↑ Este artigo faz parte da coleção Personagens Bíblicos — quem foram e o que ainda ensinam à igreja de hoje.
O nome dos 12 discípulos de Jesus está registrado em quatro listas do Novo Testamento: Simão Pedro; André; Tiago e João, filhos de Zebedeu; Filipe; Bartolomeu; Tomé; Mateus; Tiago, filho de Alfeu; Tadeu; Simão, o Zelote; e Judas Iscariotes. Lucas conta que Jesus os escolheu dentre um grupo maior de seguidores, depois de passar a noite em oração, e que lhes deu o nome de apóstolos (Lucas 6:12-13).
Saber os doze nomes é o começo. Se você ensina na Escola Dominical, logo esbarra nas perguntas da turma: por que Tadeu aparece como Judas em Lucas? Natanael era um dos doze? Matias entrou no lugar de quem? Paulo conta? E de onde vêm as histórias sobre a morte de cada um deles?
Hoje, vamos colocar as quatro listas lado a lado, conhecer cada apóstolo pelo que a Bíblia registra, separar com clareza o que é Escritura e o que é tradição da igreja antiga, e fechar com o que os doze ensinam a quem lidera e ensina na igreja.
Quem foram os 12 discípulos de Jesus
Os doze eram judeus, e quase todos vinham da Galileia. No dia da ascensão, os dois homens vestidos de branco se dirigem aos onze que restavam como “Homens galileus” (Atos 1:11). Pelo menos quatro eram pescadores de ofício e um era cobrador de impostos; do trabalho dos outros a Bíblia não diz nada.
Na tabela abaixo, vamos reunir o que o texto bíblico informa sobre cada um, sem acréscimos:
| # | Nome | Outro nome na Bíblia | O que a Bíblia informa | Referência |
|---|---|---|---|---|
| 1 | Simão Pedro | Cefas; Simão Barjonas | pescador, irmão de André, natural de Betsaida | Mateus 4:18; João 1:42-44 |
| 2 | André | não tem | pescador; antes, discípulo de João Batista | Mateus 4:18; João 1:35-40 |
| 3 | Tiago, filho de Zebedeu | Boanerges, com o irmão | pescador, trabalhava no barco do pai | Mateus 4:21; Marcos 3:17 |
| 4 | João | Boanerges, com o irmão | pescador, irmão de Tiago | Mateus 4:21; Marcos 3:17 |
| 5 | Filipe | não tem | natural de Betsaida | João 1:43-44 |
| 6 | Bartolomeu | provavelmente Natanael | de Caná da Galileia, se for Natanael | João 1:45; 21:2 |
| 7 | Tomé | Dídimo, que quer dizer gêmeo | não informado | João 11:16 |
| 8 | Mateus | Levi, filho de Alfeu | publicano, cobrador de impostos | Mateus 9:9; Marcos 2:14 |
| 9 | Tiago, filho de Alfeu | talvez Tiago, o menor | não informado | Marcos 15:40 |
| 10 | Tadeu | Lebeu; Judas de Tiago | não informado | Mateus 10:3; Lucas 6:16 |
| 11 | Simão, o Zelote | Simão, o Cananita | não informado | Mateus 10:4; Lucas 6:15 |
| 12 | Judas Iscariotes | filho de Simão | cuidava da bolsa do grupo | João 6:71; 12:6 |
E por que doze, e não dez ou vinte? Porque o número remete às doze tribos de Israel. O próprio Jesus fez a ligação ao prometer aos discípulos que se assentariam “sobre doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel” (Mateus 19:28). Então, ao escolher doze homens, Jesus estava constituindo o núcleo de um novo povo de Deus em torno de si mesmo.1
As quatro listas da Bíblia lado a lado
A Bíblia traz os nomes dos doze em quatro lugares: Mateus 10:2-4, Marcos 3:16-19, Lucas 6:14-16 e Atos 1:13. Os três primeiros textos são do tempo do ministério de Jesus; o de Atos é de depois da ascensão, quando o grupo estava reunido no cenáculo em Jerusalém.
Na tabela abaixo, cada coluna é uma das listas, e cada linha mostra o nome que aquele autor colocou em 1º lugar, em 2º, em 3º e assim por diante. Os nomes em negrito, nas posições 1, 5 e 9, são os que nunca mudam de lugar:
| Posição | Mateus 10:2-4 | Marcos 3:16-19 | Lucas 6:14-16 | Atos 1:13 |
|---|---|---|---|---|
| 1 | Simão, chamado Pedro | Simão (Pedro) | Simão (Pedro) | Pedro |
| 2 | André, seu irmão | Tiago, filho de Zebedeu | André, seu irmão | Tiago |
| 3 | Tiago, filho de Zebedeu | João, irmão de Tiago | Tiago | João |
| 4 | João, seu irmão | André | João | André |
| 5 | Filipe | Filipe | Filipe | Filipe |
| 6 | Bartolomeu | Bartolomeu | Bartolomeu | Tomé |
| 7 | Tomé | Mateus | Mateus | Bartolomeu |
| 8 | Mateus, o publicano | Tomé | Tomé | Mateus |
| 9 | Tiago, filho de Alfeu | Tiago, filho de Alfeu | Tiago, filho de Alfeu | Tiago, filho de Alfeu |
| 10 | Lebeu, apelidado Tadeu | Tadeu | Simão, chamado Zelote | Simão, o Zelote |
| 11 | Simão, o Cananita | Simão, o Cananita | Judas, irmão de Tiago | Judas, irmão de Tiago |
| 12 | Judas Iscariotes | Judas Iscariotes | Judas Iscariotes | não aparece |
Antes de comparar, um aviso para você não se perder: Lebeu, Tadeu e “Judas, irmão de Tiago” são o mesmo homem, e “o Cananita” e “o Zelote” também são o mesmo Simão. A próxima seção explica por quê.
Quando lemos as quatro colunas juntas, aparecem alguns padrões que uma lista isolada não mostra.
Três grupos de quatro. Os nomes das posições 1 a 4 são sempre Pedro, André, Tiago e João; os das posições 5 a 8 são sempre Filipe, Bartolomeu, Tomé e Mateus; os das posições 9 a 12 são sempre Tiago de Alfeu, Tadeu, Simão e Judas. Repare que a ordem dentro de cada grupo varia, mas ninguém troca de grupo em nenhuma das quatro listas.
O primeiro de cada grupo não muda. Pedro abre a lista nas quatro, e Mateus chega a dizer “O primeiro, Simão” (Mateus 10:2). Filipe está sempre na 5ª posição e Tiago, filho de Alfeu, sempre na 9ª.
O último também não. Judas Iscariotes fecha as três listas dos Evangelhos, sempre com a marca do que fez: “aquele que o traiu” (Mateus 10:4), “o que o entregou” (Marcos 3:19), “que foi o traidor” (Lucas 6:16). Em Atos, escrito depois da sua morte, a lista termina no 11º nome.
Marcos e Atos juntam Pedro, Tiago e João. São os três que Jesus levou consigo à casa de Jairo, ao monte da transfiguração e ao Getsêmani (Marcos 5:37; 9:2; 14:33). Mateus e Lucas, por sua vez, preferem manter os dois pares de irmãos juntos.2
Só Mateus lembra que Mateus era publicano. Na lista do próprio Mateus ele aparece como “Mateus, o publicano”, e logo depois de Tomé. Marcos e Lucas o colocam antes de Tomé e não mencionam a profissão.
Mateus agrupa os nomes de dois em dois. “Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus” (Mateus 10:3). Como Jesus “começou a enviá-los a dois e dois” (Marcos 6:7), é provável que esses pares reflitam as duplas da missão.3
Uma sugestão prática, se você dá aula: em vez de pedir que a turma decore doze nomes soltos, ensine os três grupos de quatro com o primeiro nome de cada um. Pedro, Filipe e Tiago de Alfeu são as três âncoras, e os outros nove se organizam em volta deles.
Por que os nomes mudam de uma lista para outra
As diferenças entre as listas assustam quem lê pela primeira vez, mas quase todas se explicam pelo costume da época, como vamos ver. Um judeu do século I costumava ser conhecido de várias formas ao mesmo tempo: pelo nome próprio, por um apelido, pelo nome do pai ou pela cidade de origem.4
Simão e Pedro. Simão era o nome próprio. Jesus lhe deu o nome aramaico Cefas, “que quer dizer Pedro” (João 1:42), ou seja, pedra. Marcos registra a mesma mudança: “A Simão, a quem pôs o nome de Pedro” (Marcos 3:16).
Mateus e Levi. O chamado do cobrador de impostos aparece em Mateus, Marcos e Lucas com os mesmos elementos: o posto de cobrança (alfândega em Mateus e Marcos, recebedoria em Lucas), a ordem “Segue-me” e a resposta imediata. Mateus o chama de Mateus (Mateus 9:9); Marcos e Lucas o chamam de Levi (Marcos 2:14; Lucas 5:27). É a mesma pessoa com dois nomes.
Bartolomeu e Natanael. Bartolomeu aparece somente nas quatro listas, e Natanael aparece somente em João (João 1:45-49; 21:2), que nunca usa o nome Bartolomeu. Nas listas, Bartolomeu está ao lado de Filipe; em João, é Filipe quem leva Natanael a Jesus.
Além disso, “Bartolomeu” tem cara de nome de família, formado como “Barjonas”: Pedro é chamado de “Barjonas” em Mateus e de “filho de Jonas” no Evangelho de João (Mateus 16:17; João 1:42), e o “Bar” do começo aponta para o pai. Por isso muitos intérpretes entendem que Natanael era o nome e Bartolomeu, a referência ao pai.
Tadeu, Lebeu e Judas de Tiago. Este é o caso que mais confunde. Mateus traz, na ACF, “Lebeu, apelidado Tadeu” (Mateus 10:3); Marcos traz só “Tadeu”; Lucas e Atos trazem “Judas, irmão de Tiago”. João ainda acrescenta uma fala de “Judas (não o Iscariotes)” (João 14:22). A posição na lista é a mesma, o que indica que se trata de um único homem.
Repare que a ACF fala em Judas, “irmão” de Tiago, enquanto ARA, ARC, NAA, NVI e NVT trazem “filho” de Tiago. A diferença tem explicação: o grego de Lucas 6:16 diz apenas Ioudan Iakōbou, “Judas de Tiago”, sem a palavra que indica o parentesco. Então, cada tradução completou a expressão de um jeito, e as duas formas são traduções honestas do mesmo grego. A leitura “filho” é a mais provável, porque essa construção costuma indicar o pai.4
Há quem sugira que Mateus e Marcos preferiram chamá-lo de Tadeu para evitar a confusão com o outro Judas, cujo nome ficou marcado pela traição. É uma hipótese plausível, mas o texto não a confirma.2
Simão, o Cananita, e Simão, o Zelote. “Cananita” não tem relação com a terra de Canaã. O grego Kananaios vem de uma palavra semítica, da mesma família do hebraico e do aramaico, que significa zelo, e Lucas traduziu o apelido para o grego zēlōtēs, zelote.2 Os dois nomes dizem a mesma coisa.
O que fica em aberto é o sentido do apelido. Simão pode ter pertencido ao movimento dos zelotes, judeus que, segundo o historiador Josefo, defendiam a revolta armada contra Roma.5 Ou o apelido pode descrever apenas um homem zeloso pela lei e pela honra de Deus.4
Iscariotes. O significado mais provável é “homem de Queriote”, uma cidade do sul de Judá (Josué 15:25).4 Se for isso, então Judas seria o único dos doze com origem fora da Galileia.
Os doze apóstolos, um a um
Antes de passar por cada nome, um aviso importante. Depois da lista de Atos 1:13, o livro de Atos só volta a nomear três dos doze: Pedro, Tiago e João. Sobre os demais, o Novo Testamento silencia. Os chamados “Atos” de André, de Tomé e de outros, livros antigos que não fazem parte da Bíblia (os apócrifos), só começaram a surgir na segunda metade do século II, e quase nada de histórico se consegue tirar deles.6
Por isso, em cada apóstolo abaixo vamos ficar com o que a Bíblia registra. O que a tradição da igreja antiga acrescenta sobre onde pregaram e como morreram está reunido mais adiante, na seção Como morreram os 12 apóstolos, sempre identificado como tradição.
1. Simão Pedro
Pescador natural de Betsaida, morava em Cafarnaum com a família (Marcos 1:29-30), e foi levado a Jesus pelo irmão André (João 1:41-42). Recebeu o nome de Pedro, fez a confissão “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mateus 16:16), negou Jesus três vezes na noite da prisão e foi restaurado por Ele depois da ressurreição (João 21:15-17).
No dia de Pentecostes, foi ele quem se levantou “com os onze” para pregar (Atos 2:14). Jesus anunciou “com que morte havia ele de glorificar a Deus” (João 21:19), mas a Bíblia não narra essa morte.
Tradição: as fontes cristãs de por volta do ano 100 concordam que Pedro foi martirizado em Roma,7 e a igreja antiga situou essa morte na perseguição de Nero.8 O detalhe de que ele foi crucificado de cabeça para baixo aparece mais tarde, com o teólogo Orígenes, já no século III.9 A história completa está no artigo sobre quem foi Pedro na Bíblia.
2. André
Irmão de Pedro e também pescador, André tinha sido discípulo de João Batista antes de seguir Jesus. Ele foi um dos dois que ouviram João dizer “Eis aqui o Cordeiro de Deus” e foram atrás de Jesus (João 1:35-40).
Você vai notar que quase todas as vezes em que João o menciona, André está levando alguém até Jesus. Levou o irmão Pedro (João 1:41-42), levou o rapaz dos cinco pães, dizendo “Está aqui um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos; mas que é isto para tantos?” (João 6:9), e, junto com Filipe, levou a Jesus o pedido dos gregos que queriam vê-lo (João 12:22).
3. Tiago, filho de Zebedeu
Jesus o encontrou com o irmão João “num barco com seu pai, Zebedeu, consertando as redes” (Mateus 4:21). Os dois receberam o apelido de Boanerges, “Filhos do trovão” (Marcos 3:17), e o temperamento justificava o nome: queriam pedir fogo do céu sobre uma aldeia de samaritanos (Lucas 9:54) e pediram os lugares de honra no reino (Marcos 10:35-37).
Tiago foi o primeiro dos doze a morrer por causa da fé, e o único martírio de um apóstolo que a Bíblia narra: “E matou à espada Tiago, irmão de João” (Atos 12:2). O rei era Herodes Agripa I, e a execução aconteceu por volta dos anos 41 a 44.6
4. João
Irmão de Tiago, pescador e parte do trio que Jesus levava consigo nos momentos reservados (Marcos 5:37; 9:2; 14:33). Em Atos, aparece ao lado de Pedro na cura do coxo na porta do templo e na visita aos samaritanos (Atos 3:1-11; 8:14). Paulo o cita entre “as colunas” da igreja de Jerusalém (Gálatas 2:9).
A igreja antiga identificou João com “aquele discípulo a quem Jesus amava” (João 21:20) e também com o autor do quarto Evangelho e com o João do Apocalipse.11 O próprio Evangelho já registra um boato de que esse discípulo “não havia de morrer”, e corrige: Jesus não disse isso (João 21:23).
5. Filipe
Também era de Betsaida, a cidade de André e Pedro (João 1:44). Jesus o encontrou e disse apenas “Segue-me” (João 1:43). Filipe, por sua vez, foi atrás de Natanael e respondeu à desconfiança dele com um convite: “Vem, e vê” (João 1:46).
Na multiplicação dos pães, Jesus o testou perguntando onde comprariam comida, e Filipe fez a conta: “Duzentos dinheiros de pão não lhes bastarão” (João 6:7). Na última ceia, pediu: “Senhor, mostra-nos o Pai, o que nos basta” (João 14:8).
Você não deve confundi-lo com Filipe, o evangelista, um dos sete escolhidos em Atos 6, que é outra pessoa e tem a sua história contada no artigo sobre a vida do evangelista.
6. Bartolomeu (Natanael)
Se Bartolomeu é Natanael, como muitos entendem, a Bíblia guarda do seu chamado uma cena cheia de detalhes. Ao ouvir de Filipe que o Messias era de Nazaré, ele reagiu: “Pode vir alguma coisa boa de Nazaré?” (João 1:46).
Jesus o recebeu dizendo “Eis aqui um verdadeiro israelita, em quem não há dolo” (João 1:47) e revelou que o tinha visto debaixo da figueira. A resposta de Natanael é uma das primeiras confissões dos Evangelhos: “Rabi, tu és o Filho de Deus; tu és o Rei de Israel” (João 1:49). Era de Caná da Galileia (João 21:2).
7. Tomé
Chamado Dídimo, que significa gêmeo (João 11:16). Nós o conhecemos pela dúvida, mas a primeira fala dele em João é de coragem: quando Jesus decidiu voltar à Judeia, onde queriam apedrejá-lo, Tomé disse aos outros “Vamos nós também, para morrermos com ele” (João 11:16).
Foi ele quem perguntou “Senhor, nós não sabemos para onde vais; e como podemos saber o caminho?” (João 14:5), e com isso abriu espaço para a resposta de Jesus sobre ser o caminho.
Porém, a dúvida famosa só veio depois: ausente na primeira aparição do Ressuscitado, ele exigiu ver as marcas dos cravos; oito dias depois, diante de Jesus, chamou Jesus, com todas as letras, de Senhor e Deus: “Senhor meu, e Deus meu!” (João 20:28).
8. Mateus (Levi)
Era publicano, um judeu que cobrava impostos a serviço da administração ligada a Roma, ofício malvisto pelos próprios judeus, como mostram os fariseus que reclamavam de Jesus comer “com publicanos e pecadores” (Lucas 5:30). Estava “assentado na alfândega” quando ouviu “Segue-me”, e “levantando-se, o seguiu” (Mateus 9:9). Logo depois, ofereceu “um grande banquete em sua casa”, com “uma multidão de publicanos” à mesa (Lucas 5:29).
Marcos o chama de “Levi, filho de Alfeu” (Marcos 2:14). O pai do outro Tiago também se chamava Alfeu, mas a Bíblia não diz que os dois fossem irmãos, e o nome era comum.
O primeiro Evangelho não traz o nome do autor no texto; a atribuição a Mateus vem da igreja antiga.
9. Tiago, filho de Alfeu
Aparece somente nas quatro listas. Muitos o identificam com “Tiago, o menor”, cuja mãe, Maria, estava entre as mulheres que acompanharam a crucificação de longe (Marcos 15:40), mas o texto não confirma a ligação.
Não se deve confundi-lo com “Tiago, irmão do Senhor” (Gálatas 1:19), que liderou a igreja de Jerusalém e não era um dos doze.
10. Tadeu (Judas, filho de Tiago)
Fora das listas, a Bíblia registra uma única fala dele, na noite da última ceia: “Senhor, de onde vem que te hás de manifestar a nós, e não ao mundo?” (João 14:22). A pergunta revela a expectativa de uma manifestação pública, diante do mundo, e Jesus responde falando de obediência e de habitação com quem o ama (João 14:23).
11. Simão, o Zelote
Também aparece somente nas listas. O que o apelido sugere, porém, diz muito sobre o grupo: se Simão vinha de fato do movimento que defendia a revolta contra Roma, ele andou durante todo o ministério de Jesus ao lado de Mateus, que tinha trabalhado para o sistema de impostos ligado a Roma.
12. Judas Iscariotes
“Filho de Simão” (João 6:71), era quem cuidava do dinheiro do grupo, e João diz sem rodeios que “era ladrão e tinha a bolsa, e tirava o que ali se lançava” (João 12:6). Jesus sabia “desde o princípio […] quem era o que o havia de entregar” (João 6:64), e ainda assim o escolheu e o manteve entre os doze.
Vendeu Jesus por trinta moedas de prata (Mateus 26:15). Depois da condenação, devolveu o dinheiro aos sacerdotes, dizendo “Pequei, traindo o sangue inocente”, e “foi-se enforcar” (Mateus 27:4-5). Atos 1:18 descreve o fim do corpo e o campo comprado com aquele dinheiro, e os dois relatos se completam.14
Discípulo e apóstolo: qual a diferença
Os Evangelhos usam as duas palavras para os mesmos doze homens, mas elas não querem dizer a mesma coisa. Lucas mostra a diferença numa frase só: Jesus “chamou a si os seus discípulos, e escolheu doze deles, a quem também deu o nome de apóstolos” (Lucas 6:13).
Discípulo traduz o grego mathētēs, aluno, aprendiz, aquele que segue um mestre. Jesus tinha muitos discípulos: enviou outros setenta (Lucas 10:1), e o grupo reunido depois da ascensão era de “quase cento e vinte pessoas” (Atos 1:15).
Apóstolo traduz apostolos, enviado, alguém que vai em nome de outro e com a autoridade de quem o enviou.15 Marcos resume as duas dimensões ao contar a escolha: Jesus “nomeou doze para que estivessem com ele e os mandasse a pregar” (Marcos 3:14). Estar com Ele é o lado do discípulo; ser mandado é o lado do apóstolo.
Ou seja, todo apóstolo era discípulo, mas nem todo discípulo era apóstolo. O Novo Testamento chega a usar a palavra apóstolo num sentido mais amplo, para Barnabé e Paulo juntos (Atos 14:14), mas “os doze” formam um grupo à parte, com a função única de testemunhas do ministério e da ressurreição de Jesus.
O chamado para ser discípulo, por outro lado, continua valendo para todos nós: a ordem final de Jesus foi “fazei discípulos de todas as nações” (Mateus 28:19). Se você quer entender como isso funciona na igreja local, encontra o passo a passo no artigo sobre o que é discipulado cristão e como começar.
Judas, Matias e a pergunta: são 12 ou 13?
Depois da morte de Judas, os onze ficaram com uma vaga aberta, e Pedro tomou a iniciativa de preenchê-la. Diante de cerca de cento e vinte irmãos, ele citou o salmo “Tome outro o seu bispado” (Atos 1:20) e estabeleceu o critério da escolha:
É necessário, pois, que, dos homens que conviveram conosco todo o tempo em que o Senhor Jesus entrou e saiu dentre nós, começando desde o batismo de João até ao dia em que de entre nós foi recebido em cima, um deles se faça conosco testemunha da sua ressurreição. Atos 1:21-22
Dois homens preenchiam a exigência: José, chamado Barsabás, e Matias. O grupo orou, lançou sortes, que era uma forma de buscar a direção de Deus já conhecida no Antigo Testamento, e “caiu a sorte sobre Matias. E por voto comum foi contado com os onze apóstolos” (Atos 1:26).15
A partir daí, o texto volta a falar nos doze completos. Repare: no Pentecostes Pedro se levanta “com os onze” (Atos 2:14), ou seja, eram doze ao todo; e pouco depois, na escolha dos sete, quem convoca a igreja são “os doze” (Atos 6:2). Mas Matias não é mencionado nenhuma outra vez na Bíblia: o nome dele aparece apenas em Atos 1:23 e 1:26.
Alguns intérpretes acham que a escolha foi precipitada e que o verdadeiro substituto de Judas seria Paulo. O próprio critério de Atos 1 responde a essa leitura: Paulo não acompanhou Jesus desde o batismo de João, e nunca se apresentou como um dos doze. Quando Tiago foi morto, anos depois, ninguém foi escolhido para o lugar dele, o que mostra que o propósito era completar o testemunho dos doze, e não criar uma linha de sucessão.14
Portanto, a resposta à nossa pergunta é esta: em nenhum momento houve treze apóstolos ao mesmo tempo. Foram doze escolhidos por Jesus, Judas caiu, e Matias completou o grupo. Somando os nomes, chega-se a treze homens que pertenceram aos doze.
E Paulo, era um dos doze?
Não. Paulo era apóstolo, e insistia nisso, mas pertencia a outra categoria. Ele se apresenta como “apóstolo (não da parte dos homens, nem por homem algum, mas por Jesus Cristo […])” (Gálatas 1:1) e como “apóstolo dos gentios” (Romanos 11:13).
O próprio Paulo se distingue dos doze. Na lista das aparições do Ressuscitado, ele escreve que Jesus “foi visto por Cefas, e depois pelos doze”, e só no fim acrescenta: “E por derradeiro de todos me apareceu também a mim, como a um abortivo” (1 Coríntios 15:5, 8).
Em Gálatas, ele descreve a divisão de trabalho que Tiago, Pedro e João reconheceram: o apostolado de Pedro era para os judeus, e o dele, para os gentios (Gálatas 2:8-9). Isso porque o que o qualificava como apóstolo era ter visto o Cristo ressuscitado e ter sido comissionado diretamente por Ele no caminho de Damasco (Atos 26:16).15
Você encontra a trajetória inteira, de Tarso a Roma, no artigo sobre quem foi o apóstolo Paulo.
Como morreram os 12 apóstolos
Este é o ponto em que mais circula informação sem fonte, então vamos começar pelo que se sabe com segurança. A Bíblia narra a morte de apenas dois dos doze: Judas, que se enforcou (Mateus 27:5), e Tiago, filho de Zebedeu, morto à espada (Atos 12:2). A morte de Pedro é anunciada por Jesus (João 21:18-19), mas não é narrada.
Tudo o mais vem da tradição, e ela não tem o mesmo peso em todos os casos. Para Pedro e João, há testemunhos dos primeiros séculos. Para a maioria dos outros, o quadro é bem diferente. O que existe são lendas tardias, que divergem entre si a ponto de os estudiosos considerarem quase impossível extrair delas dados confiáveis.9
| Apóstolo | O que a Bíblia diz | O que a tradição diz | Fonte mais antiga |
|---|---|---|---|
| Pedro | morte anunciada, não narrada (João 21:18-19) | crucificado em Roma, sob Nero; de cabeça para baixo, em relato posterior | fontes do fim do século I; o detalhe, Orígenes (séc. III) |
| André | nada | pregou na Cítia, ao norte do mar Negro; o modo da morte vem de relatos tardios | Orígenes, citado por Eusébio9 |
| Tiago, filho de Zebedeu | morto à espada por Herodes (Atos 12:2) | o acusador se converteu e morreu com ele | Clemente de Alexandria, citado por Eusébio10 |
| João | exilado em Patmos (Apocalipse 1:9); boato de que não morreria (João 21:23) | morreu idoso em Éfeso, de morte natural, por volta do ano 1008 | Polícrates de Éfeso (séc. II), sobre o sepultamento12 |
| Filipe | nada | sepultado em Hierápolis com as filhas; como as filhas que profetizavam eram do evangelista (Atos 21:8-9), a fonte pode ter misturado os dois | Polícrates de Éfeso (séc. II)12 |
| Bartolomeu | nada | pregou na Índia; relatos da morte divergem | Eusébio, como algo que se dizia13 |
| Tomé | nada | pregou na Pártia, a leste do Império Romano; a ida à Índia e o martírio lá são tradição posterior | Orígenes, citado por Eusébio9 |
| Mateus | nada | relatos tardios e divergentes | sem fonte antiga confiável |
| Tiago, filho de Alfeu | nada | relatos tardios e divergentes | sem fonte antiga confiável |
| Tadeu | nada | ligado à Pártia nas versões mais antigas da lenda | sem fonte antiga confiável |
| Simão, o Zelote | nada | relatos tardios e divergentes | sem fonte antiga confiável |
| Judas Iscariotes | enforcou-se (Mateus 27:5; Atos 1:18) | não se aplica | a própria Bíblia |
| Matias | nada | relatos tardios e divergentes | sem fonte antiga confiável |
Duas perguntas aparecem sempre nas nossas aulas sobre o assunto. Qual discípulo não morreu mártir? Pela tradição, João, que teria morrido de velhice em Éfeso. Qual morreu primeiro? Judas, que, na ordem do relato de Mateus, morreu ainda antes da crucificação. Entre os que permaneceram fiéis, o primeiro foi Tiago, filho de Zebedeu.
Um cuidado quando você for ensinar: Tiago foi o primeiro dos doze a ser martirizado, mas não o primeiro mártir cristão. Esse lugar é de Estêvão, apedrejado anos antes (Atos 7:59-60).
Os 12 discípulos em The Chosen: o que é Bíblia e o que é roteiro
Muitos de nós chegamos a este assunto pela série The Chosen, criada pelo diretor Dallas Jenkins. Os doze da série são os mesmos doze da Bíblia, com os mesmos nomes. Para diferenciar os dois Tiagos, o roteiro original, em inglês, os chama de Big James e Little James, o Tiago grande e o Tiago pequeno.
A própria produção avisa, na abertura do primeiro episódio, que a série se baseia nos Evangelhos, que alguns lugares e tempos foram combinados, que histórias de fundo, personagens e diálogos foram acrescentados, e convida o espectador a ler os Evangelhos.16 Para nós que ensinamos, esse aviso é um ótimo ponto de partida: a turma pode separar, personagem por personagem, o que está no texto e o que é criação do roteiro.
| Personagem | O que a série acrescenta | O que a Bíblia registra |
|---|---|---|
| Simão Pedro | esposa chamada Eden; Mateus como o cobrador que taxava Pedro e André | Pedro era casado (1 Coríntios 9:5; Marcos 1:30), mas a esposa não tem nome na Bíblia |
| Mateus | um temperamento metódico e reservado | publicano chamado quando estava sentado na recebedoria, que deu um banquete aos colegas (Lucas 5:27-29); nada sobre temperamento |
| Tomé | ex-fornecedor de banquetes, com uma companheira chamada Ramah | nada sobre ofício ou família; Ramah é personagem criada |
| Natanael | arquiteto que vivia em Cesareia de Filipe | de Caná (João 21:2), visto por Jesus debaixo da figueira (João 1:48); ofício não informado |
| Tadeu | ex-pedreiro | nada além do nome e de uma pergunta (João 14:22) |
| Tiago, filho de Alfeu | aspirante a cantor do coro do templo | nada além do nome; talvez “Tiago, o menor” (Marcos 15:40) |
| Simão, o Zelote | ex-zelote, irmão de um paralítico curado em Betesda | o paralítico de Betesda não tem nome nem parentes registrados (João 5:5-9) |
| Filipe | ex-discípulo de João Batista | a Bíblia diz isso de André (João 1:35-40), não de Filipe |
| Judas Iscariotes | ex-aprendiz de comerciante, tesoureiro do grupo | cuidava da bolsa (João 12:6; 13:29) |
Vale registrar também os acertos de detalhe: a série mostra Mateus como filho de Alfeu e André como ex-discípulo de João Batista, e os dois dados estão na Bíblia (Marcos 2:14; João 1:35-40).
O que os doze ensinam a quem lidera a igreja

O ponto de partida está nos primeiros leitores. Para um judeu do século I, doze homens escolhidos por um mestre que falava de doze tronos e doze tribos tinham um significado claro: Deus estava refazendo o seu povo em torno do Messias. A lição para a nossa liderança hoje nasce daí, e não de uma técnica de montar equipes.
A escolha começou na oração. Lucas faz questão de registrar que Jesus “passou a noite em oração a Deus” antes de escolher os doze (Lucas 6:12). E, mesmo depois daquela noite, Judas estava entre os escolhidos, e o Evangelho afirma que Jesus conhecia o traidor desde o começo (João 6:64). Portanto, a oração antes de escolher pessoas reconhece que a obra pertence a Deus, inclusive quando alguém da nossa equipe falha.
Primeiro estar com Ele, depois ser enviado. A ordem de Marcos 3:14 é deliberada: “para que estivessem com ele e os mandasse a pregar”. Os doze passaram um longo tempo ouvindo, vendo e errando ao lado de Jesus antes de serem mandados sozinhos. Dessa forma, quando saíram, levavam consigo o que tinham visto com os próprios olhos. Nas nossas igrejas, isso questiona o hábito de colocar alguém para ensinar ou liderar só porque se mostrou disposto, sem nenhum tempo de convivência e formação.
A unidade não vinha da afinidade. No mesmo grupo estavam pescadores da Galileia, um publicano que trabalhava para o sistema de impostos de Roma e, possivelmente, um zelote que queria Roma fora do país. Jesus reuniu gente de origens e temperamentos opostos e deu a todos a mesma tarefa.4 É exatamente o que Paulo escreveria mais tarde: “não são muitos os sábios segundo a carne, nem muitos os poderosos, nem muitos os nobres que são chamados” (1 Coríntios 1:26).
O ministério continuou por multiplicação. Repare que Jesus não formou doze para que eles fossem os únicos; formou doze para que fizessem discípulos de todas as nações (Mateus 28:19). Paulo passou a mesma lógica a Timóteo: “o que de mim […] ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros” (2 Timóteo 2:2). Se você lidera um ministério, tem nos doze o modelo de formar quem vai continuar depois de você, tema que desenvolvemos no artigo sobre a importância da liderança cristã na igreja.
Reflexões Finais
Da maioria dos doze, a Bíblia guarda pouco mais do que o nome. Não sabemos onde Tiago de Alfeu pregou, nem como morreram Simão, Tadeu ou Matias. Para a nossa curiosidade, isso frustra, e talvez seja por isso que as lendas surgiram tão cedo para preencher o silêncio.
Para a fé, porém, o silêncio diz outra coisa. No fim da Bíblia, a nova Jerusalém aparece com um muro de “doze fundamentos, e neles os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro” (Apocalipse 21:14). Homens de quem quase nada foi registrado têm o nome gravado no fundamento da cidade de Deus, e Paulo diz que a igreja foi edificada “sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina” (Efésios 2:20).
O peso do nome deles está no testemunho que deixaram sobre Jesus, muito mais do que na biografia. Eu acho que essa é a melhor coisa que um professor de EBD pode deixar na turma depois desta aula: os doze importam porque viram, ouviram e anunciaram Cristo, e a mesma Palavra que eles transmitiram é a que nós temos nas mãos hoje.
Perguntas Frequentes
Quais são os nomes dos 12 discípulos de Jesus?
Uma forma fácil de memorizar é pensar em três grupos de quatro, como aparecem nas listas da Bíblia. Primeiro grupo: Pedro, André, Tiago e João. Segundo grupo: Filipe, Bartolomeu, Tomé e Mateus. Terceiro grupo: Tiago de Alfeu, Tadeu, Simão e Judas Iscariotes.
Depois da traição e da morte de Judas, o lugar dele foi ocupado por Matias, escolhido em Atos 1.
São 12 ou 13 apóstolos?
Nunca houve treze ao mesmo tempo. O grupo sempre teve doze lugares: com a saída de Judas, os onze escolheram Matias para completá-lo antes do Pentecostes.
Se a pergunta for quantos homens fizeram parte dos doze ao longo do tempo, a conta chega a treze. Paulo não entra nela, porque foi apóstolo dos gentios, chamado depois da ascensão.
Onde na Bíblia fala dos 12 discípulos?
As listas com os nomes estão em Mateus 10:2-4, Marcos 3:16-19, Lucas 6:14-16 e Atos 1:13. A escolha dos doze é narrada em Marcos 3:13-19 e em Lucas 6:12-16, e o envio deles em missão, em Mateus 10.
A substituição de Judas por Matias está em Atos 1:15-26.
Qual discípulo de Jesus não morreu mártir?
Segundo a tradição da igreja antiga, João foi o único dos apóstolos fiéis a morrer de velhice, em Éfeso, perto do ano 100. A Bíblia não narra a morte dele.
Judas Iscariotes também não morreu como mártir, mas por suicídio, depois de trair Jesus.
Qual dos discípulos morreu primeiro?
O primeiro a morrer foi Judas Iscariotes, que se enforcou logo após a condenação de Jesus. Entre os que permaneceram fiéis, o primeiro foi Tiago, irmão de João, executado por ordem do rei Herodes Agripa I.
É o único martírio de um dos doze que o Novo Testamento registra.
Paulo foi um dos 12 apóstolos?
Não. Paulo recebeu o apostolado diretamente de Cristo, no caminho de Damasco, e se apresentava como apóstolo dos gentios.
Na primeira carta aos Coríntios, ele põe a aparição do Ressuscitado aos doze de um lado e a dele de outro, que veio “por derradeiro de todos”. O grupo dos doze já estava completo com Matias.
Quem são os 12 discípulos em The Chosen?
São os mesmos doze da Bíblia, com os mesmos nomes; para não confundir os dois Tiagos, a série os trata como o grande e o pequeno.
Profissões, famílias e boa parte das histórias pessoais, porém, foram criadas pelo roteiro, como a própria produção avisa na abertura. Vale assistir com a Bíblia aberta e conferir cada detalhe nos Evangelhos.
Fontes
- BÍBLIA de Estudo de Genebra. São Paulo e Barueri: Cultura Cristã; Sociedade Bíblica do Brasil, 1999, nota a Marcos 3:14, p. 1151.
- HAYS, J. Daniel. Manual Bíblico Ilustrado Vida. São Paulo: Editora Vida, 2015, seção “Mateus”, quadro das listas dos doze apóstolos (Mateus 10).
- WIERSBE, Warren W. Comentário Bíblico Expositivo: Novo Testamento, vol. I. Trad. Susana E. Klassen. Santo André, SP: Geográfica Editora, 2006, p. 50.
- WIERSBE, Comentário Bíblico Expositivo: Novo Testamento, vol. I, p. 247.
- BÍBLIA de Estudo de Genebra, nota a Mateus 10:4, p. 1114.
- BRUCE, F. F. Pedro, Estêvão, Tiago e João: estudos do cristianismo não-paulino. Trad. Eulália A. P. Kregness. São Paulo: Shedd Publicações, 2005, p. 14.
- BRUCE, Pedro, Estêvão, Tiago e João, p. 34.
- HURLBUT, Jesse Lyman. História da Igreja Cristã. São Paulo: Editora Vida, 2002, cap. 4, “A Igreja entre os gentios”, e cap. 5, “A era sombria”.
- EUSÉBIO DE CESAREIA. História Eclesiástica, livro III, cap. 1, com a nota de A. C. McGiffert sobre as lendas da missão dos apóstolos. In: SCHAFF, Philip; WACE, Henry (ed.). Nicene and Post-Nicene Fathers, 2ª série, vol. 1. Nova York: Christian Literature Company, 1890. Disponível em: ccel.org.
- EUSÉBIO DE CESAREIA. História Eclesiástica, livro II, cap. 9. In: SCHAFF; WACE (ed.), Nicene and Post-Nicene Fathers, 2ª série, vol. 1.
- BRUCE, Pedro, Estêvão, Tiago e João, p. 115.
- EUSÉBIO DE CESAREIA. História Eclesiástica, livro III, cap. 31, que transcreve a carta de Polícrates de Éfeso. In: SCHAFF; WACE (ed.), Nicene and Post-Nicene Fathers, 2ª série, vol. 1.
- EUSÉBIO DE CESAREIA. História Eclesiástica, livro V, cap. 10. In: SCHAFF; WACE (ed.), Nicene and Post-Nicene Fathers, 2ª série, vol. 1.
- WIERSBE, Comentário Bíblico Expositivo: Novo Testamento, vol. I, p. 524.
- BÍBLIA de Estudo de Genebra, nota a Atos 1:26 e nota teológica “Os apóstolos”, p. 1272.
- THE CHOSEN (TV series). In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre (em inglês), seção sobre o aviso de abertura da série, e LIST of The Chosen characters. Disponível em: en.wikipedia.org.
Outras fontes consultadas: STEPBible, Tagged Greek New Testament (TAGNT), para os termos mathētēs, apostolos, Kananaios, zēlōtēs e para o grego de Lucas 6:16.
Nota sobre as citações bíblicas: as citações deste artigo seguem a Almeida Corrigida Fiel (ACF). A comparação de Lucas 6:16 e Mateus 10:3 com outras versões usa o texto da ARA, ARC, NAA, NVI, NVT e BKJ.