Como já observamos, a criação de Deus foi perfeita e boa, pois não teria como um Deus perfeito e bom fazer algo que fosse imperfeito e mau.
Deus é bom e eterno. Ou seja, o bem sempre existiu, pois Deus sempre existiu. Sendo assim, o mal passou a existir em algum momento. Mas como?
O mal passou a existir a partir da rebeldia de Satanás. Este ser rebelou-se contra Deus e, além de perder o seu estado natural, perdeu também sua habitação diante do Altíssimo.
O livro de Jó afirma que Satanás está sempre a “rodear a terra e
passear por ela” (Jó 1.7 ARC), exercendo sua existência de forma inquieta e sem habitação fixa.
Essa inquietação o conduz a perverter tudo aquilo que foi obra da mão de Deus, transtornando:
- O que é bom em maldade;
- O que é perfeito em imperfeição;
- O que anda de acordo com a Palavra de Deus em desobediência.
Foi exatamente isso o que aconteceu com o ser humano, criado bom e
perfeito por Deus. Ele foi tentado por Satanás a descrer do que o Senhor havia falado.
Logo, tornou-se vulnerável aos ataques do inimigo, o que resultou na sua queda e no doloroso afastamento de Deus.
Um Dia Infeliz
Mesmo que o mal já existisse antes da criação do ser humano, Deus
preparou um lugar perfeito e bom para o homem.
Além disso, instruiu o homem a cuidar de toda a criação, exercendo o domínio sobre todo o mundo natural. Mas Deus também deixou uma advertência clara:
“Coma livremente de qualquer árvore do jardim, mas não coma da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque no dia em que dela comer, certamente você morrerá” (Gênesis 2.16 NVI).
A obediência ao que Deus falou era determinante para a preservação da
própria vida humana. Ou seja, se o homem permanecesse firme, não comendo do fruto proibido, ele não morreria.
Contudo, um dia – um dia verdadeiramente infeliz – o ser humano foi tentado.
“Ora, a serpente era o mais astuto de todos os animais selvagens que o Senhor Deus tinha feito. E ela perguntou à mulher: ‘Foi isto mesmo que Deus disse: ´Não comam de nenhum fruto das árvores do jardim’?” (Gênesis 3.1 NVI).
Perceba que, na pergunta da serpente, já existe um tom de mentira. Deus não disse “nenhum fruto”, mas sim o fruto “da árvore do conhecimento do bem e do mal”.
Ao ouvir as palavras da serpente, a mulher respondeu:
“[…] Podemos comer do fruto das árvores do jardim, mas Deus disse:
‘Não comam do fruto da árvore que está no meio do jardim, nem toquem nele; do contrário vocês morrerão” (Gênesis
3.2-3 NVI).
Mesmo diante da resposta da mulher, a insistente serpente manipula
mentirosamente as Palavras de Deus, afirmando:
“[…] Certamente não morrerão! Deus sabe que, no dia em que dele comerem, seus olhos se abrirão, e vocês, como Deus, serão conhecedores do bem e do mal” (Gênesis 3.4-5 NVI).
Finalmente, a mulher, acreditando nas palavras enganosas da serpente e
intentando ser igual a Deus – conhecedora de todas as coisas –, cedeu à tentação. Ela comeu do fruto e, mais tarde, repartiu com seu marido.
Assim, Adão e Eva, os primeiros seres humanos:
- Descreram da Palavra de Deus;
- Desobedeceram ao Senhor;
- Fugiram, escondendo-se de Sua presença.
Este dia ficou marcado na história como o momento em que o pecado entrou na humanidade, também conhecido como a Queda do Homem.
De maneira bem simples, pecado é a transgressão, a quebra, a desobediência a um mandamento do Senhor. É quando fazemos o que Ele nos diz para não fazer, ou quando deixamos de fazer o que Ele ordena.
As Consequências do Pecado
Todo pecado traz consequências trágicas. Onde há pecado, há uma danosa colheita a ser enfrentada. E assim foi com o homem e a mulher.
A consequência do pecado trouxe a morte, a separação de Deus e o sofrimento para manter-se vivo em um mundo que se tornou hostil.
Mas a pior de todas as perdas foi o rompimento da comunhão com o Criador.
O homem tinha um acesso simples e claro para estar com Deus. Contudo, após o pecado, esse acesso foi rompido, e a humanidade passou a andar cada vez mais distante d’Ele.
“Mas as suas maldades separaram vocês de Deus; os seus pecados esconderam de vocês o rosto dele, e por isso ele não os ouvirá” (Isaías 59.2 NVI).
Veja o que diz a Palavra:
“Vocês estavam mortos em suas transgressões e pecados, nos quais costumavam viver, quando seguiam a presente era deste mundo e o príncipe do poder do ar, o espírito que agora está atuando nos que vivem na desobediência.
Anteriormente, todos nós também vivíamos entre eles, satisfazendo as vontades da nossa carne, seguindo os seus desejos e pensamentos. Como os outros, éramos por natureza merecedores da ira” (Efésios 2.1-3 NVI).
Agora, como pecador, o homem perde toda a perfeição que tinha no Senhor. Perde também o relacionamento saudável:
- Com Deus;
- Com as demais pessoas;
- Com o restante da criação;
- E até consigo mesmo.
A criação passa a ser destruída pelo homem. As pessoas são vitimadas pela violência, injustiça, guerras, disputas, imoralidade, orgulho e ganância.
Tudo isso passou a fazer parte da vida humana.
Tentando Substituir Deus
Mesmo longe do Pai, mergulhado na maldade, o homem ainda tem dentro de si a capacidade – e a necessidade – de prestar culto.
Na verdade, enquanto Deus não é adorado de forma verdadeira, o homem permanece inquieto, buscando incessantemente a quem adorar.
Nesse cenário, sentindo a necessidade de cultuar, mas estando afastado
por causa do pecado, o ser humano tenta substituir o Senhor pelas mais diversas formas de culto:
- Feitiçaria e Ocultismo;
- Práticas de Adivinhação (ler as mãos, cartas, fogo ou prever o futuro);
- Idolatria (adorar, orar, ofertar, pedir ou prostrar-se diante de
imagens); - Uso de Amuletos para Sorte ou Proteção (sejam minerais, vegetais ou outros objetos);
- Consulta ou Oração aos Mortos;
- Adoração aos Astros (lua, sol, estrelas, etc.);
- Procurar Benzedores;
- Meditação Vazia de Deus;
- Etc.
Essas formas de culto são tentativas desesperadas de suprir o vazio que o pecado deixou.
Mas atenção: todas essas e outras coisas são proibidas pelo nosso Senhor.
Deus, por meio de Sua Palavra, não permite que o homem use dessas práticas para sanar sua necessidade espiritual.
Se a necessidade é Deus, então somente Deus pode suprir essa necessidade.
A Palavra é clara e contundente:
“E Deus falou todas estas palavras: Eu sou o Senhor, o teu Deus, que te tirou do Egito, da terra da escravidão. Não terás outros deuses além de mim.
Não farás para ti nenhum ídolo, nenhuma imagem de qualquer coisa no céu, na terra, ou nas águas debaixo da terra. Não te prostrarás diante deles nem lhes prestarás culto…” (Êxodo 20.1-5 NVI).
E ainda:
“Porque, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe renderam graças, mas os seus pensamentos tornaram-se fúteis e os seus corações insensatos se obscureceram.
[…] Trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram a coisas e seres criados, em lugar do Criador, que é bendito para sempre. Amém” (Romanos 1.21-25 NVI).
O aviso é sério:
“Voltarei o meu rosto contra aquele que procurar médiuns e espíritas para segui-los, prostituindo-se com eles. Eu o eliminarei do meio do seu povo” (Levítico 20.6 NVI).
“Por isso, meus amados irmãos, fujam da idolatria” (1 Coríntios 10.14 NVI).
Paulo nos alerta sobre a realidade por trás dessas práticas:
“O que os pagãos sacrificam é oferecido aos demônios e não a Deus, e não quero que vocês tenham comunhão com os demônios. Vocês não podem beber do cálice do Senhor e do cálice dos demônios…” (1 Coríntios 10.19-21 NVI).
Conclusão
Não há substituto para a presença de Deus. O pecado nos afastou, mas a busca por preencher esse vazio com qualquer outra coisa apenas nos afasta ainda mais.
E você?
Como tem tentado preencher o vazio da sua alma?
A minha oração é que o Senhor Jesus seja aquele supre a sua alma. Se ainda não é, hoje é o melhor dia para recebê-lo em sua coração!
Esse artigo foi adaptado do artigo original do nosso irmão Moisés Brasil. Você pode acompanhar o seu trabalho excepcional através do YouTube e Instagram.
Fique na paz!
