O Sermão da Montanha e as Bem-aventuranças

Falar sobre felicidade, hoje em dia, não é uma tarefa tão simples. Afinal, vivemos em tempos onde tudo é vendido como motivo de alegria.

Basta olhar o celular: somos constantemente atingidos por imagens de pessoas felizes em viagens, festas e grandes conquistas. É natural nos sentirmos diminuídos quando comparamos nossa vida com tudo isso.

Contudo, Jesus começou o Sermão do Monte falando de uma felicidade diferente. Uma felicidade que não depende das coisas externas.

Ele chamou essa felicidade de “bem-aventurança”. Na Bíblia, esse termo traz o sentido de alguém que é “mais que feliz”, alguém verdadeiramente abençoado em sua forma de viver.

A cada declaração, quando Jesus diz “bem-aventurados os…”, Ele apresenta o retrato exato de quem decide segui-lo. Essa não é a felicidade das aparências. É a felicidade de quem caminha com Deus.

Aos olhos do mundo, felizes são os ricos, os orgulhosos, os que não sofrem e os que sempre revidam.

Mas, aos olhos de Jesus, “mais que felizes” são os pobres de espírito, os que choram, os mansos, os que têm fome e sede de justiça, os misericordiosos, os limpos de coração, os pacificadores e os perseguidos por causa da justiça.

Vamos conversar e refletir sobre cada uma dessas bem-aventuranças. Nosso objetivo é entender o caráter daquelas pessoas que Jesus chama de “mais que felizes”.

1. Os Pobres de Espírito

“Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos céus”
Mt 5.3 ARC

Falar sobre ser “pobre de espírito”, hoje em dia, pode parecer muito inconveniente. Afinal, a mensagem que mais ouvimos por aí foca em autoestima, autossuficiência e autopromoção.

Dizem o tempo todo: acredite em si mesmo, confie na sua própria força, suba sozinho e faça acontecer. Diante de tudo isso, afirmar que os felizes são os “pobres de espírito” soa como algo para pessoas derrotadas.

Mas foi exatamente com essa palavra que Jesus abriu seu discurso mais conhecido: o Sermão da Montanha. Para Ele, os mais que felizes são os pobres de espírito.

Mas o que significa ser pobre de espírito? Não estamos falando de pobreza material. Não é sobre o homem sem casa, sem dinheiro ou sem emprego. É algo muito mais profundo.

É aquele homem que olhou para si mesmo, para as suas próprias obras e para a sua religiosidade, e percebeu que nada disso tem valor diante de Deus.

Ele age como um mendigo na porta do templo. Sem ter nada para oferecer, ele apenas estende a mão e pede a graça divina.

É a atitude de pessoas verdadeiramente humildes. Gente que entendeu que, diante do Senhor, está de mãos vazias e depende inteiramente da Sua misericórdia.

Não há heroísmo, mérito ou conquista própria. É simplesmente o reconhecimento da nossa própria falência espiritual.

A promessa de Jesus, no entanto, é gigantesca: “Deles é o Reino dos céus”.

Enquanto muitos gastam a vida construindo seus próprios pequenos reinos — reinos que parecem fortes, mas desmoronam na primeira tempestade, perda ou diagnóstico médico —, os pobres de espírito herdam um Reino inabalável.

O Reino de Deus pertence a eles. E isso muda absolutamente tudo!

Esvaziar-se do orgulho não é sinal de fraqueza. Pelo contrário, torna-se o caminho mais sábio que podemos trilhar: abrir espaço para que Deus governe nossas vidas.

2. Os que Choram

“Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados”
Mt 5.4 ARC

Vivemos em uma época que foge da dor. Nossa cultura vende a alegria a todo custo, e a tristeza acabou se tornando algo que precisamos esconder.

Se você notar nas redes sociais, ninguém posta o choro, o momento de luto ou uma noite mal dormida.

O que ganha destaque são apenas as vitórias, as viagens e as conquistas. A tristeza passou a ser clandestina, quase como se o choro fosse um defeito de caráter. Mas a verdade é que o choro faz parte da condição humana desde o pecado no Éden.

Quem consegue atravessar esta vida sem derramar algumas lágrimas? Ninguém. Lidamos com perdas, lutos, decepções, injustiças, doenças, fracassos e traições. A lista de sofrimentos nunca acaba.

Apesar disso, quando Jesus ensina essa bem-aventurança, Ele não está falando de qualquer tipo de choro. Ele se refere a um choro muito específico.

Não é o choro provocado pela raiva. Não é o choro do desespero e nem mesmo o choro de quem apenas sente pena de si mesmo.

Na verdade, é o choro daquele que se quebrantou diante do próprio pecado. É a dor de quem se entristece com a maldade que enxerga ao seu redor.

Esse é o choro que aproxima o homem de Deus, em vez de afastá-lo. O nome desse choro é arrependimento.

Para aqueles que choram assim, Jesus prometeu o consolo. E não estamos falando de palavras vazias ou de um abraço que dura apenas cinco minutos.

É o próprio consolo de Deus agindo no fundo do peito aflito. É a experiência real e transformadora do perdão.

É o próprio Espírito Santo — que Jesus chamou de “outro Consolador” (Jo 14.16 ARC) — passando a habitar naquele que chora de forma tão sincera.

E, no final de tudo, temos a certeza de que um dia o próprio Senhor “limpará de seus olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor” (Ap 21.4 ARC).

Portanto, são “mais que felizes” aqueles que choram diante de Deus por causa do pecado. Pois a eles, o próprio Deus garantiu o Seu consolo.

3. Os Mansos

“Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra”
Mt 5.5 ARC

Falar sobre mansidão neste mundo tão agitado é um grande desafio. Afinal, a rotina dos nossos dias nos empurra constantemente para o desassossego e para o desejo de sempre revidar.

Basta abrir o celular para recebermos notícias de pessoas que perderam a vida apenas porque decidiram revidar a um simples arranhão no carro em um breve momento no trânsito.

Ou ainda, vemos pessoas destruindo amizades antigas e perdendo oportunidades de emprego simplesmente porque não conseguem fechar a boca. A tranquilidade se tornou algo raro.

Por isso, a prática da mansidão parece não condizer com uma sociedade tão violenta como a nossa.

Mas, depois de afirmar que os “mais que felizes” são os pobres de espírito e os que choram, Jesus continua Seu poderoso Sermão do Monte com uma nova declaração: os mansos herdarão a terra.

Assim como os pobres de espírito receberão o Reino dos céus e os que choram encontrarão consolo, Jesus deixa uma promessa aos mansos. Eles receberão a terra por herança.

Se lembrarmos do povo de Israel no Antigo Testamento, a promessa de possuir uma terra não era destinada a pessoas intranquilas, afobadas ou briguentas. Ela era direcionada aos mansos.

Essa mansidão, que é apresentada como um dos requisitos para herdar a terra (ou a vida eterna), significa abandonar a vontade de disputar ou de reagir. É, acima de tudo, ter uma atitude de inteira confiança em Deus.

Sempre que reagimos, no sentido de disputar algo com alguém, acabamos tirando o controle das nossas vidas das mãos de Deus.

Ou seja, a pessoa que vive entrando em conflitos e agindo como rival dos outros ainda não aprendeu a confiar plenamente no Senhor.

Além disso, a mansidão está profundamente ligada à gentileza e à humildade. Afinal, você não encontrará uma pessoa gentil e humilde que não seja mansa.

4. Os que Têm Fome e Sede de Justiça

“Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos”
Mt 5.6 ARC

Desde que o pecado entrou na história humana, todas as formas de maldade alcançaram uma humanidade que decidiu viver distante de Deus.

Essa maldade gerou no homem a incapacidade de caminhar em retidão, fazendo com que seus atos passassem a focar apenas em seus próprios interesses.

Foi justamente essa busca por se beneficiar que levou o homem a tomar aquilo que não era seu, gerando assim a injustiça. Em termos simples, a injustiça é qualquer ato que viola o direito do próximo.

Por isso, a nossa história humana está repleta de injustiças. Pessoas, tribos, povos e nações inteiras continuam sofrendo porque seus direitos foram violados.

Humanamente falando, mesmo sendo afetados pelo pecado, nós ainda carregamos um resíduo de um senso de justiça. Se não fosse por isso, a humanidade estaria ainda mais mergulhada em seu estado de violência.

Ainda assim, esse nosso senso humano de justiça é muito tendencioso. Quase sempre, olhamos para apenas um lado da história, o que torna nossa justiça imperfeita e nada satisfatória.

Além disso, costumamos esperar que a justiça seja aplicada por uma outra pessoa. Acabamos colocando a responsabilidade de ser justo nas mãos de terceiros, e não em nós mesmos.

Porém, o texto de Jesus aborda uma resposta muito pessoal: “os que têm”. Primeiro, trata-se de uma justiça que não fica esperando pelos outros. É uma justiça que nasce do nosso próprio caminhar de forma justa.

Em segundo lugar, Ele menciona uma verdadeira “fome e sede” por ver essa justiça aplicada em todos os lugares.

Esse desejo profundo aponta para a realidade do Reino dos céus, que um dia será manifestado aos homens. Nesse Reino, a justiça será abundante, e por isso eles “serão fartos”.

Sendo assim, “mais que felizes” são aqueles que escolhem andar de maneira justa e aguardam para que a justiça seja manifestada a todos, anunciando a chegada vindoura do Reino dos céus.

5. Os Misericordiosos

“Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia”
Mt 5.7 ARC

Falar sobre misericórdia exige atenção, pois esse não é somente um termo usado no contexto religioso. A misericórdia também envolve contextos éticos, sociais e até legais.

Na prática, a misericórdia carrega o sentido de benevolência, bondade, compaixão e piedade. É algo que vai além das práticas religiosas de alguém.

No sentido religioso, e de forma específica no cristianismo, é afirmado que Deus é misericordioso: “Mas tu, Senhor, és Deus compassivo e misericordioso, muito paciente, rico em amor e em fidelidade” (Sl 86.15 NVI).

Se entendemos que a misericórdia é a capacidade de sentir em compaixão com o coração o que o outro sente, logo concluímos que Deus sente profundamente o que nós estamos sentindo.

Nesta exposição sobre a vida de quem quer segui-lo no Sermão da Montanha, Jesus deixa claro que os misericordiosos — aqueles que sentem profundamente a dor do próximo — alcançarão a misericórdia.

Fica evidente aqui que a misericórdia atua como uma semeadura: quando se age com misericórdia, certamente se colherá misericórdia.

Quando sentimos profundamente o que as outras pessoas sentem diante das situações da vida, Deus, ou até mesmo outra pessoa, se moverá em nossa direção para agir de forma misericordiosa conosco.

Antes da realização de diversos milagres, a Bíblia relata que Jesus era movido por “íntima compaixão” (Lc 7.13; Mc 1.41; Mt 14.14; Mt 20.34 etc.).

Ele era tomado de uma imensa e profunda misericórdia. Sentia o que os outros sentiam e, por isso, agia em favor daqueles que eram alvos do seu amor.

Essa mesma misericórdia, tão evidente em Jesus, precisa estar na vida de todo aquele que o segue.

Não pode ser apenas um sentimento, mas a obediência clara a um mandamento divino afirmado por Cristo:

“Sede, pois, misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso”
Lc 6.36 ARC

6. Os Limpos de Coração

“Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus”
Mt 5.8 ARC

Constantemente, tanto o Antigo quanto o Novo Testamento falam acerca do coração do homem. Sabemos que o centro nervoso do ser humano é o cérebro, mas é o coração que parece reagir às mais diversas situações da vida.

Medos, preocupações, sofrimentos, alegrias, paixões, nervosismo e ansiedades, mesmo sendo processados no cérebro, ecoam e refletem-se no coração. Eles demonstram um retrato nítido de como estamos por dentro, e por isso a Bíblia fala tanto sobre ele.

Além de demonstrar sentimentos, as Escrituras apontam o coração como a verdadeira origem das nossas atitudes. Nós agimos de acordo com o que está em nosso coração.

Observe versículos como: “Meu filho, dê-me o teu coração[…]” (Pv 23.26 NVI), “Acima de tudo, guarde o seu coração, pois dele depende toda a sua vida” (Pv 4.23 NVI) e também Romanos 10.9 (NVI). Todos eles mostram o coração como o espelho daquilo que realmente somos.

O que está no profundo do interior é a primeira base para as demais decisões da vida.

Neste mesmo sentido, no próprio Sermão da Montanha, Jesus declara: “Pois onde estiver o seu tesouro, aí também está o seu coração” (Mt 6.21 NVI).

Com palavras simples, Jesus adentra nas profundezas do ser humano, apresentando o coração como o grande reflexo da nossa identidade.

Sendo assim, se nosso coração reage ao que sentimos, um coração “limpo” só pode ser o resultado de sentimentos límpidos.

Por causa dessa pureza, a maravilhosa herança espiritual guardada para essas pessoas é que “verão a Deus”.

7. Os Pacificadores

“Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus”
Mt 5.9 ARC

Um pacificador é aquela pessoa capaz de estabelecer a paz em ambientes conflitantes. Ou seja, é alguém que aproxima partes distantes apenas para promover a paz entre elas.

Essa aproximação faz com que cada parte consiga ceder e chegar a um ponto estabelecido pelo próprio pacificador.

Como consequência desse maravilhoso ato de aproximação pacífica, Jesus promete uma herança divina: “eles serão chamados filhos de Deus”.

O título de “Filho de Deus” dado a Jesus Cristo também é consequente da ação maravilhosa dEle em estabelecer a paz entre Deus e os homens.

Por causa do pecado, a humanidade colocou-se em total estado de rebelião para com Deus, provocando um imenso distanciamento.

Mas, tendo a cruz como ponto central, Jesus Cristo restabeleceu definitivamente essa paz entre os homens e o Senhor. Consequentemente, o título de Filho de Deus é perfeitamente cabível a Ele.

Um detalhe muito interessante no Novo Testamento é que havia uma inimizade entre o governador romano Pôncio Pilatos e Herodes (rei da Judeia).

O texto diz que, em virtude do julgamento de Jesus, essas duas figuras políticas “se fizeram amigos” (Lc 23.12 ARC) devido às audiências com Ele.

Logo, Jesus promoveu a paz entre Pilatos e Herodes, agindo como um grande pacificador.

Convenhamos que é muito mais fácil atear combustível em uma inimizade acalorada do que tentar promover a paz. Contudo, incitar à discórdia e ao conflito não traz herança alguma.

Por outro lado, ainda que seja uma tarefa mais custosa e cheia de obstáculos, promover a paz traz uma recompensa eterna. Quem atua como um pacificador será reconhecido e chamado de “filho de Deus”.

8. Os que Sofrem Perseguição por Causa da Justiça

“Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus”
Mt 5.10 ARC

Em primeiro lugar, é importante salientar que algumas pessoas enfrentam perseguição em virtude dos seus próprios desvios de caráter.

Alguém que adota práticas desonestas, caluniosas, infames e inverídicas certamente trará para si consequências e represálias ruins. E, aos olhos dessa pessoa, ela acha que está sofrendo “perseguição”.

Além disso, sabemos que o mundo ainda insiste nas mais hediondas formas de perseguição religiosa, política e racial.

Mas, ao ensinar as bem-aventuranças, Jesus é muito claro sobre qual forma de perseguição garante a herança do Reino de Deus: a perseguição por causa da justiça.

Isto é, trata-se de alguém que é perseguido apenas por defender o que é justo, lícito, correto, moral e virtuoso.

Quando você tenta defender essas virtudes em um mundo mergulhado em injustiças, ilegalidades e imoralidades, isso certamente acarretará em perseguição. Sim, o resultado de uma vida justa é enfrentar retaliações.

Não foi diferente com Moisés, com os profetas, com João Batista, com os apóstolos e com o próprio Jesus. Todos que viveram de maneira justa na história da fé sofreram as consequências.

Por isso, o resultado final é o Reino de Deus. O lugar inabalável onde a alegria, a paz e a justiça são as marcas principais.

Por onde quer que um justo ande, a sombra da perseguição estará ali. Ninguém tem o poder de alterar o curso injusto deste mundo, e, mesmo orando e jejuando, a justiça plena não virá dos homens.

A fonte da justiça é somente Deus; sim, ele é perfeitamente justo.

Logo, um mundo sem Deus é desprovido de justiça. E esse mesmo mundo persegue com força todo aquele que anda na retidão.

9. Quando Sofrer por Causa de Cristo

“Bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem, e perseguirem, e, mentindo, disserem todo o mal contra vós, por minha causa”
Mt 5.11 ARC

A grande contrariedade com a vida de sucesso, conquistas e notoriedade é exposta nesta última bem-aventurança do Sermão do Monte.

Não encontramos aqui a bandeira dos vitoriosos ou o pódio de quem lutou e venceu. Ao contrário, o que está exposto é a injúria, a perseguição, a mentira e todo o mal lançado contra quem decidiu imitar Jesus.

Neste sentido, é fundamental salientar que toda injúria e maldade aplicada a alguém deve ter apenas um único motivo: “por minha causa”. Ou seja, não vale nada sofrer sem que seja pela causa de Cristo.

Muitas pessoas sofrem porque não ouviram conselhos, não se submeteram a autoridades ou desobedeceram à Palavra de Deus. Em alguns casos, estão vivendo uma dolorosa colheita de suas péssimas semeaduras.

Como a Bíblia adverte:

“Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará”
Gl 6.7 ARC

Contudo, se as injúrias, perseguições e mentiras levantadas contra alguém são apenas pelo fato de seguir a Jesus, isso demonstra o que é ser verdadeiramente um “bem-aventurado”. Não é sofrer por qualquer coisa; é sofrer por Cristo.

O sofrimento por causa de Jesus acontece quando andamos de acordo com a Palavra de Deus. Ou seja, quando adotamos como modelo de vida aquilo que as Escrituras mandam.

Quando vivemos o perdão, gratidão, verdade, humildade, submissão, contentamento, paz, temor a Deus, compaixão e interesse pelo céu, atraímos os ataques do mundo.

Se tudo o que havia em Cristo habitar em nós, certamente seremos alvos de mentiras e maldades. Mas, exatamente por isso, podemos celebrar: somos mais que felizes, somos bem-aventurados.

Conclusão

Olhando para as nove bem-aventuranças do Sermão do Monte, percebemos que Jesus não entregou uma lista na qual o discípulo escolhe apenas o que mais lhe agrada.

Cada uma dessas declarações aponta para uma marca essencial do caráter de quem o segue. Ou seja, elas não são virtudes isoladas, mas sim o retrato completo do discípulo.

Quem é pobre de espírito também chora pelo pecado, é manso, tem fome de justiça, é misericordioso, mantém o coração limpo, atua como pacificador e ainda enfrenta perseguições pela justiça.

Logo, todas essas virtudes estão profundamente interligadas, formando uma única maneira de viver. Além disso, as bem-aventuranças não são uma escada que se sobe pelo esforço próprio. Ninguém se torna manso ou pobre de espírito puramente pela força de vontade.

É a obra de Deus dentro de nós que produz todas essas virtudes. Por isso Jesus inicia o Sermão do Montanha assim, antes mesmo de ensinar qualquer regra de conduta. Ele nos mostra que, antes da prática, é preciso ter o caráter transformado.

Aos olhos do mundo, essas virtudes podem parecer fraqueza, prejuízo ou pura loucura. Contudo, a promessa de cada bem-aventurança é gigante: o Reino dos céus, o consolo, a herança da terra, a fartura, a misericórdia, a visão de Deus, o título de filho e a recompensa eterna.

Assim, o que parece ser perda para a humanidade é, na verdade, um ganho eterno nas mãos do Senhor.

Andar segundo as bem-aventuranças é escolher viver como Jesus viveu, na certeza de que o Reino dos céus pertence justamente àqueles que andam assim.

E você?

Como os ensinos das bem-aventuranças estão transformando a sua caminhada diária com Deus?

Esse artigo foi adaptado do artigo original do nosso irmão Moisés Brasil. Você pode acompanhar o seu trabalho excepcional através do YouTube e Instagram.

Fique na Paz!

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