{"id":14876,"date":"2026-09-02T14:00:00","date_gmt":"2026-09-02T17:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/?p=14876"},"modified":"2026-09-02T14:00:00","modified_gmt":"2026-09-02T17:00:00","slug":"endemoninhado-gadareno","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/endemoninhado-gadareno\/","title":{"rendered":"Endemoninhado Gadareno: Quem Foi, O Nome e O Significado"},"content":{"rendered":"<p><strong>Gadareno \u00e9 um gent\u00edlico, n\u00e3o um nome pr\u00f3prio<\/strong>: quer dizer &#8220;morador da regi\u00e3o dos gadarenos&#8221;, do lado oriental do mar da Galileia. O homem que Jesus libertou em Marcos 5 ficou conhecido pelo lugar onde vivia, porque a B\u00edblia n\u00e3o registra o nome dele.<\/p>\n<p>O epis\u00f3dio aparece nos tr\u00eas evangelhos sin\u00f3ticos e \u00e9 um dos mais discutidos do Novo Testamento: muda o nome da regi\u00e3o de uma vers\u00e3o para outra, muda o n\u00famero de endemoninhados entre Mateus e Marcos, e termina com uma cidade inteira pedindo que Jesus se retirasse. Este estudo trata de cada um desses pontos a partir do texto.<\/p>\n<nav id=\"sumario-artigo\" style=\"border: 1px solid #eee; padding: 15px 20px; margin-bottom: 25px; background-color: #f9f9f9;\">\n<h2 style=\"margin-top: 0; margin-bottom: 15px; font-size: 1.3em;\">Neste Artigo:<\/h2>\n<ul>\n<li><a href=\"#significado\">1. O que significa gadareno<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#nomes\">2. Gadarenos, gerasenos ou gergesenos: a diverg\u00eancia das vers\u00f5es<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#travessia\">3. A travessia que antecede o encontro<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#homem\">4. O homem que morava entre os sepulcros<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#nome\">5. Qual era o nome do endemoninhado gadareno<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#quantos\">6. Um ou dois endemoninhados?<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#porcos\">7. Por que Jesus permitiu que os dem\u00f4nios entrassem nos porcos<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#medo\">8. Por que a cidade pediu que Jesus fosse embora<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#missao\">9. &#8220;Vai para tua casa&#8221;: a miss\u00e3o que ele recebeu<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#familia\">10. A fam\u00edlia do endemoninhado gadareno<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#licoes\">11. O que o texto ensina<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#esboco\">12. Esbo\u00e7o de prega\u00e7\u00e3o sobre o endemoninhado gadareno<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#faq\">13. Perguntas frequentes sobre o endemoninhado gadareno<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/nav>\n<h2 id=\"significado\">O que significa gadareno<\/h2>\n<p>Gadareno \u00e9 a forma portuguesa do gent\u00edlico que designa quem pertence \u00e0 regi\u00e3o dos gadarenos, nomeada a partir da cidade de Gadara, uma das cidades de cultura grega que ficavam a leste do mar da Galileia.<\/p>\n<p>O termo aparece no relato como indica\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica, e n\u00e3o como identifica\u00e7\u00e3o pessoal: <em>&#8220;E chegaram ao outro lado do mar, \u00e0 prov\u00edncia dos gadarenos&#8221;<\/em> (Mc 5:1 ACF). Lucas usa a mesma designa\u00e7\u00e3o ao descrever a viagem: <em>&#8220;E navegaram para a terra dos gadarenos, que est\u00e1 defronte da Galil\u00e9ia&#8221;<\/em> (Lc 8:26 ACF).<\/p>\n<p>Por isso &#8220;o endemoninhado gadareno&#8221; quer dizer, literalmente, &#8220;o endemoninhado daquela regi\u00e3o&#8221;. \u00c9 o \u00fanico identificador que o texto oferece, e \u00e9 o motivo de o epis\u00f3dio ter entrado na tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3 com um apelido geogr\u00e1fico em vez de um nome.<\/p>\n<p>Aquele era territ\u00f3rio gentio. O pr\u00f3prio desfecho do relato situa o homem em Dec\u00e1polis (Mc 5:20 ACF), o conjunto de dez cidades helen\u00edsticas da margem oriental, e comentaristas apontam esse epis\u00f3dio como um dos casos em que Cristo age em favor de gentios, fora dos limites de Israel.<sup>1<\/sup><\/p>\n<h2 id=\"nomes\">Gadarenos, gerasenos ou gergesenos: a diverg\u00eancia das vers\u00f5es<\/h2>\n<p>Quem compara tradu\u00e7\u00f5es percebe r\u00e1pido que o nome da regi\u00e3o n\u00e3o \u00e9 o mesmo em todas. N\u00e3o se trata de erro de uma delas: as fam\u00edlias de manuscritos gregos preservaram mais de uma forma, e cada tradu\u00e7\u00e3o seguiu a que julgou melhor atestada.<\/p>\n<p>A tabela abaixo mostra como as sete vers\u00f5es em portugu\u00eas mais usadas no Brasil trazem os tr\u00eas textos paralelos.<\/p>\n<table>\n<thead>\n<tr>\n<th>Vers\u00e3o<\/th>\n<th>Marcos 5:1<\/th>\n<th>Lucas 8:26<\/th>\n<th>Mateus 8:28<\/th>\n<\/tr>\n<\/thead>\n<tbody>\n<tr>\n<td>ACF<\/td>\n<td>gadarenos<\/td>\n<td>gadarenos<\/td>\n<td>gergesenos<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>ARC<\/td>\n<td>gadarenos<\/td>\n<td>gadarenos<\/td>\n<td>gadarenos<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>BKJ<\/td>\n<td>gadarenos<\/td>\n<td>gadarenos<\/td>\n<td>gergesenos<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>ARA<\/td>\n<td>gerasenos<\/td>\n<td>gerasenos<\/td>\n<td>gadarenos<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>NAA<\/td>\n<td>gerasenos<\/td>\n<td>gerasenos<\/td>\n<td>gadarenos<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>NVI<\/td>\n<td>gerasenos<\/td>\n<td>gerasenos<\/td>\n<td>gadarenos<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>NVT<\/td>\n<td>gerasenos<\/td>\n<td>gadarenos<\/td>\n<td>gadarenos<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Tr\u00eas observa\u00e7\u00f5es saem da\u00ed. A primeira: nenhuma vers\u00e3o \u00e9 uniforme por acaso. As Almeidas de linha corrigida (ACF e ARC) e a King James Fiel ficam com &#8220;gadarenos&#8221; em Marcos e Lucas; as revis\u00f5es mais recentes (ARA, NAA, NVI, NVT) preferem &#8220;gerasenos&#8221; nesses mesmos textos.<\/p>\n<p>A segunda: em Mateus a distribui\u00e7\u00e3o se inverte. A ACF e a BKJ trazem &#8220;gergesenos&#8221; onde as demais trazem &#8220;gadarenos&#8221;. A terceira forma, portanto, n\u00e3o \u00e9 inven\u00e7\u00e3o de tradutor moderno \u2014 est\u00e1 na tradi\u00e7\u00e3o textual que sustenta as vers\u00f5es mais conservadoras.<\/p>\n<p>A terceira observa\u00e7\u00e3o \u00e9 a mais importante para quem estuda: <strong>as tr\u00eas formas apontam para a mesma margem e o mesmo epis\u00f3dio<\/strong>. Gadara, Gerasa e Gergesa eram localidades daquela regi\u00e3o oriental, e um evangelista podia identificar a \u00e1rea pela cidade mais conhecida enquanto outro a identificava pela mais pr\u00f3xima da praia.<\/p>\n<p>Nenhum dos tr\u00eas relatos depende do top\u00f4nimo para dizer o que quer dizer. O que o texto sustenta \u00e9 o lugar: fora de Israel, em terra de gentios, do outro lado do mar.<\/p>\n<p style=\"text-align: right; font-size: 0.9em;\"><a href=\"#sumario-artigo\">Voltar ao topo<\/a><\/p>\n<h2 id=\"travessia\">A travessia que antecede o encontro<\/h2>\n<p>Marcos n\u00e3o separa este milagre do anterior. O cap\u00edtulo 5 come\u00e7a com a chegada \u00e0 outra margem, e essa travessia \u00e9 <a href=\"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/marcos-4-35-41\/\">a noite da tempestade acalmada<\/a>, em Marcos 4:35-41. Mesma viagem, mesma madrugada, mesmo barco.<\/p>\n<p>Ler os dois epis\u00f3dios juntos muda o peso do segundo. Wiersbe observa que o maior perigo daquela travessia n\u00e3o estava no vento nem nas ondas, mas na incredulidade dos disc\u00edpulos, e que os problemas mais s\u00e9rios do ser humano est\u00e3o dentro dele, n\u00e3o nas circunst\u00e2ncias ao redor.<sup>2<\/sup><\/p>\n<p>O mesmo comentarista faz a liga\u00e7\u00e3o direta com o desembarque: sem aquela travessia sob tormenta, os endemoninhados continuariam onde estavam e como estavam.<sup>2<\/sup> A tempestade n\u00e3o era desvio de rota. Era o pre\u00e7o da rota.<\/p>\n<h2 id=\"homem\">O homem que morava entre os sepulcros<\/h2>\n<p>Marcos descreve a cena com quatro tra\u00e7os r\u00e1pidos, e cada um deles \u00e9 uma perda concreta.<\/p>\n<p><em>&#8220;E, saindo ele do barco, lhe saiu logo ao seu encontro, dos sepulcros, um homem com esp\u00edrito imundo&#8221;<\/em> (Mc 5:2 ACF). A moradia \u00e9 a primeira informa\u00e7\u00e3o: ele vivia entre os t\u00famulos, no lugar reservado aos mortos.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1672\" height=\"941\" src=\"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/endemoninhado-gadareno-sepulcros.jpg\" alt=\"Sepulcros escavados na rocha com correntes de ferro partidas ao ch\u00e3o\" class=\"wp-image-14874\" srcset=\"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/endemoninhado-gadareno-sepulcros.jpg 1672w, https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/endemoninhado-gadareno-sepulcros-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/endemoninhado-gadareno-sepulcros-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/endemoninhado-gadareno-sepulcros-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/endemoninhado-gadareno-sepulcros-1536x864.jpg 1536w\" sizes=\"(max-width: 1672px) 100vw, 1672px\" \/><figcaption>As encostas de Gadara com sepulcros antigos e correntes partidas retratam a liberta\u00e7\u00e3o e o fim do cativeiro espiritual.<\/figcaption><\/figure>\n<p>A segunda \u00e9 a for\u00e7a. <em>&#8220;Porque, tendo sido muitas vezes preso com grilh\u00f5es e cadeias, as cadeias foram por ele feitas em peda\u00e7os, e os grilh\u00f5es em migalhas, e ningu\u00e9m o podia amansar&#8221;<\/em> (Mc 5:4 ACF). A comunidade tentou cont\u00ea-lo e n\u00e3o conseguiu.<\/p>\n<p>A terceira \u00e9 a autoagress\u00e3o cont\u00ednua: <em>&#8220;E andava sempre, de dia e de noite, clamando pelos montes, e pelos sepulcros, e ferindo-se com pedras&#8221;<\/em> (Mc 5:5 ACF). A quarta vem de Lucas, que acrescenta a nudez e a aus\u00eancia de casa (Lc 8:27 ACF).<\/p>\n<p>A express\u00e3o &#8220;esp\u00edrito imundo&#8221; traduz o grego <em>akathartos<\/em>, adjetivo que significa &#8220;impuro&#8221;. Nos evangelhos ele aparece quase sempre acompanhando a palavra &#8220;esp\u00edrito&#8221;, e \u00e9 a designa\u00e7\u00e3o padr\u00e3o de Marcos para essas entidades, do primeiro cap\u00edtulo em diante.<\/p>\n<p>Wiersbe resume o efeito dessa possess\u00e3o como uma perda em cadeia: o lar, o conv\u00edvio com os seus, a dec\u00eancia, o dom\u00ednio pr\u00f3prio, a paz e o pr\u00f3prio sentido de viver.<sup>2<\/sup> A lista \u00e9 \u00fatil porque impede a leitura sensacionalista. O relato n\u00e3o est\u00e1 interessado no espet\u00e1culo; est\u00e1 interessado em quanto aquele homem havia perdido.<\/p>\n<h2 id=\"nome\">Qual era o nome do endemoninhado gadareno<\/h2>\n<p><strong>A B\u00edblia n\u00e3o informa o nome dele.<\/strong> Nem Marcos, nem Lucas, nem Mateus registram como aquele homem se chamava, antes ou depois da liberta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A confus\u00e3o nasce de um di\u00e1logo espec\u00edfico: <em>&#8220;E perguntou-lhe: Qual \u00e9 o teu nome? E lhe respondeu, dizendo: Legi\u00e3o \u00e9 o meu nome, porque somos muitos&#8221;<\/em> (Mc 5:9 ACF). Lucas traz a mesma resposta com a explica\u00e7\u00e3o equivalente: <em>&#8220;Legi\u00e3o; porque tinham entrado nele muitos dem\u00f4nios&#8221;<\/em> (Lc 8:30 ACF).<\/p>\n<p>Repare em quem responde. A pergunta \u00e9 feita ao homem, mas quem fala \u00e9 o esp\u00edrito, e a justificativa dada \u2014 &#8220;porque somos muitos&#8221; \u2014 \u00e9 no plural. <strong>&#8220;Legi\u00e3o&#8221; \u00e9 o nome dos dem\u00f4nios, n\u00e3o o nome da pessoa.<\/strong><\/p>\n<p>O termo grego <em>legi\u014dn<\/em> \u00e9 empr\u00e9stimo do latim <em>legio<\/em> e ocorre quatro vezes no Novo Testamento: aqui, na resposta ao interrogat\u00f3rio (Mc 5:9), na descri\u00e7\u00e3o do homem j\u00e1 curado (Mc 5:15), no paralelo de Lucas (Lc 8:30) e na fala de Jesus sobre as doze legi\u00f5es de anjos (Mt 26:53).<\/p>\n<p>Uma legi\u00e3o romana reunia por volta de seis mil homens, e Wiersbe usa esse n\u00famero para dimensionar o que aquele homem enfrentava dia e noite.<sup>3<\/sup> O nome, portanto, n\u00e3o \u00e9 uma identidade: \u00e9 uma declara\u00e7\u00e3o de quantidade, dita por quem o ocupava.<\/p>\n<h2 id=\"quantos\">Um ou dois endemoninhados?<\/h2>\n<p>Marcos e Lucas falam de um homem. Mateus fala de dois: <em>&#8220;sa\u00edram-lhe ao encontro dois endemoninhados, vindos dos sepulcros; t\u00e3o ferozes eram que ningu\u00e9m podia passar por aquele caminho&#8221;<\/em> (Mt 8:28 ACF).<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a \u00e9 real e n\u00e3o precisa ser escondida. Wiersbe trata o epis\u00f3dio a partir de Mateus, com dois endemoninhados, e observa que um deles era o que falava.<sup>2<\/sup><\/p>\n<p>Essa \u00e9 a chave de leitura mais simples. Nem Marcos nem Lucas dizem &#8220;apenas um&#8221;: eles narram o que aconteceu com aquele que dialogou com Jesus, foi identificado pela legi\u00e3o e recebeu ordem de voltar para casa. Mateus, que costuma ser mais econ\u00f4mico nas cenas, registra o n\u00famero completo dos envolvidos.<\/p>\n<p>O mesmo padr\u00e3o aparece em outros pontos dos evangelhos, e a explica\u00e7\u00e3o vale para todos: relato mais curto n\u00e3o \u00e9 relato contr\u00e1rio, desde que nenhum dos dois exclua o outro. Aqui nenhum exclui.<\/p>\n<h2 id=\"porcos\">Por que Jesus permitiu que os dem\u00f4nios entrassem nos porcos<\/h2>\n<p>O pedido parte deles: <em>&#8220;Manda-nos para aqueles porcos, para que entremos neles&#8221;<\/em> (Mc 5:12 ACF). O resultado \u00e9 imediato e devastador: <em>&#8220;a manada se precipitou por um despenhadeiro no mar (eram quase dois mil), e afogaram-se no mar&#8221;<\/em> (Mc 5:13 ACF).<\/p>\n<p>Wiersbe organiza o cap\u00edtulo em torno de tr\u00eas pedidos: o dos dem\u00f4nios, para entrar nos porcos; o dos moradores, para que Jesus se retirasse; e o do homem liberto, para acompanh\u00e1-lo. Os dois primeiros foram atendidos, o terceiro n\u00e3o.<sup>3<\/sup><\/p>\n<p>Sobre a destrui\u00e7\u00e3o do rebanho, ele levanta a quest\u00e3o econ\u00f4mica sem escapar dela: como a cena se passa em territ\u00f3rio gentio, o mais prov\u00e1vel \u00e9 que os criadores n\u00e3o fossem judeus, e a perda foi real.<sup>3<\/sup> O comentarista aponta ent\u00e3o a fun\u00e7\u00e3o do epis\u00f3dio: a destrui\u00e7\u00e3o da manada provou aos que assistiam que a liberta\u00e7\u00e3o havia de fato acontecido.<sup>3<\/sup><\/p>\n<p>H\u00e1 um detalhe do texto que merece aten\u00e7\u00e3o: os dem\u00f4nios pedem para n\u00e3o serem enviados para fora daquela regi\u00e3o (Mc 5:10 ACF), e Lucas registra o mesmo pedido em outros termos \u2014 que n\u00e3o fossem mandados para o abismo (Lc 8:31 ACF). Eles negociam destino porque reconhecem quem manda.<\/p>\n<div class=\"zeke-cta\">\n<p class=\"zeke-cta-title\">\ud83d\udca1 Sua igreja acompanha quem foi restaurado?<\/p>\n<p>O Zeke ajuda mais de 2.000 igrejas a organizar membros, c\u00e9lulas e visitas em um s\u00f3 lugar, para que ningu\u00e9m volte para casa e se perca do cuidado da comunidade. <a href=\"https:\/\/www.zeke.com.br\/zk-blog-comece-gratis\">Conhe\u00e7a o Zeke \u2192<\/a><\/p>\n<\/div>\n<h2 id=\"medo\">Por que a cidade pediu que Jesus fosse embora<\/h2>\n<p>A rea\u00e7\u00e3o dos moradores \u00e9 o ponto mais desconfort\u00e1vel do relato. Eles chegam, encontram o homem <em>&#8220;assentado, vestido e em perfeito ju\u00edzo&#8221;<\/em> (Mc 5:15 ACF) \u2014 e o efeito n\u00e3o \u00e9 alegria.<\/p>\n<p><em>&#8220;E come\u00e7aram a rogar-lhe que sa\u00edsse dos seus termos&#8221;<\/em> (Mc 5:17 ACF). Lucas explica o motivo com uma palavra: <em>&#8220;porque estavam possu\u00eddos de grande temor&#8221;<\/em> (Lc 8:37 ACF).<\/p>\n<p>Wiersbe l\u00ea a cena pelo bolso: o interesse maior daquela gente estava nos neg\u00f3cios, e havia o receio de que a perman\u00eancia de Jesus custasse ainda mais caro \u00e0 economia local.<sup>4<\/sup> Ele acrescenta que Jesus permanece onde \u00e9 desejado, e por isso atendeu o pedido e partiu.<sup>4<\/sup><\/p>\n<p>O que estava em jogo ali n\u00e3o era teologia, era contabilidade. Um homem foi restaurado e dois mil porcos morreram, e a regi\u00e3o fez a conta antes de fazer a pergunta. \u00c9 por isso que a passagem incomoda: ela n\u00e3o descreve inimigos declarados de Jesus, e sim vizinhos comuns que preferiram o preju\u00edzo conhecido ao poder que n\u00e3o sabiam medir.<\/p>\n<h2 id=\"missao\">&#8220;Vai para tua casa&#8221;: a miss\u00e3o que ele recebeu<\/h2>\n<p>O \u00fanico pedido negado no cap\u00edtulo \u00e9 o do homem curado. Ele quer ficar com Jesus, e ouve outra coisa: <em>&#8220;Vai para tua casa, para os teus, e anuncia-lhes qu\u00e3o grandes coisas o Senhor te fez, e como teve miseric\u00f3rdia de ti&#8221;<\/em> (Mc 5:19 ACF).<\/p>\n<p>Wiersbe explica a negativa sem diminuir o pedido: aquele homem pertencia ao lar de onde havia sido arrancado, e o testemunho crist\u00e3o come\u00e7a justamente entre quem nos conhece de perto.<sup>4<\/sup> Ele chama o resultado de miss\u00e3o pioneira entre gentios.<sup>4<\/sup><\/p>\n<p>H\u00e1 um detalhe fino nos dois relatos. Jesus manda anunciar o que <em>o Senhor<\/em> fez (Mc 5:19 ACF); Lucas registra a ordem como anunciar o que <em>Deus<\/em> fez, e diz que o homem saiu proclamando o que <em>Jesus<\/em> lhe tinha feito (Lc 8:39 ACF).<\/p>\n<p>A troca de sujeito n\u00e3o \u00e9 descuido do evangelista. Ele recebeu a ordem de falar da obra de Deus e falou de Jesus, porque foi Jesus quem a fez.<\/p>\n<p>E a obedi\u00eancia foi ampla: <em>&#8220;E ele foi, e come\u00e7ou a anunciar em Dec\u00e1polis qu\u00e3o grandes coisas Jesus lhe fizera; e todos se maravilharam&#8221;<\/em> (Mc 5:20 ACF). Uma cidade pediu que Jesus sa\u00edsse; dez cidades ouviram falar dele pela boca do homem que ficou.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1672\" height=\"941\" src=\"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/endemoninhado-gadareno-missao-decapolis.jpg\" alt=\"Homem restaurado caminhando pela estrada em dire\u00e7\u00e3o a uma cidade de Dec\u00e1polis\" class=\"wp-image-14875\" srcset=\"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/endemoninhado-gadareno-missao-decapolis.jpg 1672w, https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/endemoninhado-gadareno-missao-decapolis-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/endemoninhado-gadareno-missao-decapolis-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/endemoninhado-gadareno-missao-decapolis-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/endemoninhado-gadareno-missao-decapolis-1536x864.jpg 1536w\" sizes=\"(max-width: 1672px) 100vw, 1672px\" \/><figcaption>Restaurado e revestido de dignidade, o homem volta para sua terra para testemunhar as grandes coisas que Deus fez por ele em Dec\u00e1polis.<\/figcaption><\/figure>\n<h2 id=\"familia\">A fam\u00edlia do endemoninhado gadareno<\/h2>\n<p>Esta \u00e9 uma das perguntas mais buscadas sobre o epis\u00f3dio, e a resposta honesta \u00e9 curta: <strong>a B\u00edblia n\u00e3o descreve a fam\u00edlia dele<\/strong>. N\u00e3o h\u00e1 nome de esposa, n\u00e3o h\u00e1 filhos, n\u00e3o h\u00e1 genealogia.<\/p>\n<p>O que o texto oferece s\u00e3o dois ind\u00edcios, e vale ficar neles. O primeiro \u00e9 a express\u00e3o de Marcos 5:19 ACF, &#8220;para tua casa, para os teus&#8221; \u2014 havia uma casa e havia gente dele. A ordem de Jesus pressup\u00f5e v\u00ednculos que a possess\u00e3o interrompeu, n\u00e3o pessoas inexistentes.<\/p>\n<p>O segundo \u00e9 a descri\u00e7\u00e3o de Lucas, de que ele n\u00e3o andava vestido nem habitava em casa alguma, e vivia nos sepulcros (Lc 8:27 ACF). Algu\u00e9m que morava entre t\u00famulos tinha, antes, morado em outro lugar.<\/p>\n<p>Wiersbe descreve exatamente esse dano quando lista o que a possess\u00e3o custou \u00e0queles homens, come\u00e7ando pelo lar e pela conviv\u00eancia com familiares e amigos.<sup>2<\/sup><\/p>\n<p>Da\u00ed o cuidado necess\u00e1rio na prega\u00e7\u00e3o: descrever a esposa que teria chorado por ele ou os filhos que n\u00e3o o reconheceriam \u00e9 acrescentar cena ao texto. O que est\u00e1 escrito basta e \u00e9 mais forte \u2014 o primeiro lugar para onde o homem restaurado foi enviado foi a casa de onde havia sido arrancado.<\/p>\n<p style=\"text-align: right; font-size: 0.9em;\"><a href=\"#sumario-artigo\">Voltar ao topo<\/a><\/p>\n<h2 id=\"licoes\">O que o texto ensina<\/h2>\n<p>As aplica\u00e7\u00f5es abaixo nascem do que o relato diz aos seus primeiros leitores, na margem gentia do mar da Galileia, e s\u00f3 ent\u00e3o chegam ao presente.<\/p>\n<h3>Havia um limite que a comunidade conhecia bem<\/h3>\n<p>&#8220;Ningu\u00e9m o podia amansar&#8221; (Mc 5:4 ACF) \u00e9 a confiss\u00e3o de uma cidade que j\u00e1 tinha tentado tudo o que sabia: cadeia, corrente, vigil\u00e2ncia. Marcos registra a tentativa e o fracasso lado a lado.<\/p>\n<p>Wiersbe observa que a sociedade, diante de gente nessa condi\u00e7\u00e3o, consegue isolar e vigiar, mas n\u00e3o libertar.<sup>2<\/sup> A observa\u00e7\u00e3o continua verdadeira, e n\u00e3o como cr\u00edtica a m\u00e9dicos, autoridades ou fam\u00edlias. \u00c9 reconhecimento de escala: conten\u00e7\u00e3o e cura s\u00e3o coisas diferentes, e o texto mostra a segunda acontecendo onde a primeira j\u00e1 havia falhado por completo.<\/p>\n<h3>A restaura\u00e7\u00e3o foi descrita com palavras comuns<\/h3>\n<p>Marcos n\u00e3o usa vocabul\u00e1rio grandioso para descrever o milagre. Ele diz que o homem estava sentado, vestido e em ju\u00edzo perfeito (Mc 5:15 ACF).<\/p>\n<p>O verbo por tr\u00e1s de &#8220;em perfeito ju\u00edzo&#8221; \u00e9 <em>s\u014dphrone\u014d<\/em>, &#8220;estar em s\u00e3 consci\u00eancia&#8221;. \u00c9 o mesmo verbo que o Novo Testamento usa para a sobriedade que se espera de qualquer crist\u00e3o, como quando Paulo pede que ningu\u00e9m pense de si mesmo al\u00e9m do que conv\u00e9m (Rm 12:3) e quando orienta os jovens a serem moderados (Tt 2:6).<\/p>\n<p>Ou seja: o extraordin\u00e1rio terminou em normalidade. Sentar, vestir-se, pensar com clareza. Quando Deus restaura algu\u00e9m, o sinal costuma ser esse \u2014 a volta ao que \u00e9 ordin\u00e1rio, n\u00e3o a produ\u00e7\u00e3o de algo espetacular.<\/p>\n<h3>O pedido mais sincero pode receber um &#8220;n\u00e3o&#8221;<\/h3>\n<p>O homem quis seguir com Jesus e ouviu que n\u00e3o. N\u00e3o foi castigo nem rebaixamento: foi destino diferente do imaginado, e mais custoso, porque testemunhar entre desconhecidos \u00e9 mais f\u00e1cil do que testemunhar entre quem sabe a sua hist\u00f3ria inteira.<\/p>\n<h3>Contas certas, decis\u00e3o errada<\/h3>\n<p>A regi\u00e3o calculou o preju\u00edzo e pediu a retirada de Jesus. O c\u00e1lculo estava correto \u2014 dois mil porcos s\u00e3o dois mil porcos. A conclus\u00e3o \u00e9 que estava invertida, porque avaliou um homem restaurado pelo custo do rebanho.<\/p>\n<h2 id=\"esboco\">Esbo\u00e7o de prega\u00e7\u00e3o sobre o endemoninhado gadareno<\/h2>\n<p><strong>Tema:<\/strong> Aquele que atravessa a tempestade para chegar at\u00e9 um s\u00f3.<br \/>\n<strong>Texto base:<\/strong> Marcos 5:1-20 (paralelos em Mt 8:28-34 e Lc 8:26-39).<br \/>\n<strong>Tese:<\/strong> Cristo tem autoridade sobre aquilo que ningu\u00e9m consegue conter, e devolve \u00e0 vida comum quem havia sido entregue aos sepulcros.<\/p>\n<h3>1. A viagem: ningu\u00e9m est\u00e1 longe demais (Mc 4:35-41; 5:1-2)<\/h3>\n<p>A travessia noturna, a tempestade e o desembarque em terra gentia. O destino n\u00e3o era mercado, sinagoga nem multid\u00e3o: era um cemit\u00e9rio, e um homem. Aplica\u00e7\u00e3o: a iniciativa \u00e9 de Cristo, e ela cruza o que estiver no caminho.<\/p>\n<h3>2. A ru\u00edna: o que a possess\u00e3o custou (Mc 5:3-5; Lc 8:27)<\/h3>\n<p>Casa, roupa, conv\u00edvio, dom\u00ednio pr\u00f3prio, paz. Conten\u00e7\u00e3o humana tentada e vencida (Mc 5:4 ACF). Aplica\u00e7\u00e3o: nomear o dano sem espet\u00e1culo, e reconhecer o limite do que a for\u00e7a e a vigil\u00e2ncia alcan\u00e7am.<\/p>\n<h3>3. O encontro: quem manda e quem obedece (Mc 5:6-13)<\/h3>\n<p>A adora\u00e7\u00e3o for\u00e7ada, a pergunta pelo nome, a legi\u00e3o, a negocia\u00e7\u00e3o dos dem\u00f4nios. Aplica\u00e7\u00e3o: o poder do inimigo \u00e9 real e \u00e9 subordinado; ele pede, n\u00e3o decide.<\/p>\n<h3>4. A cidade: o pre\u00e7o que assustou (Mc 5:14-17; Lc 8:37)<\/h3>\n<p>A manada perdida, o homem restaurado, o pedido de retirada. Aplica\u00e7\u00e3o: toda comunidade faz essa conta em algum momento, e nem sempre acerta o resultado.<\/p>\n<h3>5. O envio: o primeiro campo \u00e9 a pr\u00f3pria casa (Mc 5:18-20; Lc 8:39)<\/h3>\n<p>O pedido negado, a ordem dada, a obedi\u00eancia em Dec\u00e1polis. Aplica\u00e7\u00e3o e apelo: testemunhar onde a sua hist\u00f3ria \u00e9 conhecida, e anunciar o que foi feito por voc\u00ea, n\u00e3o o que voc\u00ea conseguiu fazer.<\/p>\n<p style=\"text-align: right; font-size: 0.9em;\"><a href=\"#sumario-artigo\">Voltar ao topo<\/a><\/p>\n<h2 id=\"faq\">Perguntas frequentes sobre o endemoninhado gadareno<\/h2>\n<h3>O que significa gadareno?<\/h3>\n<p>Significa &#8220;natural da regi\u00e3o dos gadarenos&#8221;, \u00e1rea a leste do mar da Galileia cujo nome vem da cidade de Gadara. \u00c9 uma indica\u00e7\u00e3o de origem geogr\u00e1fica, como &#8220;mineiro&#8221; ou &#8220;baiano&#8221;, e n\u00e3o um nome pessoal nem um termo religioso.<\/p>\n<h3>Qual era o nome do endemoninhado gadareno?<\/h3>\n<p>O texto b\u00edblico n\u00e3o informa. Quando Jesus pergunta o nome, quem responde \u00e9 o esp\u00edrito, e a resposta identifica a quantidade de dem\u00f4nios: &#8220;Legi\u00e3o \u00e9 o meu nome, porque somos muitos&#8221; (Mc 5:9 ACF). Chamar o homem de Legi\u00e3o inverte o sentido do di\u00e1logo.<\/p>\n<h3>O que quer dizer &#8220;Legi\u00e3o&#8221; nesse texto?<\/h3>\n<p>Legi\u00e3o era uma unidade do ex\u00e9rcito romano, com milhares de soldados. Usada ali, a palavra comunica multid\u00e3o organizada dentro de uma pessoa. O termo grego aparece quatro vezes no Novo Testamento, tr\u00eas delas neste epis\u00f3dio e uma na fala de Jesus sobre doze legi\u00f5es de anjos (Mt 26:53).<\/p>\n<h3>O endemoninhado era um s\u00f3 ou eram dois?<\/h3>\n<p>Mateus registra dois (Mt 8:28 ACF); Marcos e Lucas narram o que se passou com um deles, o que conversou com Jesus e recebeu a ordem de voltar para casa. Como nenhum dos dois relatos afirma que havia apenas um, n\u00e3o h\u00e1 contradi\u00e7\u00e3o entre eles.<\/p>\n<h3>Por que a B\u00edblia fala em gadarenos, gerasenos e gergesenos?<\/h3>\n<p>Porque as fam\u00edlias de manuscritos gregos preservaram formas diferentes, e cada tradu\u00e7\u00e3o seguiu a que considerou melhor atestada. As tr\u00eas apontam para a mesma faixa de terra na margem oriental do lago. ACF e ARC trazem &#8220;gadarenos&#8221; em Marcos 5:1; ARA, NAA, NVI e NVT trazem &#8220;gerasenos&#8221;.<\/p>\n<h3>Por que Jesus destruiu a manada de porcos?<\/h3>\n<p>O pedido para entrar nos animais partiu dos dem\u00f4nios (Mc 5:12 ACF). A cena se passa em territ\u00f3rio gentio, onde a cria\u00e7\u00e3o de porcos era atividade comum, e o afogamento da manada tornou p\u00fablica e ineg\u00e1vel a liberta\u00e7\u00e3o que acabara de acontecer.<\/p>\n<h3>O endemoninhado gadareno tinha fam\u00edlia?<\/h3>\n<p>A Escritura n\u00e3o descreve parentes dele. O que registra \u00e9 a ordem de Jesus para que voltasse &#8220;para tua casa, para os teus&#8221; (Mc 5:19 ACF), o que indica v\u00ednculos anteriores rompidos pela condi\u00e7\u00e3o em que vivia. Detalhes al\u00e9m disso s\u00e3o acr\u00e9scimo \u00e0 narrativa.<\/p>\n<h3>Por que Jesus n\u00e3o deixou o homem segui-lo?<\/h3>\n<p>Porque o destinou a outra fun\u00e7\u00e3o: anunciar em casa e na pr\u00f3pria regi\u00e3o o que havia recebido. Ele obedeceu e passou a proclamar em Dec\u00e1polis (Mc 5:20 ACF), tornando-se testemunha de Cristo em terra gentia, onde os disc\u00edpulos ainda n\u00e3o haviam chegado.<\/p>\n<p style=\"text-align: right; font-size: 0.9em;\"><a href=\"#sumario-artigo\">Voltar ao topo<\/a><\/p>\n<h2 id=\"fontes\">Fontes<\/h2>\n<p>Texto b\u00edblico: Almeida Corrigida Fiel (ACF), com as demais vers\u00f5es identificadas quando citadas. As formas gregas e as ocorr\u00eancias de termos referem-se ao texto grego etiquetado do STEPBible (TAGNT, CC BY 4.0).<\/p>\n<ol>\n<li>BOICE, James Montgomery. <em>Fundamentos da F\u00e9 Crist\u00e3<\/em>. S\u00e3o Paulo: Editora Cultura Crist\u00e3, p. 548.<\/li>\n<li>WIERSBE, Warren W. <em>Coment\u00e1rio B\u00edblico Expositivo<\/em>: Novo Testamento, vol. I. Trad. Susana E. Klassen. Santo Andr\u00e9, SP: Geogr\u00e1fica Editora, 2006, p. 162.<\/li>\n<li>WIERSBE, <em>Coment\u00e1rio B\u00edblico Expositivo<\/em>: Novo Testamento, vol. I, p. 163.<\/li>\n<li>WIERSBE, <em>Coment\u00e1rio B\u00edblico Expositivo<\/em>: Novo Testamento, vol. I, p. 164.<\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gadareno \u00e9 um gent\u00edlico, n\u00e3o um nome pr\u00f3prio: quer dizer &#8220;morador da regi\u00e3o dos gadarenos&#8221;, do lado oriental do mar da Galileia. O homem que Jesus libertou em Marcos 5 ficou conhecido pelo lugar onde vivia, porque a B\u00edblia n\u00e3o registra o nome dele. O epis\u00f3dio aparece nos tr\u00eas evangelhos sin\u00f3ticos e \u00e9 um dos &#8230; <a title=\"Endemoninhado Gadareno: Quem Foi, O Nome e O Significado\" class=\"read-more\" href=\"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/endemoninhado-gadareno\/\" aria-label=\"Read more about Endemoninhado Gadareno: Quem Foi, O Nome e O Significado\">Ler mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":14873,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"footnotes":""},"categories":[138],"tags":[150,151,152,153,156,154,155],"class_list":["post-14876","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-devocionais","tag-endemoninhado-gadareno","tag-gadareno","tag-geraseno","tag-gergeseno","tag-libertacao","tag-marcos-5","tag-milagres-de-jesus"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14876","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14876"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14876\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15027,"href":"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14876\/revisions\/15027"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/14873"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14876"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14876"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14876"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}