Formato: para célula, com leitura, três observações e uma pergunta ao grupo
Basta ler a passagem em voz alta e conduzir a conversa por três observações:
- O paralítico chegou “trazido por quatro” (Marcos 2:3), e, quando a porta não deu passagem, eles abriram o telhado. A fé que Jesus viu foi “a fé deles” (v. 5), no plural.
- A primeira palavra de Jesus não foi sobre as pernas: “Filho, perdoados estão os teus pecados” (Marcos 2:5). Os escribas entenderam bem o alcance da frase, porque só Deus perdoa pecados (v. 7).
- A cura veio como prova pública do perdão, “para que saibais” (v. 10), e o homem saiu carregando o leito que antes o carregava.
Pergunta ao grupo: quem é a pessoa que você não consegue levar a Jesus sozinho, e quem aqui poderia segurar a outra ponta da maca com você?
Esboços por ocasião do culto

Cada item leva você a um artigo do blog organizado pela ocasião e diz quantos esboços completos, com texto-base e pontos, o artigo possui.
- Santa Ceia (do mês, datas do ano e célula): 12 esboços em sermão curto para Santa Ceia;
- Culto da família: 15 em temas para culto da família;
- Encontro e culto de mulheres: 20 em temas para encontro de mulheres;
- Culto de homens e congresso de varões: 13 em temas para culto de homens;
- Culto de missões: 12 em temas para culto de missões;
- Culto de jovens: 8 em temas para culto de jovens, entre os 12 temas desenvolvidos; os outros quatro estão em prosa corrida, sem divisão em pontos;
- Culto de primícias: 1 em primícias na Bíblia;
- Culto de ação de graças: 16 temas desenvolvidos pelo motivo do culto, sem divisão em pontos, em temas para culto de ação de graças;
- Célula: 10 estudos com quebra-gelo e aplicação em estudos para células.
Ação de graças e célula ficam fora da conta porque o formato deles é outro. Dessa forma, as sete primeiras ocasiões somam 81 esboços completos.
Esboços por texto bíblico
Boa parte dos estudos de personagem e de versículo do blog termina com um esboço de pregação sobre o texto estudado. A vantagem é que o estudo da passagem vem pronto logo acima, com o contexto, o sentido das palavras no hebraico ou no grego e as dificuldades do texto. Ou seja, você chega pelo esboço e encontra a explicação no mesmo artigo. São 49, na ordem dos livros da Bíblia.
Quando dois artigos esboçam o mesmo texto, como Gênesis 32, Rute, Neemias, Marcos 10, João 11 e Apocalipse 4, os ângulos são diferentes: um parte do personagem ou do episódio, o outro de um versículo ou de uma palavra.
Antigo Testamento
| Texto | Artigo com o esboço |
|---|---|
| Gênesis 12:1-3 | o chamado de Abrão em Gênesis 12:2 |
| Gênesis 12 a 22 | a vida de Abraão |
| Gênesis 32:22-32 | por que Jacó lutou com o anjo |
| Gênesis 32:22-32 | Peniel e o encontro no Jaboque |
| Gênesis 37 a 50 | a história de José do Egito |
| Josué 2:1-21 | quem foi Raabe |
| Juízes 4 | quem foi Débora |
| Juízes 6:11-24 | quem foi Gideão |
| Juízes 6 a 8 | quem eram os midianitas |
| Rute 1:1-18 | Rute 1:16 explicado |
| Rute 1 a 4 | a história de Rute |
| 1 Samuel 1 | quem foi Ana |
| 2 Samuel 9 | quem foi Mefibosete |
| 2 Reis 4:1-7 | quem foi Eliseu |
| 2 Reis 4:8-37 | quem foi a sunamita |
| 2 Reis 5 | quem foi Naamã |
| 2 Crônicas 20 | quem foi Josafá |
| Neemias 1 a 8 | quem foi Neemias |
| Neemias 6:1-9 | Neemias 6:3 explicado |
| Salmos 11 | Salmo 11 explicado |
| Salmos 12 | Salmo 12 explicado |
| Salmos 13 | Salmo 13 explicado |
| Salmos 16 | Salmo 16 explicado |
| Salmos 117 | Salmo 117 explicado |
| Isaías 1:15-18 | carmesim e escarlate em Isaías 1:18 |
| Isaías 6:1-8 | kadosh e a santidade de Deus |
| Daniel 6 | Daniel na cova dos leões |
Novo Testamento
| Texto | Artigo com o esboço |
|---|---|
| Marcos 4:35-41 | Jesus acalma a tempestade |
| Marcos 5:1-20 | o endemoninhado gadareno |
| Marcos 5:25-34 | a mulher do fluxo de sangue |
| Marcos 10:46-52 | quem foi Bartimeu |
| Marcos 10:46-52 e João 20:11-18 | rabi e raboni |
| Lucas 10:38-42 | Marta e Maria |
| Lucas 13:10-17 | a mulher encurvada |
| Lucas 19:1-10 | quem foi Zaqueu |
| João 3:1-18 | João 3:16 explicado |
| João 4:1-42 | a mulher samaritana |
| João 5:1-15 | o tanque de Betesda |
| João 11 | quem foi Lázaro |
| João 11:1-44 | o menor versículo da Bíblia |
| Atos 9:36-43 | quem foi Dorcas |
| Romanos 8:29-30 | soteriologia, a doutrina da salvação |
| Filipenses 2:5-8 e Hebreus 1:3 | o caráter de Cristo |
| Hebreus 11 | Hebreus 11:1 explicado |
| Apocalipse 2:8-11 | a igreja de Esmirna |
| Apocalipse 2:18-29 | a igreja de Tiatira |
| Apocalipse 3:7-13 | a igreja de Filadélfia |
| Apocalipse 4 | jaspe e sardônio em Apocalipse 4:3 |
| Apocalipse 4 e 5 | os 24 anciãos do Apocalipse |
Esboços expositivos, textuais e temáticos
Os esboços se dividem em três tipos, conforme a relação entre o texto e os pontos.
Expositivo. A unidade é uma passagem inteira, e os pontos acompanham o movimento dela. Funciona bem em narrativa, salmo e trecho de carta. Os dez esboços acima são deste tipo, assim como os dos Salmos na tabela.
Textual. A base é um versículo ou dois, e as divisões do próprio versículo dão os pontos. Rende quando o versículo tem estrutura interna clara, como Hebreus 11:1 ou João 3:16.
Temático. O assunto vem primeiro e reúne vários textos em volta dele. Serve para doutrina e para ocasião especial, mas cobra um cuidado a mais: cada texto precisa dizer, no contexto dele, o que o ponto afirma. O risco do tipo é reduzir uma narrativa a lições morais ou a tópicos doutrinários e deixar a história de lado.5
Os tipos de sermão em detalhe, com exemplo de cada um, ficam para o estudo de homilética.
Quais são os melhores temas para pregar?
Os melhores temas para pregar são os que o texto bíblico já carrega e que a igreja precisa ouvir na fase em que está. A lista abaixo reúne 30, em seis assuntos que voltam ao púlpito com frequência, cada um com o texto-base para começar o estudo. Para transformar qualquer um em esboço, você pode usar as quatro peças da tabela do início.
- Fé e confiança: A obra que Deus começou e vai terminar (Filipenses 1:6); Confiar sem se estribar no próprio entendimento (Provérbios 3:5-6); O Senhor é o meu pastor (Salmos 23:1); A paz que excede todo o entendimento (Filipenses 4:6-7); Todas as coisas contribuem para o bem (Romanos 8:28);
- Sofrimento e crise: O quarto homem dentro do fogo (Daniel 3:25); O choro de uma noite e a alegria da manhã (Salmos 30:5); O Deus que me vê (Gênesis 16:13); O Senhor deu, o Senhor tomou (Jó 1:21); Eu sei que o meu Redentor vive (Jó 19:25);
- Igreja e comunhão: As quatro marcas da igreja de Atos (Atos 2:42); Um corpo com muitos membros (1 Coríntios 12:12); Levar as cargas uns dos outros (Gálatas 6:2); Não deixar a nossa congregação (Hebreus 10:24-25); O amor que cobre a multidão de pecados (1 Pedro 4:8);
- Santidade e caráter: Santos em toda a maneira de viver (1 Pedro 1:15-16); O fruto do Espírito (Gálatas 5:22-23); O culto racional (Romanos 12:1-2); Bênção e maldição na mesma boca (Tiago 3:9-10); Vigiar e orar (Mateus 26:41);
- Missão e serviço: Ide e fazei discípulos (Mateus 28:19-20); Sal da terra e luz do mundo (Mateus 5:13-16); O Filho do homem veio para servir (Marcos 10:45); Não me envergonho do evangelho (Romanos 1:16); Fiel no mínimo, fiel no muito (Lucas 16:10);
- Esperança e eternidade: As muitas moradas (João 14:1-3); O Senhor descerá do céu (1 Tessalonicenses 4:16-18); Novo céu e nova terra (Apocalipse 21:1-4); A esperança que não traz confusão (Romanos 5:5); A herança guardada nos céus (1 Pedro 1:3-4).
Como o Zeke ajuda a escala de pregadores
Ter esboço pronto resolve o sábado à noite do pregador. A pergunta que chega antes, na reunião de liderança, é outra: quem prega em cada culto do mês, quem dirige, quem faz a leitura, e como evitar que o mesmo irmão fique com três domingos seguidos enquanto outros nunca são chamados.
No sistema Zeke, a pregação entra como uma função da escala. Você liga os membros cadastrados a essa função, distribui pelos cultos de forma automática ou manual. Além disso, o sistema consulta as escalas anteriores para manter o rodízio.
Sendo assim, cada pregador fica sabendo com antecedência a data dele, o que dá tempo para estudar o texto com calma em vez de improvisar na véspera.
Perguntas Frequentes
Quais são os melhores temas para pregar?
Não existe um ranking fixo. Rendem mais os temas que nascem de uma passagem lida no contexto e que respondem a uma necessidade real da congregação: luto, crise, crescimento, envio.
Fé, sofrimento, comunhão, santidade, missão e esperança aparecem tanto porque a própria Escritura insiste neles, do Antigo ao Novo Testamento.
Como escolher o tema da pregação?
Depende do calendário e da caminhada da igreja, e não de uma lista universal. Três perguntas ajudam a decidir: há uma ocasião marcada, como Ceia, missões ou ação de graças? Existe uma série em andamento num livro da Bíblia? O que a congregação está atravessando nesta semana?
Quando nada disso define, pregar o trecho seguinte de um livro, em sequência, evita que o pregador escolha sempre os textos de que mais gosta.
Qual a diferença entre sermão e esboço?
O esboço é o plano: texto, tema, pontos e aplicação em poucas linhas, para o pregador não perder o rumo. O sermão é o que acontece no púlpito a partir desse plano, com a explicação da passagem, as ilustrações, as transições e o apelo.
Basta um esboço de dez linhas para render meia hora de mensagem, e dois pregadores com o mesmo esboço entregam sermões diferentes.
Conclusão
Um esboço de pregação vale pelo texto que ele obriga o pregador a ler. Os dez desta página e os 130 espalhados pelo blog servem de ponto de partida: o tema e os pontos estão ali, mas a mensagem só fica de pé quando você abre a passagem inteira, entende o que ela disse aos primeiros leitores e chega à igreja com uma aplicação que nasceu dali.
Por isso, escolha um, leia o capítulo todo antes de olhar os pontos e ajuste o que for preciso para a sua congregação. Se você fizer isso, tenho certeza que o esboço pronto deixa de ser de outra pessoa e passa a ser seu!
E você? Qual texto vai pregar no próximo culto, e qual destes esboços chegou mais perto do que a sua igreja precisa ouvir?
Fique na paz!
Fontes
- WRIGHT, Christopher J. H. Como pregar e ensinar com base no Antigo Testamento. São Paulo: Mundo Cristão, 2019, cap. 7, “Cinco perguntas a fazer ao pregar e ensinar histórias do Antigo Testamento”.
- WIERSBE, Warren W. Comentário Bíblico Expositivo: Antigo Testamento, vol. II — Histórico. Trad. Susana E. Klassen. Santo André, SP: Geográfica Editora, 2006, p. 474.
- WIERSBE, Warren W. Comentário Bíblico Expositivo: Novo Testamento, vol. I. Trad. Susana E. Klassen. Santo André, SP: Geográfica Editora, 2006, p. 884.
- BÍBLIA de Estudo de Genebra. São Paulo e Barueri: Cultura Cristã; Sociedade Bíblica do Brasil, 1999, nota a Jonas 4:2, p. 1045.
- WRIGHT, op. cit., cap. 8, “Sete perigos a evitar ao pregar e ensinar histórias do Antigo Testamento”.
Nota sobre as citações bíblicas: todas as citações deste artigo seguem a versão Almeida Corrigida Fiel (ACF).