Evangelismo Criativo: 12 Ideias para a Igreja Organizar, com Equipe, Custo e Cuidados
Evangelismo criativo é a forma de anunciar o mesmo evangelho por caminhos que a igreja ainda não usou no seu bairro, escolhidos pelo lugar onde as pessoas já estão e pelo que a congregação tem à mão. A mensagem continua a mesma; o que muda é a porta por onde ela entra na conversa.
Se você organiza o evangelismo numa igreja local, raramente sofre por falta de ideia. O problema aparece depois, na reunião de planejamento: quantas pessoas a ação pede, quanto custa, quanto tempo de preparo exige e o que pode dar errado. Sem essas respostas, a ideia boa morre na segunda reunião.
Hoje, vamos ver doze ideias de evangelismo criativo organizadas pelo esforço que elas pedem, cada uma com quem envolver, o material e o custo, como fazer e o cuidado que evita o tropeço mais comum.
O que é evangelismo
Evangelismo é anunciar o evangelho, ou seja, a boa notícia de que Cristo morreu pelos nossos pecados e ressuscitou. O verbo grego por trás da palavra, euangelizomai, significa justamente anunciar boas notícias, e no Novo Testamento ele é usado sobretudo para a mensagem da salvação. O conteúdo dessa notícia Paulo resume assim:
Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, E que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras (1 Coríntios 15:3-4)
É a mesma notícia que João 3:16 condensa num versículo, e o artigo sobre o amor de Deus em João 3:16 a desenvolve.
Além disso, existe um detalhe sobre quem evangelizava na igreja do primeiro século. Depois da perseguição em Jerusalém, não foram os apóstolos que se espalharam, mas os irmãos comuns, e o texto usa o mesmo verbo para o que eles faziam pelo caminho:
Mas os que andavam dispersos iam por toda a parte, anunciando a palavra (Atos 8:4)
Por isso, evangelismo não é um departamento da igreja. É o que o povo de Deus faz enquanto vive, e as ações organizadas existem para dar a essa gente ocasião, companhia e coragem.
Se você procura as maneiras de evangelizar em si, com a base bíblica de cada uma e quando usar, elas estão no artigo sobre os tipos de evangelismo e quando usar cada um. Aqui o assunto é outro: ações concretas para a igreja colocar no calendário.
O que muda no evangelismo criativo, e o que não muda
Uma frase de Paulo muito citada sobre o tema costuma ser lida pela metade:
Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns (1 Coríntios 9:22)
Paulo não trocava de mensagem a cada cidade, ou seja, o que ele ajustava era o ponto de partida: com judeus, começava pelos patriarcas; com gentios, pelo Deus que criou todas as coisas. Jesus fez o mesmo, e falou de novo nascimento a Nicodemos e de água viva à samaritana.1
Em Atenas isso fica visível. Paulo conversava na sinagoga, mas também ia todos os dias à praça, com quem aparecesse (Atos 17:17). Diante do Areópago, o conselho da cidade que ouvia as ideias novas, partiu de um altar que os próprios atenienses tinham levantado:
Porque, passando eu e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Esse, pois, que vós honrais, não o conhecendo, é o que eu vos anuncio (Atos 17:23)
E não amaciou o conteúdo para agradar aos filósofos: anunciou Jesus e a ressurreição diante deles exatamente como havia feito em Bereia, e como faria depois em Corinto.2
Portanto, esse é o critério para você julgar qualquer ideia desta lista: a criatividade está na porta, no lugar e no formato, mas não na mensagem. Se a ação só funciona porque esconde a cruz ou promete uma vida sem problemas, ela virou propaganda. O próprio Jesus chamou para a renúncia (Mateus 16:24), e um cristianismo apresentado só pelos benefícios é mais marketing do que evangelho.3
As 12 ideias por equipe, custo e preparo
Você pode levar esta tabela para a reunião em que a liderança decide o que cabe no próximo trimestre.
| # | Ideia | Equipe mínima | Custo | Preparo |
|---|---|---|---|---|
| 1 | Mesa de oração na feira | 4 pessoas | muito baixo | 1 semana |
| 2 | Café no ponto de ônibus | 3 pessoas | baixo | 1 semana |
| 3 | Kit de boas-vindas ao vizinho novo | 1 célula | baixo | contínuo |
| 4 | Marcos em uma tarde | 16 leitores | muito baixo | 2 semanas |
| 5 | Noite de perguntas difíceis | 3 pessoas que respondem + apoio | baixo | 1 mês |
| 6 | Oficina gratuita com data para acabar | 1 instrutor + 2 apoios | baixo a médio | 1 mês |
| 7 | Exposição “Gente do Bairro” | 2 fotógrafos + montagem | médio | 6 semanas |
| 8 | Parábola em dez minutos, com roda de conversa | 5 atores + 2 para a roda | baixo | 1 mês |
| 9 | Mutirão adotado na escola ou na creche | 10 a 20 voluntários | médio | 1 mês |
| 10 | Plantão do celular para idosos | 4 jovens | muito baixo | 2 semanas |
| 11 | Evangelho de João em 21 dias | 1 voz + 1 administrador | muito baixo | 2 semanas |
| 12 | Kit de volta às aulas | 6 pessoas + doadores | médio | 6 semanas |
Ou seja, metade delas cabe numa igreja pequena. Se a sua congregação tem trinta membros, comece pelas quatro primeiras e pela 10, e guarde a exposição, o mutirão e o kit escolar para depois.
Ideias para começar com pouca gente e pouco dinheiro
São ações simples: basta uma célula ou um grupo de quatro pessoas num sábado, sem orçamento aprovado em assembleia.
1. Mesa de oração na feira
Equipe: 4 pessoas, em duplas · Material: mesa dobrável, uma placa simples, caderno de pedidos · Custo: muito baixo
A dupla monta a mesa na saída da feira de rua com uma placa que diz apenas: “Posso orar por você?”. Quem para, fala o pedido; a dupla ora ali mesmo, em voz baixa e curta, e pergunta se a pessoa quer receber uma visita ou o endereço da célula mais próxima.
Os primeiros cristãos também foram aonde a oração já acontecia. Em Filipos, no sábado, Paulo saiu “para a beira do rio, onde se costumava fazer oração” e conversou com as mulheres que estavam ali (Atos 16:13).
Cuidado: combine antes com a administração da feira ou com a prefeitura. E só anote telefone de quem pediu contato, com a pessoa vendo o que você escreveu.
2. Café no ponto de ônibus
Equipe: 3 pessoas · Material: duas garrafas térmicas, copos, um cartão com os horários dos cultos · Custo: baixo
Basta escolher o ponto de ônibus mais cheio perto da sua igreja, numa segunda-feira de manhã, entre seis e oito horas. A equipe oferece café a quem espera, deseja uma boa semana e entrega o cartão. Não há pregação, ou seja, a conversa acontece quando alguém pergunta “de que igreja vocês são?”, e cedo ou tarde alguém pergunta.
O valor dessa ideia está na repetição. Afinal, uma vez é gentileza; toda segunda, durante dois meses, vira presença, e o trabalhador que pega o ônibus das 6h40 passa a conhecer as três pessoas pelo nome.
Cuidado: leve um saco para os copos usados e não ocupe a calçada inteira.
3. Kit de boas-vindas ao vizinho novo
Equipe: uma célula · Material: um bolo ou pão caseiro, uma folha com os serviços do bairro, o contato da célula · Custo: baixo
Quem acabou de se mudar não conhece ninguém, e é justamente nas primeiras semanas que a pessoa decide a que lugares vai pertencer. Sendo assim, a célula fica atenta a caminhão de mudança, placa de “alugado” que sumiu e apartamento novo ocupado no prédio, e leva o kit no fim de semana seguinte.
A folha é o que torna o kit útil de verdade: posto de saúde, farmácia que abre domingo, dia da feira, linha de ônibus para o centro e, no fim, o endereço e o horário da célula. A Escritura chama a isso de hospitalidade (Hebreus 13:2), e ela começa antes de o vizinho entrar na nossa casa.
Cuidado: entregue, apresente-se e vá embora. Visita longa na primeira vez constrange quem ainda está entre caixas.
4. Marcos em uma tarde
Equipe: 16 leitores, um por capítulo · Material: Bíblias, cadeiras, um microfone simples se for ao ar livre · Custo: muito baixo
O Evangelho de Marcos tem dezesseis capítulos e cerca de 13 mil palavras na ACF, o que dá perto de uma hora e quarenta e cinco minutos em leitura pausada. A igreja convida o bairro para ouvir o evangelho inteiro, do “Princípio do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus” (Marcos 1:1) ao sepulcro vazio, numa praça, num salão ou na própria igreja de portas abertas.
Cada capítulo é lido por uma pessoa diferente, de idades variadas, sem comentário entre eles, e dessa forma o bairro ouve o texto sem a moldura de um sermão. Há precedente antigo para isso: Esdras leu a Lei diante da praça, da manhã ao meio-dia, e “os ouvidos de todo o povo estavam atentos ao livro da lei” (Neemias 8:3).
Cuidado: ensaie os leitores. Um capítulo lido aos tropeços cansa mais do que dez lidos com calma. Portanto, o leitor precisa saber pronunciar os nomes antes de subir.
Ideias que pedem equipe e um mês de preparo
Aqui a igreja já precisa de uma pessoa responsável, de uma data no calendário e de divulgação, por isso o planejamento começa com um mês de antecedência.
5. Noite de perguntas difíceis
Equipe: pastor e mais dois líderes que respondem, mais a equipe de recepção · Material: cartões, uma caixa, café · Custo: baixo
Escolha um espaço neutro, como o salão de um café, um centro comunitário ou a quadra do condomínio, e anuncie uma noite em que qualquer pessoa pode perguntar o que quiser sobre fé. As perguntas são escritas em cartões, sem nome, e colocadas numa caixa; quem responde tira os cartões na hora, sem saber o que vem.
Ou seja, ninguém precisa se expor para perguntar, e ninguém chega com a resposta ensaiada.
O modelo é o de Paulo em Éfeso, que discutia “todos os dias na escola de um certo Tirano” por dois anos (Atos 19:9-10). Por trás dele está a ordem de estar “sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós” (1 Pedro 3:15).
Cuidado: quem responde precisa ter liberdade para dizer “não sei, vou estudar e te procuro”. A noite não é um debate para ganhar, e a mansidão do versículo vale tanto quanto a resposta.
6. Oficina gratuita com data para acabar
Equipe: 1 instrutor e 2 pessoas de apoio · Material: depende da oficina · Custo: baixo a médio
A igreja oferece uma oficina de quatro encontros sobre algo que o bairro de fato precisa: currículo e entrevista de emprego, organização das contas da casa, costura básica, conserto de bicicleta. Cada encontro termina com dez minutos de leitura bíblica e oração, e isso é dito na inscrição.
O prazo fechado é o que faz a ideia funcionar. Curso sem fim esvazia na terceira semana; quatro encontros com certificado no último, porém, dão ao participante um motivo para voltar, e à igreja quatro semanas de convivência.
Cuidado: a ajuda não pode depender de a pessoa ir ao culto. Quem vem só pela oficina tem de ser tratado igual, ou a oficina vira moeda de troca.
7. Exposição “Gente do Bairro”
Equipe: 2 fotógrafos da igreja e uma equipe de montagem · Material: impressão das fotos, painéis, termos de autorização · Custo: médio
Os fotógrafos retratam quem faz o bairro funcionar: o feirante, a merendeira da escola, o porteiro, o mototaxista, a costureira da esquina. Cada retrato leva o nome da pessoa e uma frase dela sobre o próprio trabalho. A exposição é montada na igreja, e os retratados são convidados com suas famílias para a abertura.
A ideia traz à igreja gente que dificilmente viria a um culto, porque o motivo da visita é ver a própria foto na parede. No painel de entrada, você pode usar o Salmo 139:14, “maravilhosas são as tuas obras”, e na abertura alguém diz em poucos minutos por que a igreja acha que cada uma daquelas pessoas foi feita por Deus.
Cuidado: termo de autorização de uso de imagem assinado por cada retratado, e uma cópia da foto impressa de presente.
8. Parábola em dez minutos, com roda de conversa
Equipe: 5 atores e 2 pessoas para conduzir a roda · Material: figurino simples, cadeiras em círculo · Custo: baixo
O grupo de teatro encena uma parábola em dez minutos, numa praça ou na quadra do bairro. A do filho pródigo funciona bem porque qualquer pessoa reconhece a cena do pai que corre ao encontro do filho (Lucas 15:20). O que diferencia esta ideia do teatro de rua comum vem depois: as cadeiras já estão em roda, e quem quiser fica para conversar vinte minutos sobre a história.
A roda tem três perguntas preparadas, todas sobre a cena e não sobre a plateia: com quem você se parece nessa história? por que o irmão mais velho ficou do lado de fora? o que o pai perdeu ao correr?
Cuidado: os atores não somem depois do aplauso. Parte das conversas começa com eles, ainda de figurino.
Ideias de serviço ao bairro
Servir é uma das formas de a igreja ser vista antes de ser ouvida. Jesus mandou que a luz brilhasse “para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus” (Mateus 5:16). Na vida cristã, a generosidade e a compaixão com o próximo andam junto com o anúncio do evangelho, e uma coisa não substitui a outra.4
9. Mutirão adotado na escola ou na creche
Equipe: 10 a 20 voluntários · Material: tinta, ferramentas, lanche · Custo: médio
Em vez de um mutirão por ano em lugares diferentes, a igreja adota uma escola pública ou uma creche do bairro e volta a cada três meses: pinta o muro, conserta carteiras, arruma o parquinho, limpa a horta. A direção diz o que precisa, e a igreja faz.
O vínculo é o resultado. Na segunda visita, a merendeira já sabe o nome dos voluntários; na quarta, a igreja já não é tratada como visita.
Cuidado: acordo por escrito com a direção sobre o que pode ser feito. A escola pública é espaço laico. Portanto, não se prega nem se distribui folheto lá dentro; o testemunho está no trabalho, e o convite acontece fora do portão.
10. Plantão do celular para idosos
Equipe: 4 jovens · Material: o salão da igreja, internet, uma mesa por jovem · Custo: muito baixo
Uma manhã por mês, os jovens recebem idosos do bairro para resolver o que o celular trava: mandar áudio no WhatsApp, marcar consulta pelo aplicativo do posto, fazer chamada de vídeo com o neto, reconhecer mensagem de golpe. Cada jovem atende um idoso por vez, sem pressa.
A Lei mandava levantar-se diante dos cabelos brancos e honrar “a face do ancião” (Levítico 19:32), e há poucas formas de honra tão concretas hoje quanto a paciência com quem não entende a tela. Se você quer envolver mais os adolescentes da sua igreja, esta é uma das portas, e o artigo sobre como motivar os jovens na igreja trata do resto.
Cuidado: regra escrita na parede e repetida aos jovens: ninguém pede, digita nem anota senha de banco.
Ideias para o digital e para o calendário
11. Evangelho de João em 21 dias
Equipe: uma voz para os áudios e um administrador do grupo · Material: celular, um grupo de mensagens só de avisos · Custo: muito baixo
João tem 21 capítulos, e o próprio evangelista diz para que o escreveu: “para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (João 20:31). A igreja abre um grupo de mensagens em que, por 21 dias, chega de manhã um capítulo e um áudio de dois minutos com uma observação sobre ele.
Além disso, cada membro convida uma pessoa de fora, de forma pessoal, e acompanha a leitura com ela. No 22º dia, todos são convidados para um café presencial, e é ali que a conversa continua.
Cuidado: ninguém é adicionado sem ter pedido. O grupo é só de avisos, para não virar corrente, e a divulgação fica com quem cuida da equipe de comunicação da igreja.
12. Kit de volta às aulas
Equipe: 6 pessoas na organização, mais os doadores · Material: cadernos, lápis, mochilas, um bilhete por kit · Custo: médio
Em janeiro, a igreja recolhe material escolar e monta kits por série. As famílias são indicadas pela associação de moradores ou pelas próprias células, com cadastro prévio e horário marcado de retirada, e cada kit leva um bilhete escrito à mão para a criança, com um versículo curto e o convite para o culto infantil.
Fazer o bem a todos enquanto há tempo (Gálatas 6:10) pede organização para que o bem chegue a quem precisa. Por isso o cadastro: entrega sem lista vira fila, briga e criança que volta para casa sem nada.
Cuidado: não fotografe crianças sem autorização dos pais, e nunca publique foto que identifique família atendida.
Depois do primeiro contato
A ação termina no sábado à tarde, mas o evangelismo começa a dar fruto ou a se perder na segunda-feira. Quase todas as ideias acima geram nomes: o pedido de oração da feira, o vizinho do kit, quem ficou para a roda, o idoso do plantão. Portanto, o que acontece com esses nomes é decisão de planejamento, não de entusiasmo.
Antes de qualquer ação, você precisa definir três coisas:
- quem faz o segundo contato, e em quantos dias;
- para onde a pessoa é convidada em seguida, que quase sempre é uma célula de igreja perto de casa, e não o culto de domingo;
- onde o nome fica registrado, para que a pessoa não dependa da memória de quem estava na mesa.
O terceiro ponto costuma ser o esquecido. Agora, se você ainda não tem esse registro na sua igreja, o artigo sobre controle de visitantes e acolhimento na igreja mostra como montar um.
Quem se converte, por sua vez, precisa de acompanhamento próprio, que é o assunto do discipulado para novos convertidos.
E convém lembrar a proporção das coisas. A igreja planeja, convida, serve e anuncia, mas quem converte é Deus: “Eu plantei, Apolo regou; mas Deus deu o crescimento” (1 Coríntios 3:6). Ou seja, a equipe não precisa carregar o peso de medir a ação só pelo número de decisões do dia.
💡 O nome de quem chegou não pode se perder
No Zeke, o cadastro de visitantes guarda o nome e o contato de quem a igreja conheceu numa ação de evangelismo, para que o segundo contato não dependa da memória de ninguém. Conheça o Zeke →
Perguntas Frequentes
O que é evangelismo criativo?
É anunciar o evangelho de sempre por um caminho novo para aquele lugar: uma mesa de oração na feira, a leitura de Marcos numa praça, um plantão para idosos. A criatividade está no formato e no ponto de partida; a mensagem de Cristo crucificado e ressuscitado não muda.
Quais são boas ideias de evangelismo para a igreja?
As que a sua igreja consegue repetir. Para começar, escolha entre as de pouca gente e pouco dinheiro, como o café no ponto de ônibus ou o kit para o vizinho novo, e deixe as que pedem doação e montagem para quando houver equipe para a segunda edição.
Como fazer evangelismo criativo com pouco dinheiro?
Quase todas as ideias deste artigo custam pouco, porque o recurso principal é tempo e constância. A mesa de oração, a leitura pública do Evangelho, o grupo de João em 21 dias e o plantão do celular saem com material que a igreja já tem.
Evangelismo criativo não corre o risco de esconder a mensagem?
Corre, quando a ação passa a depender de prometer só benefícios ou de evitar falar de Jesus. Paulo adaptava o ponto de partida a cada público, mas anunciou a ressurreição em Atenas como em qualquer outra cidade. Esse é o teste para qualquer ideia.
Reflexões Finais
Nenhuma destas doze ideias converte ninguém sozinha, e você não precisa fazer nenhuma delas do jeito exato que está aqui. O que elas têm em comum é levar a igreja aonde as pessoas já estão, com um gesto que o bairro entende e com alguém preparado para a conversa que vem depois.
E você, qual destas ideias cabe na sua igreja no próximo trimestre? Qual delas você adaptaria ao seu bairro?
Fique na paz!
Fontes
- WIERSBE, Warren W. Comentário Bíblico Expositivo: Novo Testamento, vol. I. Trad. Susana E. Klassen. Santo André, SP: Geográfica Editora, 2006, p. 786.
- WIERSBE, Warren W. Comentário Bíblico Expositivo: Novo Testamento, vol. I. Trad. Susana E. Klassen. Santo André, SP: Geográfica Editora, 2006, p. 612.
- BOICE, James Montgomery. Fundamentos da Fé Cristã. São Paulo: Cultura Cristã, 2010, p. 401.
- BOICE, James Montgomery. Fundamentos da Fé Cristã. São Paulo: Cultura Cristã, 2010, p. 397.
Citações bíblicas conforme a Almeida Corrigida Fiel (ACF).
Cuide das pessoas. Simplifique a gestão.
Conheça o Zeke e tenha mais tempo para o que importa na sua igreja.
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