{"id":14921,"date":"2026-09-12T08:00:00","date_gmt":"2026-09-12T11:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/?p=14921"},"modified":"2026-08-27T21:28:59","modified_gmt":"2026-08-28T00:28:59","slug":"salmo-11-explicacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/salmo-11-explicacao\/","title":{"rendered":"Salmo 11: Explica\u00e7\u00e3o, Contexto e o que Ele Ensina"},"content":{"rendered":"<p><strong>O Salmo 11 come\u00e7a com um conselho e uma recusa.<\/strong> Davi est\u00e1 cercado, os conselheiros dizem que a \u00fanica sa\u00edda \u00e9 sumir nos montes, e a resposta dele cabe em tr\u00eas palavras: &#8220;No SENHOR confio&#8221;.<\/p>\n<p>O que vem depois n\u00e3o \u00e9 bravata: \u00e9 a raz\u00e3o de ficar. Mas a firmeza de Davi n\u00e3o nasce de subestimar a amea\u00e7a \u2014 nasce de saber onde Deus est\u00e1 sentado enquanto a tempestade se arma.<\/p>\n<nav id=\"sumario-artigo\" style=\"border: 1px solid #eee; padding: 15px 20px; margin-bottom: 25px; background-color: #f9f9f9;\">\n<h2 style=\"margin-top: 0; margin-bottom: 15px; font-size: 1.3em;\">Neste Artigo:<\/h2>\n<ul>\n<li><a href=\"#texto\">1. O texto do Salmo 11<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#contexto\">2. O contexto: um rei aconselhado a fugir<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#versiculo-1\">3. Vers\u00edculo 1: a recusa de Davi<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#versiculo-2\">4. Vers\u00edculo 2: o que o inimigo est\u00e1 fazendo<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#versiculo-3\">5. Vers\u00edculo 3: a pergunta que ficou famosa<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#versiculos-4-7\">6. Vers\u00edculos 4 a 7: o que Deus est\u00e1 fazendo<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#vocabulario\">7. O vocabul\u00e1rio hebraico do salmo<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#versoes\">8. Onde as sete vers\u00f5es discordam<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#licoes\">9. O que o Salmo 11 ensina<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#esboco\">10. Esbo\u00e7o de prega\u00e7\u00e3o sobre o Salmo 11<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#faq\">11. Perguntas frequentes sobre o Salmo 11<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/nav>\n<h2 id=\"texto\">O texto do Salmo 11<\/h2>\n<p>S\u00e3o sete vers\u00edculos. Vale l\u00ea-los inteiros antes de qualquer coment\u00e1rio, porque o salmo tem duas metades que se respondem:<\/p>\n<blockquote>\n<p><em>&#8220;No SENHOR confio; como dizeis \u00e0 minha alma: Fugi para a vossa montanha como p\u00e1ssaro? Pois eis que os \u00edmpios armam o arco, p\u00f5em as flechas na corda, para com elas atirarem, \u00e0s escuras, aos retos de cora\u00e7\u00e3o. Se forem destru\u00eddos os fundamentos, que poder\u00e1 fazer o justo?&#8221;<\/em> (Sl 11:1-3 ACF)<\/p>\n<p><em>&#8220;O Senhor est\u00e1 no seu santo templo, o trono do Senhor est\u00e1 nos c\u00e9us; os seus olhos est\u00e3o atentos, e as suas p\u00e1lpebras provam os filhos dos homens. O Senhor prova o justo; por\u00e9m ao \u00edmpio e ao que ama a viol\u00eancia odeia a sua alma. Sobre os \u00edmpios far\u00e1 chover la\u00e7os, fogo, enxofre e vento tempestuoso; isto ser\u00e1 a por\u00e7\u00e3o do seu copo. Porque o Senhor \u00e9 justo, e ama a justi\u00e7a; o seu rosto olha para os retos.&#8221;<\/em> (Sl 11:4-7 ACF)<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A divis\u00e3o \u00e9 limpa. Os vers\u00edculos 1 a 3 s\u00e3o o conselho dos que olham para a amea\u00e7a. Os vers\u00edculos 4 a 7 s\u00e3o a resposta de quem olha para o trono.<\/p>\n<p>Repare que Davi n\u00e3o refuta o diagn\u00f3stico dos conselheiros. Os arcos est\u00e3o mesmo armados. Ele s\u00f3 recusa a conclus\u00e3o que tiraram dali.<\/p>\n<h2 id=\"contexto\">O contexto: um rei aconselhado a fugir<\/h2>\n<p>O t\u00edtulo hebraico traz apenas &#8220;ao mestre de canto, de Davi&#8221; \u2014 sem indica\u00e7\u00e3o de ocasi\u00e3o. O momento hist\u00f3rico exato \u00e9 dif\u00edcil de determinar: Davi esteve em perigo na corte de Saul, no deserto e durante a rebeli\u00e3o de Absal\u00e3o.<sup>1<\/sup><\/p>\n<p>O pr\u00f3prio comentarista sugere que o salmo talvez perten\u00e7a ao in\u00edcio da campanha de Absal\u00e3o, quando uma conspira\u00e7\u00e3o se articulava no pal\u00e1cio.<sup>1<\/sup><\/p>\n<p>Um fato hist\u00f3rico d\u00e1 ainda mais for\u00e7a ao texto. Na revolta de Absal\u00e3o, Davi fugiu de fato: <em>&#8220;Levantai-vos, e fujamos, porque n\u00e3o poder\u00edamos escapar diante de Absal\u00e3o&#8221;<\/em> (2 Sm 15:14 ACF).<\/p>\n<p>Ou seja: Davi sabia recuar quando a prud\u00eancia mandava. Fez isso na hora certa. Por isso a recusa do Salmo 11 pesa ainda mais: vem de um l\u00edder experiente que avaliou que, desta vez, a retirada seria deser\u00e7\u00e3o. Isso \u00e9 discernimento, e discernimento tem data e endere\u00e7o.<\/p>\n<p>Wiersbe p\u00f5e a diferen\u00e7a nesses termos: \u00e9 certo fugir da tenta\u00e7\u00e3o, mas \u00e9 errado fugir da responsabilidade; o l\u00edder que abandona a crise sem necessidade age como mercen\u00e1rio, n\u00e3o como pastor.<sup>1<\/sup><\/p>\n<h2 id=\"versiculo-1\">Vers\u00edculo 1: a recusa de Davi<\/h2>\n<h3>&#8220;Confio&#8221; traduz um verbo de abrigo<\/h3>\n<p>A ACF e a ARC trazem &#8220;No Senhor confio&#8221;. A ARA, a NAA, a NVI e a NVT trazem &#8220;No SENHOR me refugio&#8221;. As duas leituras traduzem o mesmo verbo hebraico, <em>chasah<\/em>, e a segunda \u00e9 mais literal.<\/p>\n<p><em>Chasah<\/em> vai al\u00e9m de uma confian\u00e7a abstrata: \u00e9 o verbo de quem corre para um abrigo \u2014 a fenda na rocha, a sombra da asa, a cidade murada. Aparece em 36 vers\u00edculos do Antigo Testamento, e 24 deles est\u00e3o nos Salmos.<\/p>\n<p>Isso d\u00e1 ao vers\u00edculo uma ironia que a tradu\u00e7\u00e3o por &#8220;confio&#8221; apaga. Os conselheiros oferecem um abrigo: a montanha. Davi responde que j\u00e1 tem ref\u00fagio, e esse ref\u00fagio \u00e9 uma Pessoa. Em vez de um homem desprotegido recusando ajuda, vemos algu\u00e9m que j\u00e1 correu para o abrigo mais seguro: o pr\u00f3prio Deus.<\/p>\n<h3>&#8220;Fugi para a vossa montanha&#8221;<\/h3>\n<p>Aqui as vers\u00f5es se dividem entre singular e plural. A ACF traz &#8220;Fugi para a vossa montanha&#8221;; a ARA, a NAA, a BKJ e a NVT trazem &#8220;Foge para o teu monte&#8221;.<\/p>\n<p>A forma verbal hebraica est\u00e1 no plural: os destinat\u00e1rios do conselho de fuga s\u00e3o Davi e seus companheiros de lideran\u00e7a.<sup>1<\/sup> O substantivo confirma: no texto hebraico, &#8220;montanha&#8221; vem com o sufixo de segunda pessoa do plural, literalmente &#8220;a montanha de voc\u00eas&#8221;.<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a altera o peso da cena. No plural, vemos a corte inteira fazendo as malas e um rei que se recusa a assinar a ordem.<\/p>\n<p>A imagem do p\u00e1ssaro reaparece em outro salmo de Davi, e ali com o desejo confessado: <em>&#8220;Oh! quem me dera asas como de pomba! Ent\u00e3o voaria, e estaria em descanso&#8221;<\/em> (Sl 55:6 ACF). Davi conhecia a vontade de sumir. No Salmo 11, ele a nomeia e n\u00e3o a obedece.<\/p>\n<h2 id=\"versiculo-2\">Vers\u00edculo 2: o que o inimigo est\u00e1 fazendo<\/h2>\n<p>O verso descreve uma emboscada em tr\u00eas tempos: armam o arco, ajustam a flecha na corda, atiram. \u00c9 a sequ\u00eancia inteira de quem j\u00e1 decidiu matar.<\/p>\n<p>Repare no adv\u00e9rbio, que \u00e9 o detalhe que qualifica a cena toda. A ACF traz &#8220;\u00e0s escuras&#8221;; o hebraico usa <em>ophel<\/em>, a palavra da escurid\u00e3o densa \u2014 a mesma fam\u00edlia de termos das trevas do Egito e do meio-dia que vira noite nos profetas.<\/p>\n<p>O ataque acontece na surdina, vindo da sombra contra quem n\u00e3o enxerga a mira. Arcos e flechas aqui funcionam como imagem de conspira\u00e7\u00e3o e cal\u00fania nos bastidores da corte.<sup>1<\/sup><\/p>\n<p>E o alvo \u00e9 descrito por uma qualidade moral, n\u00e3o por um nome: &#8220;os retos de cora\u00e7\u00e3o&#8221;. A mira aponta para o homem \u00edntegro simplesmente por sua retid\u00e3o.<\/p>\n<p>A express\u00e3o de abertura &#8220;porque eis a\u00ed&#8221; revela o m\u00e9todo dos conselheiros: avaliavam o cen\u00e1rio terreno apenas pelo que podiam ver com os olhos naturais.<sup>1<\/sup> Os fatos estavam certos; a conta \u00e9 que estava incompleta.<\/p>\n<h2 id=\"versiculo-3\">Vers\u00edculo 3: a pergunta que ficou famosa<\/h2>\n<p><em>&#8220;Se forem destru\u00eddos os fundamentos, que poder\u00e1 fazer o justo?&#8221;<\/em> (Sl 11:3 ACF). \u00c9 o vers\u00edculo mais citado do salmo, e quase sempre solto, como diagn\u00f3stico de \u00e9poca.<\/p>\n<p>Afinal, que fundamentos s\u00e3o esses? A palavra traduzida por &#8220;fundamentos&#8221; \u00e9 <em>shathot<\/em>, e ela aparece s\u00f3 duas vezes em todo o Antigo Testamento: aqui e em Isa\u00edas 19:10, onde a ACF tamb\u00e9m traz &#8220;fundamentos&#8221;. \u00c9 vocabul\u00e1rio raro, e o salmo o usa para falar do que sustenta uma ordem inteira.<\/p>\n<h3>Duas leituras poss\u00edveis da pergunta<\/h3>\n<p>O texto original comporta outra leitura leg\u00edtima: em vez de &#8220;que poder\u00e1 fazer o justo?&#8221;, pode ser traduzido como &#8220;o que o Justo est\u00e1 fazendo?&#8221;.<sup>1<\/sup> A diferen\u00e7a est\u00e1 em quem \u00e9 o sujeito \u2014 o homem \u00edntegro ou o pr\u00f3prio Deus.<\/p>\n<p>E aqui est\u00e1 o ponto que decide o salmo. A resposta que vem no vers\u00edculo 4 traz uma localiza\u00e7\u00e3o: onde Deus est\u00e1 sentado. O salmo responde \u00e0 pergunta do vers\u00edculo 3 mudando o sujeito.<\/p>\n<p>Wiersbe acrescenta um dado que ancora a queixa no reinado: a escolha de Davi para o trono veio de Deus, e por isso o que atingia o rei atingia junto a estrutura da na\u00e7\u00e3o. Saul, j\u00e1 rejeitado, e Absal\u00e3o, que nunca fora escolhido, abalaram nesse sentido o governo divino.<sup>1<\/sup><\/p>\n<h2 id=\"versiculos-4-7\">Vers\u00edculos 4 a 7: o que Deus est\u00e1 fazendo<\/h2>\n<h3>Templo e trono: onde ele est\u00e1<\/h3>\n<p><em>&#8220;O Senhor est\u00e1 no seu santo templo, o trono do Senhor est\u00e1 nos c\u00e9us&#8221;<\/em> (Sl 11:4 ACF). Habacuque usa a mesma frase para calar a terra inteira: <em>&#8220;Mas o Senhor est\u00e1 no seu santo templo; cale-se diante dele toda a terra&#8221;<\/em> (Hc 2:20 ACF).<\/p>\n<p>Vale reparar na ordem do argumento. Antes de dizer o que Deus far\u00e1, o salmo diz onde Deus est\u00e1. A resposta ao caos n\u00e3o come\u00e7a por uma promessa de interven\u00e7\u00e3o; come\u00e7a pela informa\u00e7\u00e3o de que o trono n\u00e3o vagou.<\/p>\n<h3>Olhos e p\u00e1lpebras: o que ele v\u00ea<\/h3>\n<p>A imagem seguinte \u00e9 estranha e proposital: &#8220;os seus olhos est\u00e3o atentos, e as suas p\u00e1lpebras provam os filhos dos homens&#8221;. P\u00e1lpebra \u00e9 o gesto de quem semicerra os olhos para enxergar melhor \u2014 aten\u00e7\u00e3o concentrada, n\u00e3o vigil\u00e2ncia distra\u00edda.<\/p>\n<p>O verbo &#8220;provar&#8221;, nos vers\u00edculos 4 e 5, \u00e9 <em>bachan<\/em>. O verbo evoca a imagem do refinador que passa o metal pelo fogo para purificar a mat\u00e9ria-prima (Jr 17:10).<sup>2<\/sup> \u00c9 o vocabul\u00e1rio da fundi\u00e7\u00e3o: aquecer para separar o que \u00e9 do que parece.<\/p>\n<p>O mesmo profeta usa o verbo com Deus como sujeito: <em>&#8220;Eu, o Senhor, esquadrinho o cora\u00e7\u00e3o e provo os rins&#8221;<\/em> (Jr 17:10 ACF).<\/p>\n<p>Wiersbe tira da\u00ed uma distin\u00e7\u00e3o simples e \u00fatil: a prova que vem de Deus existe para trazer \u00e0 tona o melhor do justo, enquanto a tenta\u00e7\u00e3o que vem do advers\u00e1rio mira o pior.<sup>2<\/sup><\/p>\n<h3>O ju\u00edzo em tr\u00eas imagens<\/h3>\n<p>O vers\u00edculo 6 descreve o julgamento atrav\u00e9s de tr\u00eas figuras solenes.<sup>2<\/sup> A primeira \u00e9 fogo e enxofre, o que caiu sobre Sodoma: <em>&#8220;Ent\u00e3o o Senhor fez chover enxofre e fogo, do Senhor desde os c\u00e9us, sobre Sodoma e Gomorra&#8221;<\/em> (Gn 19:24 ACF).<\/p>\n<p>A segunda \u00e9 a tempestade \u2014 o &#8220;vento tempestuoso&#8221; da ACF, um vento abrasador como os do deserto. A terceira \u00e9 o c\u00e1lice, imagem recorrente do ju\u00edzo divino: <em>&#8220;na m\u00e3o do Senhor h\u00e1 um c\u00e1lice cujo vinho \u00e9 tinto&#8221;<\/em> (Sl 75:8 ACF).<\/p>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m um detalhe de tradu\u00e7\u00e3o no mesmo vers\u00edculo. A ACF, a ARC e a BKJ trazem &#8220;la\u00e7os&#8221;; a ARA, a NAA, a NVI e a NVT trazem &#8220;brasas&#8221;. O texto hebraico escrito traz <em>pachim<\/em>, &#8220;armadilhas&#8221; \u2014 e as vers\u00f5es que leem &#8220;brasas&#8221; seguem uma vocaliza\u00e7\u00e3o diferente das mesmas consoantes, que harmoniza a palavra com o fogo e o enxofre da sequ\u00eancia.<\/p>\n<h3>O rosto, no \u00faltimo vers\u00edculo<\/h3>\n<p>O salmo fecha em face a face. A ACF traz &#8220;o seu rosto olha para os retos&#8221;; a ARA, a NAA, a NVI e a NVT invertem: &#8220;os retos lhe contemplar\u00e3o a face&#8221;.<\/p>\n<p>As duas leituras s\u00e3o gramaticalmente defens\u00e1veis, e a raz\u00e3o da divis\u00e3o est\u00e1 na forma verbal, que \u00e9 plural \u2014 cabe tanto &#8220;os olhos dele contemplam&#8221; quanto &#8220;os retos contemplar\u00e3o&#8221;. Wiersbe adota a segunda e explica o que a express\u00e3o vale no uso hebraico: ver o rosto de algu\u00e9m \u00e9 ser admitido \u00e0 sua presen\u00e7a, como o s\u00fadito que consegue audi\u00eancia com o rei.<sup>2<\/sup><\/p>\n<p>Nas duas leituras, o fecho \u00e9 o mesmo tipo de coisa: n\u00e3o uma recompensa entregue de longe, e sim proximidade. \u00c9 o que outro salmo pede \u2014 <em>&#8220;contemplarei a tua face na justi\u00e7a&#8221;<\/em> (Sl 17:15 ACF) \u2014 e o que Jesus promete aos limpos de cora\u00e7\u00e3o (Mt 5:8 ACF).<\/p>\n<h2 id=\"vocabulario\">O vocabul\u00e1rio hebraico do salmo<\/h2>\n<p>Cinco palavras carregam o peso do cap\u00edtulo:<\/p>\n<table>\n<thead>\n<tr>\n<th>Palavra<\/th>\n<th>Onde est\u00e1<\/th>\n<th>Sentido<\/th>\n<th>Nota<\/th>\n<\/tr>\n<\/thead>\n<tbody>\n<tr>\n<td><em>chasah<\/em><\/td>\n<td>&#8220;confio&#8221; \/ &#8220;me refugio&#8221; (v. 1)<\/td>\n<td>correr para um abrigo, buscar prote\u00e7\u00e3o<\/td>\n<td>36 vers\u00edculos no AT, 24 nos Salmos<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><em>ophel<\/em><\/td>\n<td>&#8220;\u00e0s escuras&#8221; (v. 2)<\/td>\n<td>escurid\u00e3o densa, treva fechada<\/td>\n<td>termo das trevas do Egito<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><em>shathot<\/em><\/td>\n<td>&#8220;fundamentos&#8221; (v. 3)<\/td>\n<td>alicerces, o que sustenta a estrutura<\/td>\n<td>s\u00f3 aqui e em Is 19:10<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><em>bachan<\/em><\/td>\n<td>&#8220;provam&#8221; \/ &#8220;prova&#8221; (vv. 4 e 5)<\/td>\n<td>testar metal no fogo, apurar<\/td>\n<td>o mesmo verbo de Jr 17:10<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><em>chamas<\/em><\/td>\n<td>&#8220;viol\u00eancia&#8221; (v. 5)<\/td>\n<td>viol\u00eancia, opress\u00e3o contra o pr\u00f3ximo<\/td>\n<td>o pecado da gera\u00e7\u00e3o do dil\u00favio<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>As formas hebraicas referem-se ao texto etiquetado do Antigo Testamento.<\/p>\n<h2 id=\"versoes\">Onde as sete vers\u00f5es discordam<\/h2>\n<p>O Salmo 11 \u00e9 curto e tem quatro pontos em que os tradutores precisaram decidir. Comparar essas decis\u00f5es ajuda a ver o que est\u00e1 em jogo no texto:<\/p>\n<table>\n<thead>\n<tr>\n<th>Ponto<\/th>\n<th>ACF \u00b7 ARC \u00b7 BKJ<\/th>\n<th>ARA \u00b7 NAA \u00b7 NVI \u00b7 NVT<\/th>\n<\/tr>\n<\/thead>\n<tbody>\n<tr>\n<td>v. 1 \u2014 o verbo<\/td>\n<td>&#8220;confio&#8221;<\/td>\n<td>&#8220;me refugio&#8221;<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>v. 1 \u2014 a quem se fala<\/td>\n<td>plural na ACF (&#8220;vossa montanha&#8221;)<\/td>\n<td>singular (&#8220;teu monte&#8221;, &#8220;os montes&#8221;)<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>v. 5 \u2014 quem \u00e9 provado<\/td>\n<td>s\u00f3 o justo \u00e9 provado; ao \u00edmpio, Deus odeia<\/td>\n<td>o justo <em>e<\/em> o \u00edmpio s\u00e3o postos \u00e0 prova<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>v. 6 \u2014 o que chove<\/td>\n<td>&#8220;la\u00e7os&#8221;<\/td>\n<td>&#8220;brasas&#8221;<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>v. 7 \u2014 quem v\u00ea<\/td>\n<td>&#8220;o seu rosto olha para os retos&#8221;<\/td>\n<td>&#8220;os retos lhe contemplar\u00e3o a face&#8221;<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>O caso do vers\u00edculo 5 \u00e9 o mais consequente dos quatro. Na leitura da ACF, o justo \u00e9 provado e o \u00edmpio \u00e9 objeto de avers\u00e3o. Na leitura da ARA, os dois passam pelo mesmo exame, e o que Deus abomina \u00e9 quem ama a viol\u00eancia.<\/p>\n<p>A segunda leitura tem a favor a ordem das palavras no hebraico, em que &#8220;justo&#8221; e &#8220;\u00edmpio&#8221; aparecem lado a lado antes do verbo. Quem quiser entender melhor essas fam\u00edlias de tradu\u00e7\u00e3o pode ver a compara\u00e7\u00e3o em <a href=\"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/melhor-traducao-da-biblia\/\">qual \u00e9 a melhor tradu\u00e7\u00e3o da B\u00edblia<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: right; font-size: 0.9em;\"><a href=\"#sumario-artigo\">Voltar ao topo<\/a><\/p>\n<h2 id=\"licoes\">O que o Salmo 11 ensina<\/h2>\n<h3>1. O conselho pode estar certo nos fatos e errado na conclus\u00e3o<\/h3>\n<p>Os conselheiros de Davi n\u00e3o mentiram. Os arcos estavam armados, a emboscada estava montada, a leitura da amea\u00e7a era correta. O erro deles foi outro: montaram a conta inteira com o que se via.<\/p>\n<p>Davi n\u00e3o responde negando os fatos. Ele acrescenta um fato que os conselheiros tinham deixado de fora \u2014 o trono nos c\u00e9us. E \u00e9 esse fato que muda a soma.<\/p>\n<p>Basta uma pergunta para quem precisa decidir algo esta semana: o conselho que voc\u00ea recebeu est\u00e1 errado, ou est\u00e1 apenas incompleto? Nem todo mau conselho \u00e9 mentira. Boa parte dele \u00e9 verdade parcial dita com urg\u00eancia.<\/p>\n<h3>2. Fugir nem sempre \u00e9 covardia, e ficar nem sempre \u00e9 f\u00e9<\/h3>\n<p>O mesmo Davi que aqui recusa a montanha mais tarde ordena a retirada de Jerusal\u00e9m (2 Sm 15:14 ACF). A Escritura n\u00e3o trata as duas decis\u00f5es como contradit\u00f3rias, e n\u00f3s tamb\u00e9m n\u00e3o dever\u00edamos.<\/p>\n<p>O verdadeiro crit\u00e9rio reside na fidelidade ao posto. Fugir da tenta\u00e7\u00e3o \u00e9 obedi\u00eancia; abandonar a responsabilidade que Deus entregou \u00e9 deser\u00e7\u00e3o. Abandonar a responsabilidade sem ordem de Deus assemelha-se ao mercen\u00e1rio que foge e desampara o rebanho diante do perigo.<sup>1<\/sup><\/p>\n<p>Sendo assim, antes de decidir se sai ou se fica, vale identificar qual das duas coisas est\u00e1 diante de voc\u00ea \u2014 uma armadilha da qual se foge ou um encargo do qual n\u00e3o se foge.<\/p>\n<h3>3. Quando os alicerces balan\u00e7am, a primeira not\u00edcia n\u00e3o \u00e9 sobre n\u00f3s<\/h3>\n<p>O vers\u00edculo 3 pergunta o que o justo pode fazer. O vers\u00edculo 4 n\u00e3o responde com uma estrat\u00e9gia. Responde com um endere\u00e7o: o templo e o trono.<\/p>\n<p>Infelizmente, o uso mais comum do vers\u00edculo 3 \u00e9 o do lamento cultural \u2014 e a ordem do salmo desmonta esse uso. O salmo n\u00e3o usa o colapso dos fundamentos para concluir que nada se pode fazer. Ele o usa para lembrar quem continua sentado enquanto os fundamentos se mexem.<\/p>\n<h3>4. Ser provado n\u00e3o \u00e9 sinal de rejei\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>No vers\u00edculo 5, quem passa pelo fogo \u00e9 o justo. O verbo \u00e9 o da fundi\u00e7\u00e3o: o fogo vem para purificar o metal e separ\u00e1-lo de toda esc\u00f3ria.<\/p>\n<p>\u00c9 exatamente o contr\u00e1rio da leitura que a afli\u00e7\u00e3o sugere no momento em que ela chega. O salmo diz que o olhar de Deus sobre o justo \u00e9 atento e apurador, n\u00e3o indiferente nem hostil.<\/p>\n<h3>5. O fim da hist\u00f3ria \u00e9 um rosto<\/h3>\n<p>Davi n\u00e3o fecha o salmo com a queda dos inimigos, embora ela esteja no vers\u00edculo 6. Fecha com o rosto: os retos ver\u00e3o a face de Deus, ou a face de Deus est\u00e1 voltada para eles.<\/p>\n<p>Ver o rosto, na linguagem do Antigo Testamento, \u00e9 ser admitido \u00e0 presen\u00e7a.<sup>2<\/sup> O pr\u00eamio do \u00edntegro est\u00e1 na presen\u00e7a de quem ele se recusou a abandonar, e n\u00e3o num lugar seguro nas montanhas.<\/p>\n<h2 id=\"esboco\">Esbo\u00e7o de prega\u00e7\u00e3o sobre o Salmo 11<\/h2>\n<h3>Tema<\/h3>\n<p>Quando os fundamentos balan\u00e7am, a f\u00e9 n\u00e3o fecha os olhos para a amea\u00e7a \u2014 ela abre os olhos para o trono.<\/p>\n<h3>1. O conselho que olha para baixo (Sl 11:1-3 ACF)<\/h3>\n<p>A amea\u00e7a \u00e9 real, o conselho \u00e9 sincero e a conclus\u00e3o \u00e9 errada. Mostrar as tr\u00eas coisas juntas, sem caricaturar os conselheiros.<\/p>\n<h3>2. A recusa que j\u00e1 tem abrigo (Sl 11:1 ACF)<\/h3>\n<p>&#8220;No SENHOR confio&#8221; traduz o verbo de correr para o abrigo. Davi n\u00e3o recusa ref\u00fagio; recusa o ref\u00fagio errado.<\/p>\n<h3>3. A resposta que olha para cima (Sl 11:4-6 ACF)<\/h3>\n<p>Templo, trono, olhos, prova, ju\u00edzo. Deus aparece ali como quem j\u00e1 est\u00e1 no lugar de onde tudo se decide, e n\u00e3o como quem ainda vai reagir.<\/p>\n<h3>4. O fim que \u00e9 presen\u00e7a (Sl 11:7 ACF)<\/h3>\n<p>A justi\u00e7a de Deus culmina na comunh\u00e3o face a face com o \u00edntegro.<\/p>\n<h3>Aplica\u00e7\u00e3o final sugerida<\/h3>\n<p>E voc\u00ea, que montanha lhe t\u00eam oferecido? Vale pedir que cada pessoa nomeie uma &#8220;montanha&#8221; que lhe t\u00eam oferecido esta semana \u2014 a sa\u00edda r\u00e1pida, o sil\u00eancio conveniente, o desligamento. E perguntar se aquilo \u00e9 fugir da tenta\u00e7\u00e3o ou fugir do posto.<\/p>\n<p style=\"text-align: right; font-size: 0.9em;\"><a href=\"#sumario-artigo\">Voltar ao topo<\/a><\/p>\n<h2 id=\"faq\">Perguntas frequentes sobre o Salmo 11<\/h2>\n<h3>Qual \u00e9 o resumo do Salmo 11?<\/h3>\n<p>S\u00e3o sete vers\u00edculos em duas partes. Nos tr\u00eas primeiros, conselheiros insistem para que Davi fuja para os montes, porque uma emboscada est\u00e1 montada e os alicerces est\u00e3o ruindo. Nos quatro \u00faltimos, Davi responde apontando para o trono nos c\u00e9us, para o exame que Deus faz de cada pessoa e para o desfecho: o \u00edntegro termina diante da face de Deus.<\/p>\n<h3>Quem escreveu o Salmo 11?<\/h3>\n<p>Davi. O t\u00edtulo hebraico traz &#8220;ao mestre de canto, de Davi&#8221;, sem indica\u00e7\u00e3o de ocasi\u00e3o. O momento exato \u00e9 incerto: Davi enfrentou oposi\u00e7\u00e3o ferrenha na corte de Saul, no deserto e na rebeli\u00e3o de Absal\u00e3o.<\/p>\n<h3>O que significa &#8220;se forem destru\u00eddos os fundamentos, que poder\u00e1 fazer o justo?&#8221;<\/h3>\n<p>A pergunta \u00e9 sobre o colapso do que sustenta uma sociedade: a justi\u00e7a, a verdade, a autoridade leg\u00edtima. O termo hebraico traduzido por &#8220;fundamentos&#8221; s\u00f3 aparece mais uma vez na B\u00edblia, em Isa\u00edas 19:10. O salmo n\u00e3o deixa a pergunta sem resposta: o vers\u00edculo seguinte responde apontando para onde Deus est\u00e1, n\u00e3o para o que o homem deve fazer.<\/p>\n<h3>Por que algumas B\u00edblias dizem &#8220;confio&#8221; e outras &#8220;me refugio&#8221; no Salmo 11:1?<\/h3>\n<p>Porque o verbo hebraico \u00e9 <em>chasah<\/em>, que significa correr para um abrigo. &#8220;Me refugio&#8221;, da ARA e da NVI, \u00e9 a tradu\u00e7\u00e3o mais literal; &#8220;confio&#8221;, da ACF e da ARC, traduz o resultado pr\u00e1tico da a\u00e7\u00e3o. O sentido \u00e9 o mesmo: Davi j\u00e1 se abrigou, e o abrigo \u00e9 o pr\u00f3prio Deus.<\/p>\n<h3>O que significa &#8220;as suas p\u00e1lpebras provam os filhos dos homens&#8221;?<\/h3>\n<p>\u00c9 a imagem de quem semicerra os olhos para examinar algo de perto. O verbo traduzido por &#8220;provar&#8221; \u00e9 o de testar metal no fogo, o mesmo de Jeremias 17:10. A figura descreve aten\u00e7\u00e3o concentrada e exame que apura, n\u00e3o vigil\u00e2ncia distra\u00edda.<\/p>\n<h3>Deus prova s\u00f3 o justo ou tamb\u00e9m o \u00edmpio, no Salmo 11:5?<\/h3>\n<p>As vers\u00f5es dividem-se. A ACF, a ARC e a BKJ entendem que o justo \u00e9 provado e que o \u00edmpio \u00e9 objeto da avers\u00e3o divina; a ARA, a NAA e a NVT entendem que justo e \u00edmpio passam pelo mesmo exame, e que o abominado \u00e9 quem ama a viol\u00eancia. A ordem das palavras no hebraico favorece a segunda leitura.<\/p>\n<h3>O Salmo 11 fala sobre medo e ansiedade?<\/h3>\n<p>Fala, mas por um caminho pouco usual. Ele n\u00e3o manda deixar de sentir medo nem diz que a amea\u00e7a \u00e9 imagin\u00e1ria. Reconhece que os arcos est\u00e3o armados e desloca o olhar para o trono. O ant\u00eddoto que ele oferece est\u00e1 em ampliar o campo de vis\u00e3o, e n\u00e3o em encolher o tamanho da amea\u00e7a.<\/p>\n<h3>Qual a diferen\u00e7a entre o Salmo 11 e o Salmo 12?<\/h3>\n<p>Os dois tratam do colapso da sociedade, mas por \u00e2ngulos diferentes. No Salmo 11, o que se abala s\u00e3o os alicerces e a amea\u00e7a \u00e9 a emboscada; no <a href=\"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/salmo-12-explicacao\/\">Salmo 12<\/a>, o problema \u00e9 a linguagem corrompida, e o salmo abre com a escassez de gente fiel (Sl 12:1 ACF). O segundo salmo funciona naturalmente como continua\u00e7\u00e3o do primeiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: right; font-size: 0.9em;\"><a href=\"#sumario-artigo\">Voltar ao topo<\/a><\/p>\n<h2 id=\"fontes\">Fontes<\/h2>\n<p>Texto b\u00edblico: Almeida Corrigida Fiel (ACF), com as demais vers\u00f5es identificadas quando citadas. As formas hebraicas e os dados morfol\u00f3gicos referem-se ao texto hebraico etiquetado do STEPBible (TAHOT, CC BY 4.0). Veja tamb\u00e9m o <a href=\"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/salmo-23-1\/\">estudo do Salmo 23:1<\/a> e a cole\u00e7\u00e3o de <a href=\"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/versiculos-explicados\/\">vers\u00edculos explicados<\/a>.<\/p>\n<ol>\n<li>WIERSBE, Warren W. <em>Coment\u00e1rio B\u00edblico Expositivo<\/em>: Antigo Testamento, volume III. Santo Andr\u00e9, SP: Geogr\u00e1fica Editora, 2006, p. 108.<\/li>\n<li>Ibid., p. 109.<\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Salmo 11 come\u00e7a com um conselho e uma recusa. Davi est\u00e1 cercado, os conselheiros dizem que a \u00fanica sa\u00edda \u00e9 sumir nos montes, e a resposta dele cabe em tr\u00eas palavras: &#8220;No SENHOR confio&#8221;. O que vem depois n\u00e3o \u00e9 bravata: \u00e9 a raz\u00e3o de ficar. Mas a firmeza de Davi n\u00e3o nasce de &#8230; <a title=\"Salmo 11: Explica\u00e7\u00e3o, Contexto e o que Ele Ensina\" class=\"read-more\" href=\"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/salmo-11-explicacao\/\" aria-label=\"Read more about Salmo 11: Explica\u00e7\u00e3o, Contexto e o que Ele Ensina\">Ler mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":14918,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"footnotes":""},"categories":[138],"tags":[],"class_list":["post-14921","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-devocionais"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14921","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14921"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14921\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14930,"href":"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14921\/revisions\/14930"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/14918"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14921"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14921"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14921"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}