O que é Religiosidade?

A religiosidade costuma ser alvo de várias interpretações e até de visões negativas. No entanto, ela é um fenômeno totalmente ligado à experiência humana.

Muitas vezes, ouvimos pessoas dizerem que a religiosidade deve ser retirada do ser humano. Fala-se até mesmo em “espírito de religiosidade”. Mas, afinal, o que é religiosidade?

Ao longo da história, sempre fomos movidos pela nossa busca por significado pessoal e pela conexão com algo maior. Sentimos a necessidade natural de cultuar e de pertencer a um grupo.

É isso que nos impulsiona a expressar a religiosidade de diversas formas. No contexto cristão, a religiosidade vai muito além de um conjunto de práticas. Ela envolve, principalmente, uma relação pessoal e transformadora com Deus, através do nosso Senhor Jesus Cristo.

Neste vídeo, vamos explorar um pouco sobre a natureza da religiosidade e entender de forma clara qual é a sua diferença em relação à religião.

A Religiosidade Humana

No seu sentido mais amplo, a religiosidade pode ser compreendida como a nossa capacidade de buscar significado. É o desejo de transcender e nos conectarmos com algo muito maior que nós mesmos. Essa busca se manifesta de várias maneiras.

Ela vai desde a adesão a uma religião organizada, com os seus ritos e crenças específicas, até as experiências mais pessoais e individuais de espiritualidade.

Embora seja uma experiência em comum, é importante reconhecer que nossa religiosidade não ocorre de uma forma única. Ela se expressa de maneiras muito variadas em diversas culturas ao longo da história.

Portanto, ela não se resume apenas a tradições, experiências, orações, ou a um livro sagrado que uma religião ensina. A religiosidade é um impulso. Ela é a capacidade que todo ser humano tem para encontrar significado e saciar o desejo de cultuar.

A Perspectiva Cristã

Partindo especificamente do viés cristão, sabemos que foi Deus o criador do ser humano. Sendo assim, a maneira pela qual agimos e interagimos com o ambiente, com nós mesmos e com Ele, foi idealizada e primeiramente estabelecida pelo próprio Criador.

Mesmo considerando o fato de que o pecado acabou corrompendo essa natureza humana, alguns atributos ainda permaneceram no homem desde sua origem.

Por causa disso, nossa base de comunicação, formulação de ideias, nosso raciocínio e memória seguem preservados. Os sentidos e também as nossas mais profundas emoções estão conosco até hoje.

Do mesmo modo, a capacidade humana de prestar culto e buscar um grande propósito pessoal segue viva em nosso ser. É a isso que denominamos ser a própria essência da religiosidade.

O Culto em Outras Áreas da Vida

Por mais que alguém nunca entre em um templo religioso, ou deixe de praticar qualquer rito, essa propensão sempre buscará um alvo.

Frequentemente vemos pessoas voltando a religiosidade ao cinema, aos mais famosos ritmos musicais ou idolatrando destaques do esporte.

Tudo isso acontece porque cultuar faz parte da dinâmica para a qual todos nós nascemos!

Nós podemos observar bem esse sentimento, por exemplo, na intensa devoção criada por membros de alguma torcida organizada no futebol, que frequentemente estão dispostos a arcar com consequências severas.

No mesmo patamar notamos certas organizações moldadas por um sistema político, onde apoiadores declaram aceitar lutar armados pelos seus ideias.

Às vezes notamos grandes figuras da política alcançando fama divinizada, repassando ensinos aos seus leais seguidores como oráculos inquestionáveis dos céus.

Em resumo, esses são apenas alguns dos traços visíveis de que reverenciar e cultuar se demonstra comum e inerente ao ser humano.

Logo, se nos pedissem para jogar a religiosidade fora, alguém estaria amputando parte daquilo que somos de maneira nativa. Com isso, fariam a supressão de nossa virtude singular em render honras a quem servimos.

Religiosidade e Religião

Com tudo isso, vemos claramente que religiosidade e religião são duas coisas completamente diferentes.

Enquanto a religiosidade é essa busca humana por sentido, transcendência, e nosso próprio empenho na adoração aos grupos reunidos, vemos que uma religião adota isso na formulação de seus propósitos usando ritos, pregações rotineiras, bons encontros, belas músicas, templos devidamente planejados e figuras cheias do vigor sagrado buscando moldar sua expressão.

Concluímos então que, em boa parte de nossa história diária a mesma busca de valor humano encontra repouso nas mais diversas orientações dadas em religião, seguindo cada um dos seus ritos de modo aplicado e cuidadoso.

Além disso, muitas vezes esse zelo de religião acaba impelindo nossos esforços para o centro favorável das metas ideológicas da arte, das urnas ou dos gigantes estádios!

Assim, a religiosidade age sempre mais ampla. E a religião nada mais é senão um molde estrutural e peculiar onde se exprime o sentimento focado lá atrás.

A Prática da Fé Diferente da Religiosidade

No caso dos cristãos, especificamente, experimentamos esse prazer da fé praticando, conhecendo os valores do cristianismo.

Orar em dias normais, buscar e ter sabedoria estudando no volume sagrado de Deus e partilhando nossa existência em pequenos grupos ou em um culto de igreja geram base na fé de cada santo fiel para com o seu Senhor.

Contudo, a verdadeira espiritualidade desse novo homem age sem o engessamento de formas e doutrinas da exterioridade e formalidade ritualística que o ambiente exige de nós.

Uma devoção prática se desenvolve muito mais longe, se fortalecendo da pureza do amor no repúdio honesto contra qualquer imoralidade cruel ou impiedosa da maldade mundana que nos entristece nas práticas cheias de injustiças;

Sendo que essa postura real do cristão nos dá compassivas provas manifestas e tangíveis nas maravilhosas obras do amor à luz dos desígnios deixados e obedecidos diante de nosso mestre Redentor Jesus para que toda união flua limpa formando uma igreja fiel ao pai Celeste e Soberano Senhor.

A verdadeira vocação religiosa dentro das experiências de um devoto torna visíveis e reais todas as realizações da fé. Isso acontece sempre que lemos a palavra sagrada, que nos fortalece dia a dia pelo estudo fiel das Escrituras.

Assim, glorificamos a Deus de coração, narrando nossas experiências reais com Jesus aos amigos cristãos. Fazemos isso com sabedoria, unidos na fé e na esperança infindável que cada ensinamento nos propõe.

Conclusão

Podemos constatar que as diferenças fundamentam essa nossa vida!

A religiosidade é a nossa base fundamental. Nela, vivenciamos na mente a bela procura pelo sentido de Deus. Assim, aproveitamos o calor humano e vivemos o culto divino em uma comunidade forte e sadia na Palavra, abençoando todos ao nosso redor com a fé gloriosa do Rei.

E a simples e notável forma que expressa o desejo latente nas almas acaba recebendo todas as rotinas devotadas na prática moldadas dentro de templos organizados e sagrados de cada religião para os seus amados de plantão!

E você?

Sente alguma identificação com essa forma natural da busca existencial?

Esse artigo foi adaptado do artigo original do nosso irmão Moisés Brasil. Você pode acompanhar o seu trabalho excepcional através do YouTube e Instagram.

Fique na paz!

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