{"id":14897,"date":"2026-09-06T14:00:00","date_gmt":"2026-09-06T17:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/?p=14897"},"modified":"2026-08-27T21:29:21","modified_gmt":"2026-08-28T00:29:21","slug":"igreja-de-esmirna","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/igreja-de-esmirna\/","title":{"rendered":"Igreja de Esmirna: Estudo de Apocalipse 2:8-11"},"content":{"rendered":"<p><strong>A igreja de Esmirna \u00e9 a mais pobre das sete de Apocalipse, e \u00e9 a ela que Cristo diz, no meio da mesma frase, que ela \u00e9 rica.<\/strong> A palavra sobre a pobreza e a palavra sobre a riqueza est\u00e3o no mesmo vers\u00edculo, separadas por um par\u00eantese.<\/p>\n<p>Esmirna \u00e9 tamb\u00e9m uma das duas igrejas, entre as sete, que n\u00e3o ouve nenhuma acusa\u00e7\u00e3o. A outra \u00e9 a <a href=\"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/igreja-de-filadelfia\/\">igreja de Filad\u00e9lfia<\/a>. E as duas s\u00e3o justamente as que aparecem sob press\u00e3o vinda de fora, n\u00e3o sob problema nascido dentro.<\/p>\n<p>Este estudo percorre a carta inteira: a cidade onde ela foi lida, o que o nome Esmirna significa, quem \u00e9 o Cristo que se apresenta ali, o que estava por tr\u00e1s daquela pobreza, o que eram os dez dias de tribula\u00e7\u00e3o e o que a coroa da vida prometia a uma cidade que sediava jogos.<\/p>\n<nav id=\"sumario-artigo\" style=\"border: 1px solid #eee; padding: 15px 20px; margin-bottom: 25px; background-color: #f9f9f9;\">\n<h2 style=\"margin-top: 0; margin-bottom: 15px; font-size: 1.3em;\">Neste Artigo:<\/h2>\n<ul>\n<li><a href=\"#cidade\">1. A cidade de Esmirna: o porto que foi aliado de Roma antes de Roma mandar<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#significado\">2. O significado de Esmirna: a cidade que se chama mirra<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#texto\">3. Apocalipse 2:8-11: o texto da carta<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#quem-fala\">4. Quem fala: o primeiro e o \u00faltimo, que foi morto e reviveu<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#pobreza\">5. Conhe\u00e7o a tua tribula\u00e7\u00e3o e a tua pobreza: o que custava ser crist\u00e3o ali<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#sinagoga\">6. A blasf\u00eamia dos que se dizem judeus<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#dez-dias\">7. Nada temas: a pris\u00e3o, o diabo e os dez dias<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#coroa\">8. S\u00ea fiel at\u00e9 \u00e0 morte: a coroa da vida<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#segunda-morte\">9. A segunda morte e a promessa ao vencedor<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#entre-as-sete\">10. Esmirna entre as sete cartas<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#licoes\">11. O que esta carta pede de quem a l\u00ea hoje<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#esboco\">12. Esbo\u00e7o de prega\u00e7\u00e3o sobre a igreja de Esmirna<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#faq\">13. Perguntas Frequentes sobre a igreja de Esmirna<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/nav>\n<h2 id=\"cidade\">1. A cidade de Esmirna: o porto que foi aliado de Roma antes de Roma mandar<\/h2>\n<p>Esmirna \u00e9 a segunda das sete cidades listadas em Apocalipse 1:11, na ordem em que o portador da carta percorreria a prov\u00edncia da \u00c1sia: &#8220;a \u00c9feso, e a Esmirna, e a P\u00e9rgamo, e a Tiatira, e a Sardes, e a Filad\u00e9lfia, e a Laodic\u00e9ia&#8221; (Ap 1:11 ACF). Saindo de \u00c9feso, quem levasse a carta subiria pela costa at\u00e9 Esmirna antes de virar para o interior.<\/p>\n<p>A cidade sobreviveu a tudo o que veio depois e hoje se chama Izmir.<sup>2<\/sup> Era um porto de peso na regi\u00e3o, e o com\u00e9rcio lhe dava uma prosperidade que a igreja de l\u00e1 jamais viu de perto.<\/p>\n<h3>Aliada de Roma por escolha, n\u00e3o por conquista<\/h3>\n<p>O detalhe que mais pesa para entender a carta \u00e9 pol\u00edtico. Esmirna havia erguido o primeiro templo \u00e0 deusa Roma em todo o Oriente, no ano 195 a.C., muito antes de a regi\u00e3o ser prov\u00edncia romana. E em 26 d.C., quando a \u00c1sia ganhou seu segundo templo provincial do culto ao imperador, a cidade encarregada de guard\u00e1-lo, por decis\u00e3o de Tib\u00e9rio, foi Esmirna.<sup>3<\/sup><\/p>\n<p>Ou seja: a lealdade a Roma era ali motivo de orgulho c\u00edvico, disputado com outras cidades e conquistado em concorr\u00eancia p\u00fablica. Uma comunidade que se recusasse a participar disso n\u00e3o estava apenas discordando de uma religi\u00e3o; estava recusando aquilo de que a cidade mais se gabava.<\/p>\n<h3>O culto ao imperador e o pre\u00e7o da recusa<\/h3>\n<p>O culto imperial era uma institui\u00e7\u00e3o ao mesmo tempo pol\u00edtica e religiosa, difundida por todo o imp\u00e9rio nos tr\u00eas primeiros s\u00e9culos e especialmente forte na \u00c1sia Menor.<sup>3<\/sup> Reconhecer o imperador como senhor era um gesto p\u00fablico, verific\u00e1vel, e barato para quem o fazia.<\/p>\n<p>Quem n\u00e3o o fazia perdia lugar nas associa\u00e7\u00f5es profissionais e, com elas, o meio de ganhar a vida.<sup>2<\/sup> Guarde isto para a se\u00e7\u00e3o sobre a pobreza: o problema econ\u00f4mico da igreja de Esmirna nasce da confiss\u00e3o dela, e n\u00e3o do acaso.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1672\" height=\"941\" src=\"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/igreja-de-esmirna-agora-porto.jpg\" alt=\"P\u00f3rticos e colunatas da \u00e1gora romana de Esmirna com lamparinas de barro em primeiro plano\" class=\"wp-image-14895\" srcset=\"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/igreja-de-esmirna-agora-porto.jpg 1672w, https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/igreja-de-esmirna-agora-porto-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/igreja-de-esmirna-agora-porto-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/igreja-de-esmirna-agora-porto-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/igreja-de-esmirna-agora-porto-1536x864.jpg 1536w\" sizes=\"(max-width: 1672px) 100vw, 1672px\" \/><figcaption>P\u00f3rticos e colunas da \u00e1gora c\u00edvica de Esmirna, onde a lealdade a Roma e ao culto imperial contrastava com a fidelidade da igreja perseguida.<\/figcaption><\/figure>\n<h2 id=\"significado\">2. O significado de Esmirna: a cidade que se chama mirra<\/h2>\n<p>O nome da cidade, em grego, \u00e9 <em>Smyrna<\/em>, e ele coincide com o substantivo comum que designa a mirra, a resina arom\u00e1tica usada como perfume e no preparo dos corpos para o sepultamento. O sentido que se costuma dar ao nome \u00e9 amargo, ligado justamente a essa resina.<sup>2<\/sup><\/p>\n<p>Vale notar que os l\u00e9xicos registram os dois termos como entradas distintas: o top\u00f4nimo e o nome da resina. O top\u00f4nimo aparece duas vezes no Novo Testamento, ambas em Apocalipse, em 1:11 e 2:8.<\/p>\n<h3>Onde o Novo Testamento fala de mirra<\/h3>\n<p>O substantivo comum tamb\u00e9m aparece duas vezes, e os dois lugares s\u00e3o not\u00e1veis. O primeiro \u00e9 Mateus 2:11, quando os magos abrem seus tesouros diante do menino: &#8220;ouro, incenso e mirra&#8221; (Mt 2:11 ACF). O segundo \u00e9 Jo\u00e3o 19:39, quando Nicodemos leva ao sepulcro &#8220;um composto de mirra e alo\u00e9s&#8221; (Jo 19:39 ACF).<\/p>\n<p>Nascimento e sepultamento. A mesma subst\u00e2ncia nas duas pontas da vida de Jesus. E a carta endere\u00e7ada \u00e0 cidade que leva esse nome \u00e9 aberta por aquele &#8220;que foi morto, e reviveu&#8221; (Ap 2:8 ACF).<\/p>\n<p>N\u00e3o conv\u00e9m for\u00e7ar a coincid\u00eancia mais do que ela d\u00e1. O texto n\u00e3o diz que Cristo escolheu o t\u00edtulo por causa do nome da cidade. Mas o leitor de Esmirna ouvia o pr\u00f3prio nome da sua cidade toda vez que algu\u00e9m falava do perfume de um sepultamento \u2014 e a carta que chegou at\u00e9 ele falava exatamente de morte e de vida depois dela.<\/p>\n<h2 id=\"texto\">3. Apocalipse 2:8-11: o texto da carta<\/h2>\n<p>A carta inteira tem quatro vers\u00edculos. \u00c9 a mais curta das sete: nenhuma outra tem menos de seis vers\u00edculos. E \u00e9 uma das duas, junto com a de Filad\u00e9lfia, em que Cristo nada tem a repreender.<\/p>\n<blockquote>\n<p>E ao anjo da igreja em Esmirna, escreve: Isto diz o primeiro e o \u00faltimo, que foi morto, e reviveu:<\/p>\n<p>Conhe\u00e7o as tuas obras, e tribula\u00e7\u00e3o, e pobreza (mas tu \u00e9s rico), e a blasf\u00eamia dos que se dizem judeus, e n\u00e3o o s\u00e3o, mas s\u00e3o a sinagoga de Satan\u00e1s.<\/p>\n<p>Nada temas das coisas que h\u00e1s de padecer. Eis que o diabo lan\u00e7ar\u00e1 alguns de v\u00f3s na pris\u00e3o, para que sejais tentados; e tereis uma tribula\u00e7\u00e3o de dez dias. S\u00ea fiel at\u00e9 \u00e0 morte, e dar-te-ei a coroa da vida.<\/p>\n<p>Quem tem ouvidos, ou\u00e7a o que o Esp\u00edrito diz \u00e0s igrejas: O que vencer n\u00e3o receber\u00e1 o dano da segunda morte.<\/p>\n<p>(Ap 2:8-11 ACF)<\/p>\n<\/blockquote>\n<h2 id=\"quem-fala\">4. Quem fala: o primeiro e o \u00faltimo, que foi morto e reviveu<\/h2>\n<p>Cada uma das sete cartas come\u00e7a com um t\u00edtulo de Cristo tirado da vis\u00e3o do cap\u00edtulo 1, e o t\u00edtulo escolhido conversa com a situa\u00e7\u00e3o da igreja que vai ouvi-lo.<sup>1<\/sup> Em Esmirna, o t\u00edtulo \u00e9 o da morte vencida.<\/p>\n<h3>De onde vem o t\u00edtulo<\/h3>\n<p>As duas metades v\u00eam de Apocalipse 1. &#8220;Eu sou o primeiro e o \u00faltimo&#8221; est\u00e1 em Ap 1:17 ACF, dito a Jo\u00e3o quando ele cai como morto diante da vis\u00e3o \u2014 e dito logo depois de &#8220;N\u00e3o temas&#8221;. Em seguida vem a outra metade: &#8220;E o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre&#8221; (Ap 1:18 ACF).<\/p>\n<p>Repare que o &#8220;n\u00e3o temas&#8221; de Ap 1:17 reaparece em Ap 2:10, endere\u00e7ado agora a uma igreja inteira. A ordem \u00e9 a mesma nos dois lugares: primeiro se apresenta quem morreu e vive, depois se manda n\u00e3o temer.<\/p>\n<h3>Por que este t\u00edtulo para esta igreja<\/h3>\n<p>A uma igreja amea\u00e7ada de pris\u00e3o e de morte, Cristo n\u00e3o se apresenta como o que resolve pend\u00eancias nem como o que d\u00e1 seguran\u00e7a de circunst\u00e2ncia. Ele se apresenta como algu\u00e9m que j\u00e1 esteve do outro lado daquilo que eles temem.<\/p>\n<p>\u00c9 a mesma l\u00f3gica que aparece adiante em P\u00e9rgamo, onde o t\u00edtulo \u00e9 o da espada de dois gumes e a cidade era sede do proc\u00f4nsul: o Cristo que fala \u00e9 sempre o que responde ao medo espec\u00edfico daquela gente. Aqui, o medo era morrer. E quem fala j\u00e1 morreu.<\/p>\n<h2 id=\"pobreza\">5. Conhe\u00e7o a tua tribula\u00e7\u00e3o e a tua pobreza: o que custava ser crist\u00e3o ali<\/h2>\n<p>O elogio come\u00e7a por um verbo: &#8220;Conhe\u00e7o as tuas obras, e tribula\u00e7\u00e3o, e pobreza&#8221; (Ap 2:9 ACF). Antes de qualquer promessa, a carta afirma conhecimento. Aquela congrega\u00e7\u00e3o pequena e sem peso na cidade estava sendo vista em detalhe por quem andava entre os candeeiros.<\/p>\n<h3>A palavra que a carta usa para pobreza<\/h3>\n<p>O termo grego \u00e9 <em>pt\u014dcheia<\/em>, e ele aparece tr\u00eas vezes no Novo Testamento: em 2 Cor\u00edntios 8:2, em 2 Cor\u00edntios 8:9 e aqui. Os l\u00e9xicos o glosam por indig\u00eancia, a condi\u00e7\u00e3o de quem depende de esmola. Wiersbe descreve o sentido como &#8220;pobreza abjeta, que n\u00e3o possui absolutamente coisa alguma&#8221;.<sup>2<\/sup><\/p>\n<p>Trata-se da condi\u00e7\u00e3o de quem foi deixado sem nada \u2014 e, no caso de Esmirna, deixado assim por consequ\u00eancia direta da recusa em dizer que C\u00e9sar \u00e9 senhor.<\/p>\n<h3>O par\u00eantese que muda a contabilidade<\/h3>\n<p>Ent\u00e3o vem o par\u00eantese, e ele diz que aquela igreja \u00e9 rica. Vale medir o peso da frase: trata-se de uma segunda avalia\u00e7\u00e3o da mesma congrega\u00e7\u00e3o, feita com outro crit\u00e9rio, e \u00e9 a avalia\u00e7\u00e3o de quem tem autoridade para dizer qual das duas vale.<\/p>\n<p>Paulo escreve a mesma coisa em duas frases que vale ler ao lado desta: &#8220;como pobres, mas enriquecendo a muitos&#8221; (2Co 6:10 ACF) e &#8220;sendo rico, por amor de v\u00f3s se fez pobre; para que pela sua pobreza enriquec\u00easseis&#8221; (2Co 8:9 ACF). A riqueza de Esmirna \u00e9 derivada: ela vem de algu\u00e9m que ficou pobre primeiro.<\/p>\n<h3>O espelho invertido: Laodiceia<\/h3>\n<p>H\u00e1 uma igreja, nas mesmas sete cartas, que recebe o julgamento exatamente contr\u00e1rio. Laodiceia diz de si mesma: &#8220;Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta&#8221; \u2014 e ouve de volta &#8220;e n\u00e3o sabes que \u00e9s um desgra\u00e7ado, e miser\u00e1vel, e pobre, e cego, e nu&#8221; (Ap 3:17 ACF).<\/p>\n<p>As duas igrejas est\u00e3o erradas sobre a pr\u00f3pria situa\u00e7\u00e3o financeira diante de Deus, e erradas em dire\u00e7\u00f5es opostas. Esmirna se sabe pobre e \u00e9 rica. Laodiceia se diz rica e est\u00e1 sem nada.<\/p>\n<h3>Como as vers\u00f5es traduzem Apocalipse 2:9<\/h3>\n<table>\n<tr>\n<th>Vers\u00e3o<\/th>\n<th>Trecho<\/th>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>ACF<\/td>\n<td>Conhe\u00e7o as tuas obras, e tribula\u00e7\u00e3o, e pobreza (mas tu \u00e9s rico)<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>ARA<\/td>\n<td>Conhe\u00e7o a tua tribula\u00e7\u00e3o, a tua pobreza (mas tu \u00e9s rico)<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>ARC<\/td>\n<td>Eu sei as tuas obras, e tribula\u00e7\u00e3o, e pobreza (mas tu \u00e9s rico)<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>BKJ<\/td>\n<td>Eu conhe\u00e7o as tuas obras, e a tribula\u00e7\u00e3o, e a pobreza (mas tu \u00e9s rico)<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>NAA<\/td>\n<td>Conhe\u00e7o a tribula\u00e7\u00e3o pela qual voc\u00ea est\u00e1 passando, a sua pobreza \u2014 embora voc\u00ea seja rico<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>NVI<\/td>\n<td>Conhe\u00e7o as suas afli\u00e7\u00f5es e a sua pobreza; mas voc\u00ea \u00e9 rico!<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>NVT<\/td>\n<td>Conhe\u00e7o suas afli\u00e7\u00f5es e sua pobreza, mas voc\u00ea \u00e9 rico<\/td>\n<\/tr>\n<\/table>\n<p>A diferen\u00e7a vis\u00edvel est\u00e1 em duas coisas. A ACF, a ARC e a BKJ trazem &#8220;as tuas obras&#8221; no come\u00e7o, que a ARA, a NAA, a NVI e a NVT n\u00e3o trazem \u2014 diverg\u00eancia de base textual, n\u00e3o de interpreta\u00e7\u00e3o. E o par\u00eantese, mantido por quatro vers\u00f5es, vira travess\u00e3o na NAA e ponto de exclama\u00e7\u00e3o na NVI.<\/p>\n<h2 id=\"sinagoga\">6. A blasf\u00eamia dos que se dizem judeus<\/h2>\n<p>A terceira coisa que a carta diz conhecer \u00e9 &#8220;a blasf\u00eamia dos que se dizem judeus, e n\u00e3o o s\u00e3o, mas s\u00e3o a sinagoga de Satan\u00e1s&#8221; (Ap 2:9 ACF). \u00c9 a frase que mais exige cuidado de quem l\u00ea a carta hoje.<\/p>\n<h3>O que estava acontecendo em Esmirna<\/h3>\n<p>Havia na cidade uma comunidade judaica grande e estabelecida, cuja religi\u00e3o era reconhecida por Roma e por isso dispensada do culto ao imperador. Essa comunidade n\u00e3o fazia causa comum com os crist\u00e3os, e a igreja acabava difamada dos dois lados, entre judeus e gentios.<sup>2<\/sup><\/p>\n<p>A palavra traduzida por blasf\u00eamia cobre tamb\u00e9m a cal\u00fania dirigida a pessoas. Ou seja, a carta descreve mais do que ofensa a Deus: descreve acusa\u00e7\u00e3o p\u00fablica contra um grupo que, denunciado como desleal ao imp\u00e9rio, ficava exposto \u00e0 pris\u00e3o.<\/p>\n<h3>O crit\u00e9rio que Paulo j\u00e1 havia estabelecido<\/h3>\n<p>A frase da carta n\u00e3o inventa um crit\u00e9rio novo. Paulo j\u00e1 escrevera: &#8220;n\u00e3o \u00e9 judeu o que o \u00e9 exteriormente&#8221; e &#8220;\u00e9 judeu o que o \u00e9 no interior, e circuncis\u00e3o a que \u00e9 do cora\u00e7\u00e3o, no esp\u00edrito, n\u00e3o na letra&#8221; (Rm 2:28-29 ACF). A defini\u00e7\u00e3o est\u00e1 no cora\u00e7\u00e3o, e quem a verifica \u00e9 Deus.<\/p>\n<p>Vale reparar em quem Paulo estava incluindo nessa avalia\u00e7\u00e3o: ele mesmo e os de sua na\u00e7\u00e3o. \u00c9 um crit\u00e9rio aplicado de dentro, por um judeu, e n\u00e3o uma arma entregue a gentios para usar contra judeus.<\/p>\n<h3>A express\u00e3o na B\u00edblia inteira<\/h3>\n<p>Na ACF, &#8220;sinagoga de Satan\u00e1s&#8221; ocorre duas vezes, ambas nestas cartas: Ap 2:9 e Ap 3:9. E o segundo lugar \u00e9 decisivo para entender o primeiro, porque ali a promessa \u00e9 que aqueles mesmos venham e se prostrem, e saibam que Cristo ama a igreja perseguida (Ap 3:9 ACF).<\/p>\n<p>O desfecho previsto para os advers\u00e1rios, portanto, \u00e9 reconhecimento. Quem l\u00ea a frase dura de Ap 2:9 sem ler o que Cristo se compromete a fazer em Ap 3:9 fica com metade do quadro.<\/p>\n<h3>Uma advert\u00eancia necess\u00e1ria<\/h3>\n<p>A frase est\u00e1 na boca daquele que, nestas mesmas cartas, se apresenta como &#8220;aquele que sonda os rins e os cora\u00e7\u00f5es&#8221; (Ap 2:23 ACF), e \u00e9 ele quem a diz sobre um grupo determinado, numa cidade determinada, que estava entregando crist\u00e3os \u00e0 pris\u00e3o. Ela descreve uma fun\u00e7\u00e3o \u2014 quem faz o trabalho do acusador \u2014 e n\u00e3o uma etnia.<\/p>\n<p>Usar esse vers\u00edculo como r\u00f3tulo contra o povo judeu \u00e9 fazer com ele o oposto do que o pr\u00f3prio Novo Testamento faz. Quem escreve o Apocalipse \u00e9 judeu, e quem escreveu Romanos 2 se diz disposto a ser an\u00e1tema pelos seus irm\u00e3os segundo a carne.<\/p>\n<h2 id=\"dez-dias\">7. Nada temas: a pris\u00e3o, o diabo e os dez dias<\/h2>\n<p>Depois do elogio vem o \u00fanico mandamento da carta. \u00c0s cinco igrejas repreendidas, Cristo manda arrepender-se; a Esmirna, ele manda outra coisa: &#8220;Nada temas das coisas que h\u00e1s de padecer&#8221; (Ap 2:10 ACF). Repare no que a igreja ouve: que o sofrimento vem, e que deve ser encarado sem medo.<\/p>\n<h3>Quem lan\u00e7a na pris\u00e3o<\/h3>\n<p>&#8220;Eis que o diabo lan\u00e7ar\u00e1 alguns de v\u00f3s na pris\u00e3o&#8221; (Ap 2:10 ACF). Quem executaria a pris\u00e3o seriam autoridades romanas, movidas por den\u00fancias locais. A carta olha por tr\u00e1s disso e nomeia o agente real.<\/p>\n<p>O efeito dessa nomea\u00e7\u00e3o \u00e9 dobrado. De um lado, a igreja para de enxergar vizinhos e magistrados como o inimigo de fato. De outro, o inimigo de fato \u00e9 justamente aquele que Cristo j\u00e1 venceu na cruz e na ressurrei\u00e7\u00e3o \u2014 e \u00e9 essa vit\u00f3ria que o t\u00edtulo do vers\u00edculo 8 acaba de anunciar.<\/p>\n<h3>Para que sejais tentados<\/h3>\n<p>O verbo indica prova, teste. A pris\u00e3o tinha um prop\u00f3sito da parte do diabo, que \u00e9 fazer cair, e um prop\u00f3sito permitido por Deus, que \u00e9 provar. O mesmo evento tem dois sentidos, e a carta atribui a Cristo o conhecimento antecipado dele.<\/p>\n<p>Pedro escreve na mesma dire\u00e7\u00e3o aos crist\u00e3os da mesma regi\u00e3o: &#8220;n\u00e3o estranheis a ardente prova que vem sobre v\u00f3s para vos tentar, como se coisa estranha vos acontecesse&#8221; (1Pe 4:12 ACF). Sofrer por Cristo era, no cristianismo da \u00c1sia Menor, o esperado.<\/p>\n<h3>O que significam os dez dias<\/h3>\n<p>A express\u00e3o pertence ao vocabul\u00e1rio do tempo curto. Na Escritura, &#8220;dez dias&#8221; funciona como medida de um tempo curto e delimitado: em G\u00eanesis 24:55 a fam\u00edlia de Rebeca pede que ela fique &#8220;alguns dias, ou pelo menos dez dias&#8221; (Gn 24:55 ACF), e em Daniel 1:12 o pedido \u00e9 &#8220;Experimenta, pe\u00e7o-te, os teus servos dez dias&#8221; (Dn 1:12 ACF). Wiersbe l\u00ea o vers\u00edculo assim, como pouco tempo.<sup>2<\/sup><\/p>\n<p>Portanto, o que a carta garante \u00e9 um limite. O sofrimento tem prazo, e o prazo \u00e9 estabelecido por quem escreve a carta.<\/p>\n<h3>Como as vers\u00f5es traduzem Apocalipse 2:10<\/h3>\n<table>\n<tr>\n<th>Vers\u00e3o<\/th>\n<th>Trecho final do vers\u00edculo<\/th>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>ACF<\/td>\n<td>e tereis uma tribula\u00e7\u00e3o de dez dias. S\u00ea fiel at\u00e9 \u00e0 morte, e dar-te-ei a coroa da vida<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>ARA<\/td>\n<td>e tereis tribula\u00e7\u00e3o de dez dias. S\u00ea fiel at\u00e9 \u00e0 morte, e dar-te-ei a coroa da vida<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>ARC<\/td>\n<td>e tereis uma tribula\u00e7\u00e3o de dez dias. S\u00ea fiel at\u00e9 \u00e0 morte, e dar-te-ei a coroa da vida<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>BKJ<\/td>\n<td>e tereis tribula\u00e7\u00e3o por dez dias. S\u00ea fiel at\u00e9 a morte, e eu te darei a coroa da vida<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>NAA<\/td>\n<td>e passem por uma tribula\u00e7\u00e3o de dez dias. Seja fiel at\u00e9 a morte, e eu lhe darei a coroa da vida<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>NVI<\/td>\n<td>e voc\u00eas sofrer\u00e3o persegui\u00e7\u00e3o durante dez dias. Seja fiel at\u00e9 a morte, e eu lhe darei a coroa da vida<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>NVT<\/td>\n<td>e ter\u00e3o afli\u00e7\u00f5es por dez dias. Mas, se voc\u00ea permanecer fiel mesmo diante da morte, eu lhe darei a coroa da vida<\/td>\n<\/tr>\n<\/table>\n<p>As sete vers\u00f5es mant\u00eam os dez dias, e nenhuma delas transforma a express\u00e3o em outra medida de tempo. A NVT \u00e9 a que mais explicita o sentido de &#8220;at\u00e9 \u00e0 morte&#8221;, parafraseando por permanecer fiel mesmo diante dela.<\/p>\n<h2 id=\"coroa\">8. S\u00ea fiel at\u00e9 \u00e0 morte: a coroa da vida<\/h2>\n<p>O mandamento e a promessa v\u00eam juntos: &#8220;S\u00ea fiel at\u00e9 \u00e0 morte, e dar-te-ei a coroa da vida&#8221; (Ap 2:10 ACF). S\u00e3o duas coisas que precisam ser lidas separadas antes de serem lidas juntas.<\/p>\n<h3>Fiel at\u00e9 \u00e0 morte<\/h3>\n<p>A express\u00e3o comporta dois sentidos ao mesmo tempo: fiel at\u00e9 o ponto de morrer, e fiel at\u00e9 o fim da vida. Para parte daquela igreja, os dois coincidiriam. E o que se pede \u00e9 a continuidade de algo que j\u00e1 estava sendo feito.<\/p>\n<p>Repare que a carta n\u00e3o manda vencer, nem crescer, nem reverter a situa\u00e7\u00e3o. Manda n\u00e3o largar. \u00c9 a \u00fanica exig\u00eancia feita a Esmirna, e ela \u00e9 a exig\u00eancia mais barata de enunciar e a mais cara de cumprir.<\/p>\n<h3>Que coroa \u00e9 essa<\/h3>\n<p>O grego usa <em>stephanos<\/em>, a coroa de louros dada ao vencedor nos jogos, e n\u00e3o <em>diad\u0113ma<\/em>, a faixa da realeza. \u00c9 pr\u00eamio de competi\u00e7\u00e3o, n\u00e3o ins\u00edgnia de nascimento \u2014 e Esmirna era cidade de jogos, o que dava \u00e0 imagem um peso local imediato.<sup>2<\/sup><\/p>\n<p>Na ACF, a express\u00e3o &#8220;coroa da vida&#8221; ocorre em dois lugares. Um \u00e9 aqui. O outro \u00e9 Tiago 1:12: &#8220;Bem-aventurado o homem que sofre a tenta\u00e7\u00e3o; porque, quando for provado, receber\u00e1 a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam&#8221; (Tg 1:12 ACF).<\/p>\n<p>Os dois textos ligam a coroa \u00e0 mesma coisa: prova suportada. E Tiago acrescenta o destinat\u00e1rio \u2014 os que amam a Deus. Ou seja, a coroa \u00e9 o que se promete a quem, amando, permaneceu sob press\u00e3o.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1672\" height=\"941\" src=\"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/igreja-de-esmirna-coroa-vida.jpg\" alt=\"Coroa de louros e oliveira sobre altar de pedra com raios da alvorada\" class=\"wp-image-14896\" srcset=\"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/igreja-de-esmirna-coroa-vida.jpg 1672w, https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/igreja-de-esmirna-coroa-vida-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/igreja-de-esmirna-coroa-vida-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/igreja-de-esmirna-coroa-vida-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/igreja-de-esmirna-coroa-vida-1536x864.jpg 1536w\" sizes=\"(max-width: 1672px) 100vw, 1672px\" \/><figcaption>A coroa da vida prometida ao vencedor (Ap 2:10) simboliza a vit\u00f3ria eterna e a ressurrei\u00e7\u00e3o assegurada por Cristo \u00e0 igreja fiel at\u00e9 \u00e0 morte.<\/figcaption><\/figure>\n<h3>A palavra que a igreja primitiva ainda n\u00e3o tinha<\/h3>\n<p>Vale registrar um dado de vocabul\u00e1rio. O termo grego por tr\u00e1s de nosso &#8220;m\u00e1rtir&#8221; significava testemunha, e s\u00f3 no fim do s\u00e9culo II ou em meados do s\u00e9culo III passou a designar tecnicamente quem morre pela f\u00e9.<sup>4<\/sup> Quando esta carta foi lida em Esmirna, portanto, o que se pedia era testemunho \u2014 e a morte era um desfecho poss\u00edvel dele, n\u00e3o o seu nome.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, foi nessa mesma cidade que Policarpo, seu bispo, morreu em 156, depois de negar-se a queimar incenso diante do imperador.<sup>3<\/sup> D\u00e9cadas depois desta carta, exatamente o gesto que ela previu.<\/p>\n<h2 id=\"segunda-morte\">9. A segunda morte e a promessa ao vencedor<\/h2>\n<p>O fecho \u00e9 o de todas as sete cartas, com a promessa pr\u00f3pria de cada uma: &#8220;O que vencer n\u00e3o receber\u00e1 o dano da segunda morte&#8221; (Ap 2:11 ACF).<\/p>\n<h3>O que Apocalipse chama de segunda morte<\/h3>\n<p>A express\u00e3o ocorre quatro vezes na ACF, todas em Apocalipse, e tr\u00eas delas explicam a primeira. Em Ap 20:6 se diz que sobre os que t\u00eam parte na primeira ressurrei\u00e7\u00e3o a segunda morte n\u00e3o tem poder. Em Ap 20:14 o livro a define, depois de a morte e o inferno serem lan\u00e7ados no lago de fogo: &#8220;Esta \u00e9 a segunda morte&#8221; (Ap 20:14 ACF). E Ap 21:8 repete a defini\u00e7\u00e3o ao listar quem tem parte nela.<\/p>\n<p>Portanto, a promessa feita a Esmirna diz respeito ao alcance da morte, e n\u00e3o \u00e0 sua ocorr\u00eancia. Alguns morreriam, e a carta acaba de dizer isso. A garantia \u00e9 que a morte que eles sofressem seria a \u00fanica que sofreriam.<\/p>\n<h3>A promessa dita em negativo<\/h3>\n<p>Das sete promessas ao vencedor, esta \u00e9 a \u00fanica formulada como aus\u00eancia de dano. Em \u00c9feso, promete-se comer da \u00e1rvore da vida (Ap 2:7 ACF); em P\u00e9rgamo, o man\u00e1 e a pedra branca; a Esmirna se promete que algo n\u00e3o acontecer\u00e1.<\/p>\n<p>Afinal, para uma igreja diante do carrasco, a boa not\u00edcia formulada em positivo soaria distante; formulada assim, ela toca no ponto exato do medo. Jesus dissera a mesma coisa aos disc\u00edpulos: &#8220;n\u00e3o temais os que matam o corpo e n\u00e3o podem matar a alma&#8221; (Mt 10:28 ACF).<\/p>\n<h3>Quem \u00e9 o vencedor<\/h3>\n<p>Nas sete cartas, vencer descreve o crist\u00e3o verdadeiro, cuja f\u00e9 \u00e9 a vit\u00f3ria, e n\u00e3o uma elite espiritual dentro da congrega\u00e7\u00e3o.<sup>1<\/sup> Em Esmirna isso fica vis\u00edvel, porque l\u00e1 o vencedor \u00e9, por defini\u00e7\u00e3o, o que n\u00e3o venceu nada aos olhos da cidade \u2014 perdeu o emprego, perdeu a reputa\u00e7\u00e3o e alguns perderiam a vida.<\/p>\n<h2 id=\"entre-as-sete\">10. Esmirna entre as sete cartas<\/h2>\n<p>As sete igrejas existiram de fato, em cidades reais da \u00c1sia Menor, e as palavras dirigidas a cada uma delas seguem valendo em qualquer tempo.<sup>5<\/sup> Colocar Esmirna ao lado das outras seis ajuda a ver o que \u00e9 pr\u00f3prio dela.<\/p>\n<table>\n<tr>\n<th>Igreja<\/th>\n<th>Recebe elogio<\/th>\n<th>Recebe repreens\u00e3o<\/th>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\u00c9feso (2:1-7)<\/td>\n<td>sim<\/td>\n<td>sim \u2014 deixou o primeiro amor<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Esmirna (2:8-11)<\/td>\n<td>sim<\/td>\n<td><strong>nenhuma<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>P\u00e9rgamo (2:12-17)<\/td>\n<td>sim<\/td>\n<td>sim \u2014 tolera doutrina falsa<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><a href=\"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/igreja-de-tiatira\/\">Tiatira<\/a> (2:18-29)<\/td>\n<td>sim<\/td>\n<td>sim \u2014 tolera a falsa profetisa<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Sardes (3:1-6)<\/td>\n<td>parcial<\/td>\n<td>sim \u2014 tem nome de viva e est\u00e1 morta<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Filad\u00e9lfia (3:7-13)<\/td>\n<td>sim<\/td>\n<td><strong>nenhuma<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Laodiceia (3:14-22)<\/td>\n<td>nenhum<\/td>\n<td>sim \u2014 morna e cega quanto a si<\/td>\n<\/tr>\n<\/table>\n<p>Duas observa\u00e7\u00f5es saem da tabela. A primeira: as duas igrejas sem repreens\u00e3o s\u00e3o as duas descritas sob ataque de fora, e as cinco repreendidas t\u00eam problemas nascidos dentro da pr\u00f3pria congrega\u00e7\u00e3o. A segunda: Esmirna e Laodiceia ocupam extremos opostos, e o crit\u00e9rio que as separa \u00e9 o mesmo \u2014 o que cada uma pensa possuir.<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda o contraste com P\u00e9rgamo, a cidade vizinha na sequ\u00eancia. L\u00e1 tamb\u00e9m houve persegui\u00e7\u00e3o e houve um morto, Antipas, chamado de fiel testemunha (Ap 2:13 ACF). A diferen\u00e7a \u00e9 que parte da igreja de P\u00e9rgamo encontrou um arranjo para n\u00e3o sofrer, e Esmirna n\u00e3o encontrou nenhum.<\/p>\n<h2 id=\"licoes\">11. O que esta carta pede de quem a l\u00ea hoje<\/h2>\n<p>A carta foi escrita a uma congrega\u00e7\u00e3o empobrecida por causa da f\u00e9, sob den\u00fancia p\u00fablica, numa cidade cujo orgulho era a lealdade ao imperador. \u00c9 de dentro dessa situa\u00e7\u00e3o que ela fala \u2014 e \u00e9 por a\u00ed que ela alcan\u00e7a quem a l\u00ea agora.<\/p>\n<h3>A pobreza de Esmirna era conta a pagar, n\u00e3o infort\u00fanio<\/h3>\n<p>O texto n\u00e3o descreve uma igreja que empobreceu por m\u00e1 gest\u00e3o ou por azar. Ela empobreceu porque n\u00e3o disse uma frase de quatro palavras que teria devolvido a seus membros o lugar nas associa\u00e7\u00f5es e a clientela.<\/p>\n<p>Quando a obedi\u00eancia custa dinheiro, este texto n\u00e3o promete recupera\u00e7\u00e3o do preju\u00edzo. Ele faz outra coisa: reclassifica a perda. Cristo n\u00e3o manda a igreja de Esmirna suportar a pobreza esperando revers\u00e3o \u2014 ele informa a ela que a contabilidade do c\u00e9u j\u00e1 foi fechada em outro sentido, e que ela \u00e9 rica no exato momento em que n\u00e3o tem nada.<\/p>\n<h3>O consolo oferecido \u00e9 limite, n\u00e3o retirada<\/h3>\n<p>Vale reparar no que a carta promete: prazo, presen\u00e7a e desfecho. Livramento da prova\u00e7\u00e3o fica de fora da lista. O que muda de m\u00e3os \u00e9 o controle do tempo, atribu\u00eddo aqui a Cristo, e n\u00e3o ao diabo que prende nem a Roma que julga.<\/p>\n<p>Quem ora hoje pedindo que a prova\u00e7\u00e3o seja retirada est\u00e1 pedindo o que Esmirna n\u00e3o recebeu. O que ela recebeu foi um teto \u2014 dez dias \u2014 e a garantia de que a pior coisa que poderiam fazer com ela j\u00e1 tinha acontecido antes com quem lhe escrevia.<\/p>\n<h3>A ordem de conhecer vem antes da ordem de ouvir<\/h3>\n<p>Antes de mandar n\u00e3o temer, a carta diz &#8220;conhe\u00e7o&#8221;. Afinal, uma igreja pequena, sem influ\u00eancia e caluniada tende a supor que o esquecimento \u00e9 parte da puni\u00e7\u00e3o \u2014 e a primeira palavra da carta desfaz exatamente essa suposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3>A frase mais dura \u00e9 dita por quem podia diz\u00ea-la<\/h3>\n<p>Sobre a acusa\u00e7\u00e3o de Ap 2:9, a aplica\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica talvez seja de conten\u00e7\u00e3o. Quem pronuncia a senten\u00e7a no texto \u00e9 o mesmo que acaba de dizer que conhece as obras daquela igreja \u2014 e ele a pronuncia sobre gente cujo comportamento ele estava vendo.<\/p>\n<p>O leitor de hoje herda desse texto a promessa e n\u00e3o a senten\u00e7a. A vindica\u00e7\u00e3o prometida em Ap 3:9 \u00e9 obra de Cristo, e nada nas duas cartas a delega \u00e0 igreja perseguida \u2014 que, ali\u00e1s, n\u00e3o recebe nenhuma instru\u00e7\u00e3o sobre o que fazer com seus acusadores.<\/p>\n<h3>Fidelidade \u00e9 o verbo, e ele \u00e9 conjugado no presente cont\u00ednuo<\/h3>\n<p>A ordem dada a Esmirna cabe em duas palavras: n\u00e3o largue. N\u00e3o h\u00e1 aqui meta de crescimento, plano de revers\u00e3o ou estrat\u00e9gia de sobreviv\u00eancia. H\u00e1 uma coroa prometida a quem chega ao fim ainda segurando o que j\u00e1 segurava.<\/p>\n<p>Numa igreja de porta aberta e vida tranquila, a tradu\u00e7\u00e3o disso \u00e9 menos dram\u00e1tica e mais dif\u00edcil de perceber: continuar quando o entusiasmo passou, servir sem retorno vis\u00edvel, permanecer onde j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 novidade. Foi a isso que a \u00fanica igreja sem repreens\u00e3o de Apocalipse foi chamada.<\/p>\n<h2 id=\"esboco\">12. Esbo\u00e7o de prega\u00e7\u00e3o sobre a igreja de Esmirna<\/h2>\n<p><strong>Texto<\/strong>: Apocalipse 2:8-11 \u00b7 <strong>Tema<\/strong>: a igreja que nada tem e a quem nada falta<\/p>\n<p><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong>: Esmirna, porto pr\u00f3spero, primeira do Oriente a erguer um templo \u00e0 deusa Roma, guardi\u00e3 do culto imperial. Nela, uma igreja sem dinheiro e sem defesa \u2014 e a \u00fanica, com Filad\u00e9lfia, que n\u00e3o \u00e9 repreendida.<\/p>\n<p><strong>I. Quem fala j\u00e1 esteve onde eles temem chegar (v. 8)<\/strong> \u2014 o primeiro e o \u00faltimo, que foi morto e reviveu; o t\u00edtulo vem de Ap 1:17-18, onde ele acompanha um &#8220;n\u00e3o temas&#8221;. Aplica\u00e7\u00e3o: o consolo desta carta n\u00e3o \u00e9 uma ideia sobre a morte, \u00e9 uma pessoa que voltou dela.<\/p>\n<p><strong>II. Cristo conhece a conta e a refaz (v. 9a)<\/strong> \u2014 tribula\u00e7\u00e3o, indig\u00eancia e o par\u00eantese que declara a igreja rica; o espelho invertido de Laodiceia em Ap 3:17. Aplica\u00e7\u00e3o: o que a obedi\u00eancia custou est\u00e1 lan\u00e7ado, com outro sinal, num livro que a cidade n\u00e3o audita.<\/p>\n<p><strong>III. A cal\u00fania tem autor e tem prazo (v. 9b, 10a)<\/strong> \u2014 a acusa\u00e7\u00e3o p\u00fablica, o diabo por tr\u00e1s da pris\u00e3o, os dez dias. Aplica\u00e7\u00e3o: o inimigo nomeado \u00e9 o que j\u00e1 foi vencido; o prazo \u00e9 fixado por quem escreve a carta.<\/p>\n<p><strong>IV. A \u00fanica ordem \u00e9 n\u00e3o largar (v. 10b)<\/strong> \u2014 fiel at\u00e9 \u00e0 morte, a coroa do vencedor dos jogos, o paralelo de Tiago 1:12. Aplica\u00e7\u00e3o: a fidelidade que se pede \u00e9 a continuidade do que j\u00e1 se faz, sob custo maior.<\/p>\n<p><strong>V. O que o carrasco n\u00e3o alcan\u00e7a (v. 11)<\/strong> \u2014 a segunda morte definida em Ap 20:14 e Ap 21:8. Conclus\u00e3o: a promessa dita em negativo toca o medo exato daquela igreja, e \u00e9 a que sobra quando tudo o mais foi tirado.<\/p>\n<h2 id=\"faq\">13. Perguntas Frequentes sobre a igreja de Esmirna<\/h2>\n<h3>O que significa Esmirna na B\u00edblia?<\/h3>\n<p>O nome grego da cidade coincide com o da mirra, resina usada como perfume e no preparo de corpos para sepultamento, e por isso costuma ser explicado pelo sentido de amargor. Os l\u00e9xicos separam duas entradas: o nome da cidade, que ocorre em Apocalipse 1:11 e 2:8, e o nome da resina, que ocorre em Mateus 2:11 e Jo\u00e3o 19:39.<\/p>\n<h3>Onde ficava a cidade de Esmirna?<\/h3>\n<p>Na costa ocidental da \u00c1sia Menor, ao norte de \u00c9feso, num porto que sustentava seu com\u00e9rcio. A cidade nunca deixou de existir: hoje \u00e9 Izmir, na Turquia. Era aliada antiga de Roma e recebeu de Tib\u00e9rio, em 26 d.C., o encargo de abrigar um dos templos provinciais dedicados ao culto do imperador.<\/p>\n<h3>Por que a igreja de Esmirna n\u00e3o recebeu nenhuma repreens\u00e3o?<\/h3>\n<p>A carta credita a ela perseveran\u00e7a sob persegui\u00e7\u00e3o, indig\u00eancia e cal\u00fania, sem apontar falha alguma. Das sete cartas, s\u00f3 Esmirna e Filad\u00e9lfia deixam de trazer acusa\u00e7\u00e3o, e as duas s\u00e3o as descritas sob press\u00e3o externa. Nas outras cinco, o que Cristo condena come\u00e7ou dentro da pr\u00f3pria congrega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3>O que quer dizer pobreza, mas tu \u00e9s rico, em Apocalipse 2:9?<\/h3>\n<p>A palavra grega traduzida por pobreza indica indig\u00eancia, a falta absoluta de recursos, e aparece tr\u00eas vezes no Novo Testamento. O par\u00eantese que vem em seguida n\u00e3o nega a situa\u00e7\u00e3o: acrescenta uma segunda avalia\u00e7\u00e3o, feita por outro crit\u00e9rio. A mesma invers\u00e3o aparece em 2 Cor\u00edntios 6:10 e 8:9, e o contr\u00e1rio exato dela em Apocalipse 3:17, sobre Laodiceia.<\/p>\n<h3>Quem era a sinagoga de Satan\u00e1s em Apocalipse 2:9?<\/h3>\n<p>O texto se refere a um grupo determinado, na Esmirna do primeiro s\u00e9culo, que se apresentava como judeu e caluniava publicamente os crist\u00e3os, expondo-os \u00e0 pris\u00e3o romana. A express\u00e3o ocorre duas vezes na B\u00edblia, em Apocalipse 2:9 e 3:9, e o segundo texto promete que aqueles mesmos vir\u00e3o a reconhecer o amor de Cristo pela igreja. O crit\u00e9rio de fundo \u00e9 o de Romanos 2:28-29: quem julga o interior \u00e9 Deus.<\/p>\n<h3>O que significa a tribula\u00e7\u00e3o de dez dias?<\/h3>\n<p>A express\u00e3o marca um per\u00edodo curto e limitado, e n\u00e3o uma contagem exata. Ela funciona assim em outros lugares da Escritura, como G\u00eanesis 24:55 e Daniel 1:12. O que a carta assegura \u00e0 igreja n\u00e3o \u00e9 o cancelamento do sofrimento, e sim que ele tem um limite fixado por Cristo.<\/p>\n<h3>O que \u00e9 a coroa da vida prometida em Apocalipse 2:10?<\/h3>\n<p>O grego usa a palavra da coroa de louros dada ao vencedor nos jogos atl\u00e9ticos, e n\u00e3o a da realeza. A imagem tinha efeito imediato numa cidade que sediava competi\u00e7\u00f5es. Na ACF a express\u00e3o aparece em dois lugares: nesta carta e em Tiago 1:12, que a promete aos que amam a Deus e s\u00e3o aprovados na prova.<\/p>\n<h3>O que \u00e9 a segunda morte em Apocalipse 2:11?<\/h3>\n<p>\u00c9 o lago de fogo, conforme a defini\u00e7\u00e3o dada pelo pr\u00f3prio livro em Apocalipse 20:14 e repetida em 21:8. A express\u00e3o ocorre quatro vezes, todas em Apocalipse. A promessa feita ao vencedor de Esmirna n\u00e3o \u00e9 escapar de morrer, e sim que a morte f\u00edsica ser\u00e1 a \u00fanica que ele conhecer\u00e1.<\/p>\n<h3>Policarpo tem rela\u00e7\u00e3o com a igreja de Esmirna?<\/h3>\n<p>Sim. Policarpo liderava a igreja de l\u00e1 e foi executado no ano 156, por n\u00e3o aceitar prestar ao imperador o gesto de culto que Roma exigia. Isso se deu gera\u00e7\u00f5es depois de a carta ter sido escrita. O epis\u00f3dio \u00e9 registro hist\u00f3rico, n\u00e3o parte do texto b\u00edblico, mas mostra que o tipo de press\u00e3o descrito em Apocalipse 2 continuou ali por gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<h2 id=\"fontes\">Fontes<\/h2>\n<p>Texto b\u00edblico: Almeida Corrigida Fiel (ACF), com as demais vers\u00f5es identificadas quando citadas. As formas gregas, as glosas e as contagens de ocorr\u00eancia referem-se ao texto etiquetado do STEPBible (TAGNT, CC BY 4.0).<\/p>\n<ol>\n<li>WIERSBE, Warren W. <em>Coment\u00e1rio B\u00edblico Expositivo<\/em>: Novo Testamento, volume II. Santo Andr\u00e9, SP: Geogr\u00e1fica Editora, 2006, p. 728.<\/li>\n<li>Ibid., p. 730.<\/li>\n<li>WILSON, Mark W. &#8220;O culto imperial&#8221;. In: HAYS, J. Daniel. <em>Manual B\u00edblico Ilustrado Vida<\/em>. S\u00e3o Paulo: Editora Vida, 2015, verbete &#8220;O culto imperial&#8221;.<\/li>\n<li>HUFFMAN, Douglas S. &#8220;Mart\u00edrio no Novo Testamento&#8221;. In: HAYS, J. Daniel. <em>Manual B\u00edblico Ilustrado Vida<\/em>. S\u00e3o Paulo: Editora Vida, 2015, verbete &#8220;Mart\u00edrio no Novo Testamento&#8221;.<\/li>\n<li>MACARTHUR, John. <em>Manual b\u00edblico MacArthur: uma meticulosa pesquisa da B\u00edblia, livro a livro<\/em>. Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2015, se\u00e7\u00e3o &#8220;Apocalipse&#8221; (pp. 577-586).<\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A igreja de Esmirna \u00e9 a mais pobre das sete de Apocalipse, e \u00e9 a ela que Cristo diz, no meio da mesma frase, que ela \u00e9 rica. A palavra sobre a pobreza e a palavra sobre a riqueza est\u00e3o no mesmo vers\u00edculo, separadas por um par\u00eantese. Esmirna \u00e9 tamb\u00e9m uma das duas igrejas, entre &#8230; <a title=\"Igreja de Esmirna: Estudo de Apocalipse 2:8-11\" class=\"read-more\" href=\"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/igreja-de-esmirna\/\" aria-label=\"Read more about Igreja de Esmirna: Estudo de Apocalipse 2:8-11\">Ler mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":14894,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"footnotes":""},"categories":[138],"tags":[181,184,182,179,178,180,183],"class_list":["post-14897","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-devocionais","tag-apocalipse-2","tag-cartas-do-apocalipse","tag-coroa-da-vida","tag-esmirna","tag-igreja-de-esmirna","tag-sete-igrejas-do-apocalipse","tag-tribulacao-de-dez-dias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14897","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14897"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14897\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14935,"href":"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14897\/revisions\/14935"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/14894"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14897"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14897"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14897"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}