Quem Foi Josafá na Bíblia: a Batalha de 2 Crônicas 20

↑ Este artigo faz parte da coleção Personagens Bíblicos — quem foram e o que ainda ensinam à igreja de hoje.

Josafá foi rei de Judá e ficou conhecido por uma batalha em que o exército dele não lutou — pôs cantores na frente dos armados e viu o inimigo se destruir sozinho (2Cr 20:21-23 ACF).

E há uma razão prática por que a história dele é difícil de achar na Bíblia: na Almeida Corrigida Fiel o nome dele não é “Josafá”. Este artigo resolve isso primeiro, e depois percorre 2 Crônicas 20 inteiro.

Quem foi Josafá na Bíblia

Josafá foi rei de Judá, filho e sucessor de Asa (1Rs 15:24). O resumo do reinado está num versículo: “era da idade de trinta e cinco anos quando começou a reinar e vinte e cinco anos reinou em Jerusalém” (2Cr 20:31 ACF).

A avaliação que o texto faz dele é positiva com uma ressalva, e as duas coisas estão em versículos seguidos:

  • O elogio“andou no caminho de Asa, seu pai, e não se desviou dele, fazendo o que era reto aos olhos do Senhor” (2Cr 20:32 ACF);
  • A ressalva“Contudo os altos não foram tirados porque o povo não tinha ainda disposto o seu coração” (2Cr 20:33 ACF).

Vale reparar em como o texto distribui a culpa nessa segunda frase: a razão dada para os altos continuarem é o coração do povo, não a omissão do rei.

A história do reinado está em 1 Reis 22 e em 2 Crônicas 17 a 20. O capítulo mais pregado é o último.

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Por que você não acha “Josafá”: são seis pessoas e um vale

Este é um problema real de quem vai procurar o texto: na Almeida Corrigida Fiel o rei se chama “Jeosafá”, com o “Je”. A grafia “Josafá” aparece em apenas dois versículos de toda a Bíblia.

Na ACF, “Jeosafá” está em 76 versículos e “Josafá” em 2. E não são todos a mesma pessoa:

quem onde quantos versículos
Jeosafá, rei de Judá 1Rs 15 e 22 · 2Rs · 2Cr 17-21 · 1Cr 3:10 66
Jeosafá, filho de Ailude, cronista de Davi e Salomão 2Sm 8:16; 2Sm 20:24; 1Rs 4:3; 1Cr 18:15 4
Jeosafá, pai do rei Jeú, de Israel 2Rs 9:2; 2Rs 9:14 2
Jeosafá, filho de Parua, oficial de Salomão em Issacar 1Rs 4:17 1
Jeosafá, sacerdote que tocava trombeta diante da arca 1Cr 15:24 1
o vale de Jeosafá — um lugar, não uma pessoa Joel 3:2; Joel 3:12 2
Josafá, o mitatita, entre os valentes de Davi 1Cr 11:43 1 (grafia “Josafá”)
Josafá, na genealogia de Jesus — é o próprio rei Mt 1:8 1 (grafia “Josafá”)

Ou seja: quem procura “Josafá” na ACF cai em Mateus 1:8 e num valente desconhecido de Davi — e passa direto pelos 66 versículos do rei.

O detalhe mais curioso da tabela é que a Bíblia usa as duas grafias para a mesma pessoa: “Jeosafá” nos livros históricos e “Josafá” na genealogia de Mateus. Basta essa diferença para explicar a confusão.

Vale dizer de onde vem o que se sabe a respeito dele. As datas usuais para o reinado são 872 a 848 a.C., pela cronologia de Edwin Thiele, e não há uma única referência a Josafá em material extrabíblico do antigo Oriente Próximo2. O que se conhece dele vem inteiramente do texto bíblico.

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O que estava acontecendo em 2 Crônicas 20

O capítulo abre com uma invasão de três frentes: “os filhos de Moabe, e os filhos de Amom, e com eles outros dos amonitas, vieram à peleja contra Jeosafá” (2Cr 20:1 ACF).

A reação dele vem em duas partes no mesmo versículo, e a ordem importa: “Então Jeosafá temeu, e pôs-se a buscar o Senhor, e apregoou jejum em todo o Judá” (2Cr 20:3 ACF).

O texto registra o medo antes da fé, e não esconde nenhum dos dois. Ele teve medo — e o que fez com o medo foi convocar jejum nacional.

E a assembleia que se forma não é militar: “E todo o Judá estava em pé perante o Senhor, como também as suas crianças, as suas mulheres, e os seus filhos” (2Cr 20:13 ACF).

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A oração de Josafá, e a frase que a fecha

A oração ocupa sete versículos (2Cr 20:6-12) e tem uma estrutura que dá para reproduzir em qualquer oração de crise:

  1. Quem Deus é“porventura não és tu Deus nos céus? Não és tu que dominas sobre todos os reinos das nações?” (20:6);
  2. O que Deus já fez — lançou fora os moradores da terra e a deu à descendência de Abraão (20:7);
  3. O que Deus prometeu — se algum mal sobrevier, “clamaremos a ti na nossa angústia, e tu nos ouvirás” (20:9);
  4. Qual é o problema, em detalhe — quem está vindo e por onde (20:10-11);
  5. O pedido — e ele é curto (20:12).

E o fecho é a frase mais citada do capítulo, com razão: “em nós não há força perante esta grande multidão que vem contra nós, e não sabemos o que faremos; porém os nossos olhos estão postos em ti” (2Cr 20:12 ACF).

Repare que a oração não apresenta nenhum plano. Ela declara três coisas — não temos força, não sabemos o que fazer, estamos olhando para ti — e para aí.

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“A peleja não é vossa, mas de Deus”

A resposta não vem pelo rei nem por um profeta de carreira, e o texto se dá o trabalho de dar a genealogia inteira do homem: Jaaziel, levita, dos filhos de Asafe (2Cr 20:14).

A mensagem tem duas metades. A primeira tira a batalha das mãos deles: “Não temais, nem vos assusteis por causa desta grande multidão; pois a peleja não é vossa, mas de Deus” (2Cr 20:15 ACF).

A segunda dá instruções que não são de guerra: “Nesta batalha não tereis que pelejar; postai-vos, ficai parados, e vede a salvação do Senhor” (2Cr 20:17 ACF).

E aqui vale um cuidado que a pregação costuma atropelar: “ficai parados” não significa ficar em casa. O versículo seguinte manda descer contra eles e sair-lhes ao encontro (2Cr 20:16-17), e no dia seguinte eles saem de fato ao deserto de Tecoa (2Cr 20:20). Eles foram ao campo de batalha e não pelejaram — não é a mesma coisa que não ir.

A palavra de Josafá ao povo, de manhã, também é aditiva: “Crede no Senhor vosso Deus, e estareis seguros; crede nos seus profetas, e prosperareis” (2Cr 20:20 ACF).

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Os cantores na frente do exército

Esta é a decisão que faz o capítulo ser lembrado, e ela é registrada como consulta, não como capricho: “E aconselhou-se com o povo, e ordenou cantores para o Senhor, que louvassem à Majestade santa, saindo diante dos armados” (2Cr 20:21 ACF).

O que eles cantavam era uma linha só, e é a mesma que atravessa os Salmos: “Louvai ao Senhor porque a sua benignidade dura para sempre” (2Cr 20:21 ACF).

E o versículo seguinte liga uma coisa à outra sem intermediário: “E, quando começaram a cantar e a dar louvores, o Senhor pôs emboscadas contra os filhos de Amom e de Moabe e os das montanhas de Seir” (2Cr 20:22 ACF).

O que aconteceu em seguida foi entre os invasores. Amom e Moabe se voltaram contra os moradores de Seir e, terminando com eles, “ajudaram uns aos outros a destruir-se” (2Cr 20:23 ACF). Quando Judá chegou à atalaia, “eis que eram corpos mortos, que jaziam em terra, e nenhum escapou” (2Cr 20:24 ACF).

Uma precisão que muda o sermão: o texto não diz que o louvor derrotou o exército. Diz que, quando o louvor começou, o Senhor pôs emboscadas. O sujeito da ação é Deus, e o cântico marca o momento — não o mecanismo.

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O vale de Beraca

O saque durou três dias, e o texto explica por quê: “tomaram para si tanto, que não podiam levar” (2Cr 20:25 ACF).

No quarto dia eles pararam para outra coisa: “E ao quarto dia se ajuntaram no vale de Beraca; pois ali louvaram ao Senhor. Por isso chamaram aquele lugar o vale de Beraca, até ao dia de hoje” (2Cr 20:26 ACF).

O próprio versículo explica o nome pelo que se fez ali — o vale se chama assim porque foi ali que louvaram. E a volta a Jerusalém é registrada com os instrumentos: “com saltérios, com harpas e com trombetas, para a casa do Senhor” (2Cr 20:28 ACF).

Ou seja: o capítulo começa com jejum na casa do Senhor e termina com música na casa do Senhor, e a batalha fica no meio, sem um golpe de Judá.

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O erro que ele repetiu duas vezes

O retrato de Josafá não é de um rei sem falha, e as Crônicas registram a mesma falha duas vezes: alianças com a casa reinante do reino do norte.

A primeira foi com Acabe: “Tinha, pois, Jeosafá riquezas e glória em abundância, e aparentou-se com Acabe” (2Cr 18:1 ACF). Depois de voltar da batalha em que Acabe morreu, Josafá ouviu a repreensão de um vidente: “Devias tu ajudar ao ímpio, e amar aqueles que odeiam ao Senhor? Por isso virá sobre ti grande ira da parte do Senhor” (2Cr 19:2 ACF).

A segunda foi com o filho de Acabe, e vem no fim do mesmo capítulo 20: “Jeosafá, rei de Judá, se aliou com Acazias, rei de Israel, que procedeu com toda a impiedade” (2Cr 20:35 ACF). O resultado é curto: “o Senhor despedaçou as tuas obras. E os navios se quebraram” (2Cr 20:37 ACF).

É o mesmo capítulo da grande vitória. A batalha vencida sem lutar e a frota destruída por uma aliança estão a quinze versículos de distância. E a sobreposição entre pai e filho não é só moral: a diferença entre as datas de 2 Reis 1:17 e 2 Reis 3:1 levou Thiele a identificar um período de co-regência entre Josafá e o filho Jeorão3.

E o efeito passou de geração: o filho dele, Jeorão, “tinha a filha de Acabe por mulher” e “andou no caminho dos reis de Israel” (2Cr 21:6 ACF) — Edward Young aponta essa aliança matrimonial como a razão pela qual Judá recuou para segundo plano no relato dos Reis1.

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O “vale de Josafá” de Joel não é o rei

Quem pesquisa o nome encontra também o “vale de Josafá” e costuma juntar as duas coisas. São coisas diferentes, e o texto de Joel não faz a ligação.

As duas ocorrências estão no mesmo capítulo:

  • “Congregarei todas as nações, e as farei descer ao vale de Jeosafá; e ali com elas entrarei em juízo” (Jl 3:2 ACF);
  • “Suscitem-se os gentios, e subam ao vale de Jeosafá; pois ali me assentarei para julgar todos os gentios em redor” (Jl 3:12 ACF).

Joel não diz que o vale leva o nome do rei, não indica onde ele fica e não faz nenhuma remissão a 2 Crônicas.

O que o texto afirma é a função do lugar: é onde Deus julga as nações. Qualquer identificação geográfica além disso é tradição, não Escritura.

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8 lições da história de Josafá

As Crônicas foram escritas depois do exílio, para uma comunidade que relia a história dos reis à procura do que ainda sustentava a aliança.

É por isso que o templo aparece no centro de quase toda cena deste capítulo — e é de lá que saem as lições abaixo, não de um manual de guerra.

  1. Ele teve medo, e o versículo não para aí (2Cr 20:3-4) — “Então Jeosafá temeu, e pôs-se a buscar o Senhor” (2Cr 20:3 ACF).

    “Buscar ao Senhor” é o verbo com que o Cronista mede reinado por reinado — foi o que Asa mandou Judá fazer (2Cr 14:4) e foi o que o profeta Azarias lhe garantiu, “se o buscardes, o achareis” (2Cr 15:2 ACF).

    E o povo entrou na mesma categoria: vieram de todas as cidades “para buscar ao Senhor” (2Cr 20:4 ACF). Aplicação: o Cronista não pergunta se o rei sentiu medo, pergunta se ele buscou — e a pergunta cai nos dias em que ainda não havia nada a fazer.

    Entre a notícia ruim e a primeira providência quase sempre há uma semana inteira, e é ali que o capítulo se decide;

  2. A oração cobrava uma promessa feita naquele endereço (2Cr 20:5-9) — ele ora “na casa do Senhor, diante do pátio novo” (2Cr 20:5 ACF), e o miolo do que diz é quase transcrição do que Salomão pedira na dedicação do templo: “Se algum mal nos sobrevier, espada, juízo, peste, ou fome, nós nos apresentaremos diante desta casa e diante de ti… e tu nos ouvirás e livrarás” (2Cr 20:9 ACF; cf. 2Cr 6:28-30 e 7:13-14)4.

    Aplicação: ele não estava improvisando devoção, estava apresentando a Deus um compromisso que Deus havia assumido — e no lugar em que assumiu.

    Quem ora hoje tem promessa escrita para citar do mesmo jeito, e a diferença para o capítulo 20 é de leitura antes de ser de fervor;

  3. O pedido é que Deus julgue (2Cr 20:12) — a frase famosa é a segunda metade do versículo. A primeira é um requerimento de sentença: “Ah! nosso Deus, porventura não os julgarás?” (2Cr 20:12 ACF).

    O nome do rei, em hebraico, diz exatamente isso: “o Senhor julgou”. Aplicação: pedir que Deus julgue não é o mesmo que pedir que Deus resolva;

  4. A resposta veio de dentro do coral (2Cr 20:14) — Jaaziel é levita “dos filhos de Asafe” (2Cr 20:14 ACF), a família que Davi separara “para profetizarem com harpas, com címbalos, e com saltérios” (1Cr 25:1 ACF). Nas Crônicas, o ministério de música é ministério de palavra — e isso explica por que, no dia seguinte, ninguém precisou justificar a escolha de quem ia na frente.

    Aplicação: o que muita igreja chama de “parte musical” está, neste livro, na mesma sala onde se ouve a Palavra; quem canta ali não está preparando o público para o que vem depois;

  5. “Ficai parados” veio com coordenadas (2Cr 20:16-17, 20) — a mesma mensagem que diz “não tereis que pelejar” manda subir pela ladeira de Ziz e achá-los “no fim do vale, diante do deserto de Jeruel” (2Cr 20:16 ACF); de manhã eles saem ao deserto de Tecoa (2Cr 20:20). Aplicação: a ordem de ficar parado custou uma caminhada de um dia.

    Repare no que foi dispensado ali: a peleja, e não o deslocamento;

  6. Os cantores levaram ao campo a letra da casa (2Cr 20:21-22) — a única linha registrada, “Louvai ao Senhor porque a sua benignidade dura para sempre” (2Cr 20:21 ACF), é a mesma que se cantou na dedicação do templo (2Cr 5:13; 7:3) e a mesma que os que voltaram do exílio cantariam ao assentar o alicerce da segunda casa (Ed 3:11).

    E o versículo seguinte guarda o sujeito da frase: “o Senhor pôs emboscadas” (2Cr 20:22 ACF).

    Aplicação: o que Judá fez à frente dos armados foi culto, não tática — a mesma coisa que se fazia no templo, feita no lugar mais improvável para se fazer.

    Quem lê o episódio como método, “louve e o inimigo cai”, escolhe justamente a leitura que o versículo 22 fecha: o cântico marca a hora, quem age é Deus;

  7. O nome do vale ficou no mapa (2Cr 20:26) — Beraca quer dizer bênção, louvor, e o texto acrescenta que o lugar se chama assim “até ao dia de hoje” (2Cr 20:26 ACF). A localização exata se perdeu; há quem a situe no vale Berekut, entre Tecoa e En-Gedi5. Aplicação: para quem leu isso depois do exílio, aquilo não era ilustração de sermão, era um vale a um dia de casa com nome de agradecimento.

    Hoje, o que se guarda com essa função costuma ser uma data no calendário — e data se esquece com muito menos cerimônia do que um nome no mapa;

  8. A frota quebrada está no mesmo capítulo da vitória (2Cr 20:35-37) — no fecho do mesmo capítulo, Jeosafá se alia a Acazias e ouve de Eliezer: “Porquanto te aliaste com Acazias, o Senhor despedaçou as tuas obras” (2Cr 20:37 ACF).

    E a conta foi maior do que os navios: o casamento do filho dele com a filha de Acabe e Jezabel abriu a porta de Judá para o culto de Baal6.

    Aplicação: o Cronista não guardou as duas coisas em capítulos separados para poupar o rei.

    Vale reparar em que ponto ele escorregou: não foi na invasão, foi depois, quando “o reino de Jeosafá ficou quieto” (2Cr 20:30 ACF) e havia paz e dinheiro para uma sociedade nova.

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Esboço de pregação sobre Josafá

Um roteiro em três pontos que segue 2 Crônicas 20 na ordem do capítulo. Serve para mensagem, célula, vigília ou EBD.

Tema: a batalha que Judá não lutou. Texto: 2 Crônicas 20:1-30 (versículo-chave: 20:12).

  1. O que ele fez com o medo (2Cr 20:1-13) — a invasão de três povos, o medo declarado, o jejum nacional e o povo inteiro de pé. Aplicação: o primeiro movimento de uma crise decide os outros;
  2. A oração que não trouxe plano (2Cr 20:6-17) — quem Deus é, o que já fez, o que prometeu, e o fecho: “não sabemos o que faremos; porém os nossos olhos estão postos em ti”.

    Aplicação: dá para orar sem ter a solução na mão;

  3. Os cantores na frente (2Cr 20:20-26) — a ordem de comparecer sem pelejar, o louvor abrindo a marcha, a derrota que aconteceu entre os inimigos e o vale de Beraca. Aplicação: a fé se organiza — ela escolhe quem vai na frente.

Conclusão sugerida: ler 2 Crônicas 20:26 e propor um “vale de Beraca” concreto para a igreja — um tempo separado só para agradecer o que já foi resolvido.

Alternativa mais dura, para liderança: pregar o capítulo inteiro, incluindo os versículos 35 a 37, com o material da seção 8. Afinal, a mesma página que traz a vitória traz a frota quebrada.

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Perguntas frequentes

Quem foi Josafá na Bíblia?

Foi rei de Judá, filho de Asa. Começou a reinar com 35 anos e reinou 25 anos em Jerusalém (2Cr 20:31). É mais conhecido pela batalha de 2 Crônicas 20, em que Judá venceu sem lutar.

Por que não encontro “Josafá” na Bíblia?

Porque na Almeida Corrigida Fiel o nome do rei é escrito “Jeosafá”, com o “Je”. A grafia “Josafá” aparece em apenas dois versículos: 1 Crônicas 11:43, que é outro homem, e Mateus 1:8, na genealogia de Jesus, onde é o próprio rei.

Onde está a história de Josafá?

O reinado dele é contado em 1 Reis 22 e em 2 Crônicas 17 a 20. A batalha mais conhecida está em 2 Crônicas 20, do começo ao fim do capítulo.

O que Josafá orou em 2 Crônicas 20?

A oração está em 2 Crônicas 20:6-12 e termina com a frase que a resume: “em nós não há força perante esta grande multidão que vem contra nós, e não sabemos o que faremos; porém os nossos olhos estão postos em ti”.

Josafá venceu a batalha sem lutar?

Sim. A ordem foi “postai-vos, ficai parados, e vede a salvação do Senhor” (2Cr 20:17). Ele colocou cantores à frente dos armados e, quando começaram a cantar, o Senhor pôs emboscadas contra os invasores, que se destruíram entre si (2Cr 20:21-23).

O que significa vale de Beraca?

É o nome dado ao lugar onde Judá se reuniu no quarto dia para louvar, depois de recolher os despojos. O próprio texto explica o nome pelo que aconteceu ali: “pois ali louvaram ao Senhor” (2Cr 20:26 ACF).

O vale de Josafá de Joel é o rei?

Não é uma pessoa, é um lugar. Joel 3:2 e 3:12 falam do “vale de Jeosafá” como o lugar do juízo das nações. O texto de Joel não identifica esse vale com o rei de Judá.

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Fontes

Texto bíblico: Almeida Corrigida Fiel (ACF). As contagens de ocorrências referem-se ao texto da ACF.

  1. YOUNG, Edward J. Introdução ao Antigo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 1964, p. 167.
  2. WALTON, John H.; MATTHEWS, Victor H.; CHAVALAS, Mark W. Comentário Bíblico Atos: Antigo Testamento. Trad. Noemi Valéria Altoé. Belo Horizonte: Editora Atos, 2003, p. 396.
  3. WALTON, John H.; MATTHEWS, Victor H.; CHAVALAS, Mark W. Comentário Bíblico Atos: Antigo Testamento. Trad. Noemi Valéria Altoé. Belo Horizonte: Editora Atos, 2003, p. 399.
  4. WIERSBE, Warren W. Comentário Bíblico Expositivo: Antigo Testamento, vol. II — Histórico. Trad. Susana E. Klassen. Santo André, SP: Geográfica Editora, 2006, p. 482.
  5. WALTON, John H.; MATTHEWS, Victor H.; CHAVALAS, Mark W. Comentário Bíblico Atos: Antigo Testamento. Trad. Noemi Valéria Altoé. Belo Horizonte: Editora Atos, 2003, p. 454.
  6. WALTON, John H.; MATTHEWS, Victor H.; CHAVALAS, Mark W. Comentário Bíblico Atos: Antigo Testamento. Trad. Noemi Valéria Altoé. Belo Horizonte: Editora Atos, 2003, p. 455.

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