{"id":14594,"date":"2026-08-20T08:00:00","date_gmt":"2026-08-20T11:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/?p=14594"},"modified":"2026-08-10T23:41:20","modified_gmt":"2026-08-11T02:41:20","slug":"a-mulher-encurvada-na-biblia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/a-mulher-encurvada-na-biblia\/","title":{"rendered":"Quem Foi a Mulher Encurvada: os Dezoito Anos de Lucas 13"},"content":{"rendered":"<p style=\"font-size: 0.92em; background-color: #f9f9f9; border-left: 3px solid #F2B705; padding: 8px 14px;\">\u2191 Este artigo faz parte da cole\u00e7\u00e3o <a href=\"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/personagens-biblicos\/\"><strong>Personagens B\u00edblicos<\/strong><\/a> \u2014 quem foram e o que ainda ensinam \u00e0 igreja de hoje.<\/p>\n<p><strong>A mulher encurvada passou dezoito anos sem conseguir se endireitar e foi curada por Jesus dentro de uma sinagoga, num s\u00e1bado, sem ter pedido nada<\/strong> (Lc 13:10-13 ACF).<\/p>\n<p>A cena est\u00e1 em <strong>Lucas 13:10-17<\/strong> \u2014 e s\u00f3 ali. Este artigo organiza o que o texto diz, o que ele deixa em aberto e como a cura virou uma discuss\u00e3o sobre o s\u00e1bado.<\/p>\n<div id=\"sumario-artigo\" style=\"border: 1px solid #eee; padding: 15px 20px; margin-bottom: 25px; background-color: #f9f9f9;\">\n<h2 style=\"margin-top: 0; margin-bottom: 15px; font-size: 1.3em;\">Neste Artigo:<\/h2>\n<ul>\n<li><a href=\"#quem-era\">1. Quem era a mulher encurvada<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#versiculos\">2. Onde est\u00e1 na B\u00edblia \u2014 e por que s\u00f3 em Lucas<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#dezoito\">3. Os dezoito anos, e o outro &#8220;dezoito&#8221; do mesmo cap\u00edtulo<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#enfermidade\">4. &#8220;Esp\u00edrito de enfermidade&#8221;: o que o texto diz e o que n\u00e3o diz<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#grego\">5. A palavra que aparece uma \u00fanica vez no Novo Testamento<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#cura\">6. A cura: quem tomou a iniciativa<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#sabado\">7. A briga pelo s\u00e1bado e as tr\u00eas palavras de liberdade<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#filha\">8. &#8220;Filha de Abra\u00e3o&#8221;: a \u00fanica vez em toda a B\u00edblia<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#licoes\">9. 10 li\u00e7\u00f5es da mulher encurvada<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#esboco\">10. Esbo\u00e7o de prega\u00e7\u00e3o sobre a mulher encurvada<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#faq\">11. Perguntas frequentes<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<h2 id=\"quem-era\">Quem era a mulher encurvada<\/h2>\n<p>Lucas n\u00e3o d\u00e1 nome, idade nem cidade. O que ele registra \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o e o tempo: <em>&#8220;uma mulher que tinha um esp\u00edrito de enfermidade, havia j\u00e1 dezoito anos; e andava curvada, e n\u00e3o podia de modo algum endireitar-se&#8221;<\/em> (Lc 13:11 ACF).<\/p>\n<p>E registra um detalhe que costuma passar batido: <strong>ela estava na sinagoga.<\/strong> A cena come\u00e7a com <em>&#8220;E ensinava no s\u00e1bado, numa das sinagogas&#8221;<\/em>, e \u00e9 ali que Lucas diz <em>&#8220;eis que estava ali uma mulher&#8221;<\/em> (Lc 13:10-11 ACF).<\/p>\n<p>Wiersbe faz essa observa\u00e7\u00e3o com franqueza: dezoito anos naquela condi\u00e7\u00e3o e ela continuava indo adorar toda semana<sup>1<\/sup>. Vale repetir o que o texto de fato afirma \u2014 <strong>o lugar em que a cura aconteceu era o lugar onde ela j\u00e1 estava<\/strong>, n\u00e3o um lugar aonde ela foi levada naquele dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: right; font-size: 0.9em;\"><a href=\"#sumario-artigo\">Voltar ao topo<\/a><\/p>\n<h2 id=\"versiculos\">Onde est\u00e1 na B\u00edblia \u2014 e por que s\u00f3 em Lucas<\/h2>\n<p>O texto \u00e9 <strong>Lucas 13:10-17<\/strong>, oito vers\u00edculos. E h\u00e1 um dado de cobertura que vale registrar: <strong>nenhum outro evangelho conta esta cena.<\/strong> Mateus, Marcos e Jo\u00e3o n\u00e3o a t\u00eam.<\/p>\n<p>Isso a coloca no grupo de epis\u00f3dios que sobrevivem por um \u00fanico relato. \u00c9 o mesmo caso da vi\u00fava de Naim (Lc 7:11-17) e de Zaqueu (Lc 19:1-10) \u2014 Lucas guarda encontros que os outros tr\u00eas n\u00e3o guardaram.<\/p>\n<p>Uma ressalva de m\u00e9todo: <strong>ser exclusiva de Lucas n\u00e3o a torna menos hist\u00f3rica nem mais.<\/strong> A observa\u00e7\u00e3o \u00e9 de cobertura, n\u00e3o de valor \u2014 e serve para uma coisa pr\u00e1tica: quem prega esta cena n\u00e3o tem relato paralelo para comparar, como teria em <a href=\"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/a-mulher-do-fluxo-de-sangue\/\">Marcos 5<\/a>. Todo detalhe vem de um s\u00f3 lugar.<\/p>\n<p style=\"text-align: right; font-size: 0.9em;\"><a href=\"#sumario-artigo\">Voltar ao topo<\/a><\/p>\n<h2 id=\"dezoito\">Os dezoito anos, e o outro &#8220;dezoito&#8221; do mesmo cap\u00edtulo<\/h2>\n<p>O n\u00famero aparece duas vezes na cena, e n\u00e3o por acaso: Lucas o usa ao apresent\u00e1-la (Lc 13:11) e Jesus o repete ao defend\u00ea-la \u2014 <em>&#8220;a qual h\u00e1 dezoito anos Satan\u00e1s tinha presa&#8221;<\/em> (Lc 13:16 ACF).<\/p>\n<p>E aqui vai um detalhe que ningu\u00e9m aponta: <strong>este n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico &#8220;dezoito&#8221; de Lucas 13.<\/strong> Poucos vers\u00edculos antes, Jesus fala de outro grupo \u2014 <em>&#8220;E aqueles dezoito, sobre os quais caiu a torre de Silo\u00e9 e os matou&#8221;<\/em> (Lc 13:4 ACF).<\/p>\n<p><strong>O mesmo cap\u00edtulo tem, portanto, dois dezoitos: dezoito mortos numa trag\u00e9dia e dezoito anos de uma doen\u00e7a.<\/strong> No primeiro caso, Jesus recusa a explica\u00e7\u00e3o de que a desgra\u00e7a mede o pecado da v\u00edtima (Lc 13:2-5). No segundo, ele nomeia a causa \u2014 Satan\u00e1s \u2014 e desfaz o efeito.<\/p>\n<p>O texto n\u00e3o liga os dois &#8220;dezoitos&#8221; um ao outro, e n\u00e3o conv\u00e9m pregar que Lucas os p\u00f4s juntos de prop\u00f3sito. <strong>O que se pode afirmar \u00e9 que os dois est\u00e3o no mesmo cap\u00edtulo e tratam do mesmo problema:<\/strong> o que se pode e o que n\u00e3o se pode concluir a partir do sofrimento de algu\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: right; font-size: 0.9em;\"><a href=\"#sumario-artigo\">Voltar ao topo<\/a><\/p>\n<h2 id=\"enfermidade\">&#8220;Esp\u00edrito de enfermidade&#8221;: o que o texto diz e o que n\u00e3o diz<\/h2>\n<p>Lucas usa duas express\u00f5es para a causa, em vers\u00edculos diferentes, e n\u00e3o explica nenhuma das duas:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>&#8220;um esp\u00edrito de enfermidade&#8221;<\/strong> &#8212; na apresenta\u00e7\u00e3o (Lc 13:11);<\/li>\n<li><strong>&#8220;Satan\u00e1s tinha presa&#8221;<\/strong> &#8212; na fala de Jesus (Lc 13:16).<\/li>\n<\/ul>\n<p>As tradu\u00e7\u00f5es variam no grau de possess\u00e3o que atribuem \u00e0 primeira express\u00e3o, e a diferen\u00e7a \u00e9 vis\u00edvel:<\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td><strong>ACF \/ ARC \/ BKJ<\/strong><\/td>\n<td><em>&#8220;que tinha um esp\u00edrito de enfermidade&#8221;<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><strong>NAA<\/strong><\/td>\n<td><em>&#8220;possu\u00edda de um esp\u00edrito de enfermidade&#8221;<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><strong>ARA<\/strong><\/td>\n<td><em>&#8220;possessa de um esp\u00edrito de enfermidade&#8221;<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><strong>Cita\u00e7\u00f5es conforme cada vers\u00e3o indicada.<\/strong><\/p>\n<p>E aqui \u00e9 preciso dizer o que o texto <strong>n\u00e3o<\/strong> faz: <strong>Lucas n\u00e3o d\u00e1 diagn\u00f3stico m\u00e9dico<\/strong>, n\u00e3o descreve exorcismo, n\u00e3o registra dem\u00f4nio falando e n\u00e3o usa o verbo &#8220;expulsar&#8221; nesta cena. Ele descreve o efeito \u2014 <em>&#8220;andava curvada, e n\u00e3o podia de modo algum endireitar-se&#8221;<\/em> \u2014 e o desfecho.<\/p>\n<p>Basta comparar com outras cenas de Lucas para ver a diferen\u00e7a: no endemoninhado dos gadarenos h\u00e1 di\u00e1logo e expuls\u00e3o (Lc 8:26-33); aqui h\u00e1 uma frase, um toque e uma coluna vertebral que se levanta.<\/p>\n<p style=\"text-align: right; font-size: 0.9em;\"><a href=\"#sumario-artigo\">Voltar ao topo<\/a><\/p>\n<h2 id=\"grego\">A palavra que aparece uma \u00fanica vez no Novo Testamento<\/h2>\n<p>Duas informa\u00e7\u00f5es do texto grego valem o espa\u00e7o aqui, porque as duas s\u00e3o verific\u00e1veis por contagem \u2014 n\u00e3o por opini\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>A primeira: o verbo que descreve a postura dela n\u00e3o aparece em nenhum outro lugar do Novo Testamento.<\/strong> \u00c9 <em>\u03c3\u03c5\u03b3\u03ba\u03cd\u03c0\u03c4\u03c9<\/em> (<em>sugkupt\u014d<\/em>, &#8220;estar encurvado&#8221;), e a \u00fanica ocorr\u00eancia em todo o texto grego \u00e9 <strong>Lucas 13:11<\/strong>. Lucas escolheu, para descrever essa mulher, uma palavra que ele n\u00e3o usa em mais nenhum lugar.<\/p>\n<p><strong>A segunda \u00e9 mais surpreendente, e \u00e9 uma coincid\u00eancia de duas.<\/strong> A express\u00e3o traduzida por &#8220;de modo algum&#8221; \u00e9 <em>\u03b5\u1f30\u03c2 \u03c4\u1f78 \u03c0\u03b1\u03bd\u03c4\u03b5\u03bb\u03ad\u03c2<\/em> \u2014 &#8220;completamente&#8221;, &#8220;por inteiro&#8221;.<\/p>\n<p>Ela ocorre <strong>duas vezes no Novo Testamento<\/strong>, e a outra \u00e9 Hebreus 7:25:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Lucas 13:11<\/strong> &#8212; ela <em>&#8220;n\u00e3o podia <strong>de modo algum<\/strong> endireitar-se&#8221;<\/em>;<\/li>\n<li><strong>Hebreus 7:25<\/strong> &#8212; ele <em>&#8220;pode tamb\u00e9m salvar <strong>perfeitamente<\/strong> os que por ele se chegam a Deus&#8221;<\/em>.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>A mesma express\u00e3o de totalidade mede a incapacidade dela e a capacidade dele.<\/strong> Ela n\u00e3o podia se levantar por inteiro; ele salva por inteiro. As duas tradu\u00e7\u00f5es na Almeida Corrigida Fiel s\u00e3o diferentes \u2014 &#8220;de modo algum&#8221; e &#8220;perfeitamente&#8221; \u2014, e por isso a liga\u00e7\u00e3o n\u00e3o aparece em portugu\u00eas.<\/p>\n<p>Uma nota de honestidade: <strong>Hebreus 7:25 n\u00e3o est\u00e1 falando da mulher encurvada<\/strong>, e nenhum dos dois autores faz remiss\u00e3o ao outro. A observa\u00e7\u00e3o \u00e9 lexical, e serve como ilustra\u00e7\u00e3o \u2014 n\u00e3o como argumento de que um texto explica o outro.<\/p>\n<p style=\"text-align: right; font-size: 0.9em;\"><a href=\"#sumario-artigo\">Voltar ao topo<\/a><\/p>\n<h2 id=\"cura\">A cura: quem tomou a iniciativa<\/h2>\n<p>A sequ\u00eancia tem quatro movimentos, todos em dois vers\u00edculos:<\/p>\n<ol>\n<li><strong>Jesus v\u00ea<\/strong> &#8212; <em>&#8220;E, vendo-a Jesus&#8221;<\/em> (Lc 13:12);<\/li>\n<li><strong>Jesus chama<\/strong> &#8212; <em>&#8220;chamou-a a si&#8221;<\/em> (Lc 13:12);<\/li>\n<li><strong>Jesus fala<\/strong> &#8212; <em>&#8220;Mulher, est\u00e1s livre da tua enfermidade&#8221;<\/em> (Lc 13:12);<\/li>\n<li><strong>Jesus toca<\/strong> &#8212; <em>&#8220;E p\u00f4s as m\u00e3os sobre ela, e logo se endireitou, e glorificava a Deus&#8221;<\/em> (Lc 13:13 ACF).<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>Repare no que falta nessa lista: um pedido.<\/strong> O texto n\u00e3o registra nenhuma palavra dela antes da cura \u2014 nem s\u00faplica, nem gesto, nem f\u00e9 declarada.<\/p>\n<p>Quem come\u00e7a \u00e9 Jesus.<\/p>\n<p>E a primeira coisa que ela faz com o corpo novo \u00e9 dirigir-se a Deus, n\u00e3o a ele: <em>&#8220;e glorificava a Deus&#8221;<\/em> (Lc 13:13 ACF).<\/p>\n<p>Duas coisas que o texto n\u00e3o diz, e que aparecem em prega\u00e7\u00e3o com frequ\u00eancia: <strong>n\u00e3o h\u00e1 registro de que ela tenha orado por dezoito anos pedindo cura<\/strong>, nem de que tenha ido \u00e0 sinagoga naquele dia esperando encontrar Jesus. O que Lucas afirma \u00e9 que ela estava l\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: right; font-size: 0.9em;\"><a href=\"#sumario-artigo\">Voltar ao topo<\/a><\/p>\n<h2 id=\"sabado\">A briga pelo s\u00e1bado e as tr\u00eas palavras de liberdade<\/h2>\n<p>O milagre dura dois vers\u00edculos; a discuss\u00e3o que ele provoca dura quatro. O chefe da sinagoga se indigna e \u2014 este \u00e9 o detalhe \u2014 <strong>n\u00e3o fala com Jesus<\/strong>: <em>&#8220;disse \u00e0 multid\u00e3o: Seis dias h\u00e1 em que \u00e9 mister trabalhar; nestes, pois, vinde para serdes curados, e n\u00e3o no dia de s\u00e1bado&#8221;<\/em> (Lc 13:14 ACF).<\/p>\n<p>A resposta de Jesus n\u00e3o discute a lei do s\u00e1bado em tese. Ela compara com o que aquelas mesmas pessoas j\u00e1 faziam: <em>&#8220;Hip\u00f3crita, no s\u00e1bado n\u00e3o desprende da manjedoura cada um de v\u00f3s o seu boi, ou jumento, e n\u00e3o o leva a beber?&#8221;<\/em> (Lc 13:15 ACF).<\/p>\n<p><strong>O argumento vai do menor para o maior:<\/strong> se soltar um animal para beber \u00e9 aceit\u00e1vel no s\u00e9timo dia, soltar uma pessoa presa h\u00e1 dezoito anos tamb\u00e9m \u00e9. Wiersbe chama a aten\u00e7\u00e3o para o vocabul\u00e1rio que amarra a cena inteira<sup>2<\/sup> \u2014 e ele confere na Almeida Corrigida Fiel:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>&#8220;est\u00e1s livre&#8221;<\/strong> &#8212; a palavra dita \u00e0 mulher (Lc 13:12);<\/li>\n<li><strong>&#8220;n\u00e3o desprende&#8221;<\/strong> &#8212; a palavra usada para o boi (Lc 13:15);<\/li>\n<li><strong>&#8220;soltar desta pris\u00e3o&#8221;<\/strong> &#8212; a palavra usada para ela na conclus\u00e3o (Lc 13:16).<\/li>\n<\/ul>\n<p>Ou seja: a mesma ideia de desamarrar aparece tr\u00eas vezes, aplicada \u00e0 mulher, ao animal e outra vez \u00e0 mulher.<\/p>\n<p>E o cap\u00edtulo fecha com o resultado dos dois lados: <em>&#8220;todos os seus advers\u00e1rios ficaram envergonhados, e todo o povo se alegrava&#8221;<\/em> (Lc 13:17 ACF).<\/p>\n<p style=\"text-align: right; font-size: 0.9em;\"><a href=\"#sumario-artigo\">Voltar ao topo<\/a><\/p>\n<h2 id=\"filha\">&#8220;Filha de Abra\u00e3o&#8221;: a \u00fanica vez em toda a B\u00edblia<\/h2>\n<p>Na frase em que defende a mulher, Jesus a chama de <em>&#8220;esta filha de Abra\u00e3o&#8221;<\/em> (Lc 13:16 ACF).<\/p>\n<p><strong>Essa express\u00e3o aparece uma \u00fanica vez na B\u00edblia inteira.<\/strong> N\u00e3o \u00e9 impress\u00e3o: na Almeida Corrigida Fiel, &#8220;filha de Abra\u00e3o&#8221; ocorre <strong>s\u00f3 em Lucas 13:16<\/strong>. J\u00e1 <strong>&#8220;filho de Abra\u00e3o&#8221;<\/strong> aparece <strong>cinco vezes<\/strong> \u2014 G\u00eanesis 25:12, G\u00eanesis 25:19, G\u00eanesis 28:9, Mateus 1:1 e Lucas 19:9.<\/p>\n<p><strong>E a quinta \u00e9 a mais interessante<\/strong>, porque \u00e9 a \u00fanica do mesmo tipo: em Lucas 19:9, Jesus diz de <a href=\"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/quem-foi-zaqueu-na-biblia\/\">Zaqueu<\/a> \u2014 o publicano desprezado \u2014 <em>&#8220;pois tamb\u00e9m este \u00e9 filho de Abra\u00e3o&#8221;<\/em>. Nos dois casos a express\u00e3o n\u00e3o traz informa\u00e7\u00e3o geneal\u00f3gica nova: ela afirma pertencimento de algu\u00e9m que a plateia tratava como pouco.<\/p>\n<p>Wiersbe l\u00ea a express\u00e3o como situa\u00e7\u00e3o espiritual, e n\u00e3o f\u00edsica, remetendo justamente a Lucas 19:9.<\/p>\n<p><strong>Vale marcar que essa \u00e9 a leitura dele, n\u00e3o uma afirma\u00e7\u00e3o do texto<\/strong> \u2014 Lucas 13:16 n\u00e3o explica em que sentido ela \u00e9 filha de Abra\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: right; font-size: 0.9em;\"><a href=\"#sumario-artigo\">Voltar ao topo<\/a><\/p>\n<h2 id=\"licoes\">10 li\u00e7\u00f5es da mulher encurvada<\/h2>\n<p>Lucas n\u00e3o guardou esta cena por causa da coluna dela. Guardou porque foi ali que a pergunta sobre o s\u00e1bado \u2014 que j\u00e1 tinha aparecido no campo de trigo e na cura da m\u00e3o mirrada (Lc 6:1-11) \u2014 voltou uma terceira vez e foi respondida na frente da congrega\u00e7\u00e3o inteira.<\/p>\n<p>As dez observa\u00e7\u00f5es abaixo saem da controv\u00e9rsia, n\u00e3o do milagre isolado.<\/p>\n<ol>\n<li><strong>A assembleia j\u00e1 a tinha<\/strong> (Lc 13:10-11) &#8212; e n\u00e3o a tinha soltado. Naquele s\u00e1bado ela chegou por conta pr\u00f3pria, como provavelmente chegara em quase todos os outros s\u00e1bados dos dezoito anos. Wiersbe admite n\u00e3o saber se teria feito o mesmo no lugar dela<sup>1<\/sup>.\n<p>O inc\u00f4modo da cena, por\u00e9m, est\u00e1 do outro lado do banco: o povo de Deus conviveu com aquele caso por quase duas d\u00e9cadas e o tratou como paisagem. A pergunta atravessa direto para qualquer igreja que se re\u00fane no domingo &#8212; quem est\u00e1 ali h\u00e1 anos, \u00e0 vista de todos, e virou parte do mobili\u00e1rio?<\/li>\n<li><strong>O dia foi escolhido, n\u00e3o calhou<\/strong> (Lc 13:12-13) &#8212; depois de dezoito anos, esperar o p\u00f4r do sol n\u00e3o custaria nada a ela. A escolha do s\u00e9timo dia foi deliberada e serviu a uma li\u00e7\u00e3o sobre liberdade<sup>2<\/sup>. Ou seja: dava para evitar a briga, e ele n\u00e3o evitou.<\/li>\n<li>\n<p><strong>O chefe da sinagoga citou o quarto mandamento e chegou ao contr\u00e1rio dele<\/strong> (Lc 13:14). O seu <em>&#8220;Seis dias h\u00e1 em que \u00e9 mister trabalhar&#8221;<\/em> reproduz <em>&#8220;Seis dias trabalhar\u00e1s&#8221;<\/em> (\u00cax 20:9 ACF) &#8212; a lei parecia estar do lado dele.<\/p>\n<p>S\u00f3 que a mesma lei, na vers\u00e3o de Deuteron\u00f4mio, arrola <em>&#8220;nem o teu boi, nem o teu jumento&#8221;<\/em> entre os que descansam e fundamenta o dia inteiro assim: <em>&#8220;te lembrar\u00e1s que foste servo na terra do Egito, e que o Senhor teu Deus te tirou dali&#8221;<\/em> (Dt 5:14-15 ACF). O s\u00e1bado era mem\u00f3ria de uma soltura, e ele o usou para adiar uma. A opera\u00e7\u00e3o n\u00e3o envelheceu: o texto que existe para proteger algu\u00e9m vira, na m\u00e3o de quem o administra, o motivo para n\u00e3o proteg\u00ea-lo.<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>A alternativa que ele ofereceu era vazia<\/strong> (Lc 13:14) &#8212; <em>&#8220;vinde para serdes curados&#8221;<\/em> nos outros seis dias. Wiersbe desmonta a proposta com uma pergunta simples: se a multid\u00e3o levasse os enfermos numa ter\u00e7a-feira, quem ali os curaria?<sup>2<\/sup> A regra dispunha sobre um socorro que o pr\u00f3prio regulador n\u00e3o tinha como prestar em dia nenhum da semana. \u00c9 o formato de boa parte das obje\u00e7\u00f5es que aparecem quando algu\u00e9m resolve ajudar fora do procedimento.<\/li>\n<li>\n<p><strong>Os dois lados usaram exatamente o mesmo verbo<\/strong> (Lc 13:14,16) &#8212; e a tradu\u00e7\u00e3o esconde isso. O chefe diz <em>&#8220;\u00e9 mister&#8221;<\/em>; Jesus responde <em>&#8220;n\u00e3o convinha&#8221;<\/em>. No grego, as duas formas s\u00e3o de \u03b4\u03b5\u1fd6, o verbo do que tem de acontecer. Em Lucas ele \u00e9 quase t\u00e9cnico: <em>&#8220;me conv\u00e9m tratar dos neg\u00f3cios de meu Pai&#8221;<\/em> (Lc 2:49 ACF), <em>&#8220;n\u00e3o convinha que o Cristo padecesse&#8221;<\/em> (Lc 24:26 ACF).<\/p>\n<p>A discuss\u00e3o, portanto, n\u00e3o \u00e9 entre rigor e compaix\u00e3o, como se costuma pregar. \u00c9 sobre de quem \u00e9 a \u00faltima palavra a respeito do que tem de ser feito naquele dia &#8212; e Lucas j\u00e1 havia registrado a resposta sete cap\u00edtulos antes: <em>&#8220;O Filho do homem \u00e9 Senhor at\u00e9 do s\u00e1bado&#8221;<\/em> (Lc 6:5 ACF).<\/p>\n<\/li>\n<li><strong>O argumento sobe do boi para ela<\/strong> (Lc 13:15-16) &#8212; com o mesmo verbo nos dois casos: o animal que se <em>&#8220;desprende&#8221;<\/em> da manjedoura e a mulher que precisava ser <em>&#8220;solta desta pris\u00e3o&#8221;<\/em> traduzem o grego \u03bb\u03cd\u03c9. A conta que ele faz \u00e9 de tempo: o animal era solto todo s\u00e1bado sem que ningu\u00e9m reclamasse; ela estava presa havia dezoito anos. Wiersbe fecha sem rodeio: <em>&#8220;Qualquer tradi\u00e7\u00e3o que nos impe\u00e7a de ajudar os outros n\u00e3o vem de Deus&#8221;<\/em><sup>2<\/sup>. Vale ler a frase devagar, porque ela n\u00e3o trata das tradi\u00e7\u00f5es dos outros.<\/li>\n<li><strong>A repreens\u00e3o saiu no endere\u00e7o errado &#8212; e no plural<\/strong> (Lc 13:14-15). O chefe n\u00e3o falou com Jesus: falou com a multid\u00e3o, o que Wiersbe atribui a falta de coragem<sup>2<\/sup>. A resposta veio na mesma medida. Onde a Almeida Corrigida Fiel traz <em>&#8220;Hip\u00f3crita&#8221;<\/em>, o texto grego tem \u1f51\u03c0\u03bf\u03ba\u03c1\u03b9\u03c4\u03b1\u03af, no plural, sem varia\u00e7\u00e3o entre as edi\u00e7\u00f5es. O alvo era o homem que abriu a boca e, com ele, todo mundo que concordou calado. Numa cena dessas, \u00e9 mais f\u00e1cil se reconhecer na multid\u00e3o do que no chefe.<\/li>\n<li><strong>&#8220;Filha de Abra\u00e3o&#8221; n\u00e3o era um t\u00edtulo novo<\/strong> (Lc 13:16) &#8212; todas as judias presentes eram filhas de Abra\u00e3o. Jesus n\u00e3o concede o t\u00edtulo ali: cobra um que ela j\u00e1 tinha e que aquela sinagoga havia dezoito anos n\u00e3o lhe pagava.<\/li>\n<li><strong>Ele nomeia quem a prendia, e isso n\u00e3o vira regra<\/strong> (Lc 13:16) &#8212; <em>&#8220;a qual h\u00e1 dezoito anos Satan\u00e1s tinha presa&#8221;<\/em> \u00e9 uma identifica\u00e7\u00e3o, n\u00e3o um diagn\u00f3stico extens\u00edvel a toda doen\u00e7a. O pr\u00f3prio Lucas separa os enfermos dos atormentados por esp\u00edritos numa mesma cena (Lc 6:17-18), e Wiersbe \u00e9 direto: <em>&#8220;Nem toda enfermidade \u00e9 causada por dem\u00f4nios&#8221;<\/em><sup>2<\/sup>. A ressalva corta dos dois lados &#8212; contra quem v\u00ea dem\u00f4nio em cada dor de coluna e contra quem n\u00e3o admite que exista algum.<\/li>\n<li>\n<p><strong>O fim da cena divide a sala &#8212; e fecha uma porta<\/strong> (Lc 13:17). <em>&#8220;Todos os seus advers\u00e1rios ficaram envergonhados, e todo o povo se alegrava&#8221;<\/em> (Lc 13:17 ACF): a mesma soltura produziu vergonha de um lado e festa do outro, no mesmo culto.<\/p>\n<p>E h\u00e1 um dado de cobertura que quase nunca se aponta: <strong>depois deste s\u00e1bado, Lucas n\u00e3o volta a colocar Jesus dentro de uma sinagoga.<\/strong> A palavra ainda aparece duas vezes no evangelho, mas em advert\u00eancias &#8212; os escribas que amam os primeiros assentos (Lc 20:46) e as sinagogas \u00e0s quais os disc\u00edpulos ser\u00e3o entregues (Lc 21:12). O culto comum em que ela entrou curvada foi o \u00faltimo que Lucas p\u00f5e em cena.<\/p>\n<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: right; font-size: 0.9em;\"><a href=\"#sumario-artigo\">Voltar ao topo<\/a><\/p>\n<h2 id=\"esboco\">Esbo\u00e7o de prega\u00e7\u00e3o sobre a mulher encurvada<\/h2>\n<p>Um roteiro em tr\u00eas pontos, na ordem do pr\u00f3prio texto. Serve para mensagem, culto de mulheres, c\u00e9lula ou <a href=\"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/escola-biblica-dominical-na-igreja-crista\/\">EBD<\/a>.<\/p>\n<p><strong>Tema:<\/strong> dezoito anos curvada, um s\u00e1bado em p\u00e9. <strong>Texto:<\/strong> Lucas 13:10-17 (vers\u00edculo-chave: 13:16).<\/p>\n<ol>\n<li><strong>Onde ela estava<\/strong> (Lc 13:10-11) &#8212; na sinagoga, no s\u00e1bado, curvada, havia dezoito anos, sem conseguir se levantar &#8220;de modo algum&#8221;. Aplica\u00e7\u00e3o: o culto \u00e9 lugar de gente que ainda n\u00e3o recebeu resposta;<\/li>\n<li><strong>Quem come\u00e7ou<\/strong> (Lc 13:12-13) &#8212; ele viu, chamou, falou e tocou; ela n\u00e3o pediu e, ao se endireitar, glorificou a Deus.\n<p>Aplica\u00e7\u00e3o: a gra\u00e7a n\u00e3o espera a formula\u00e7\u00e3o correta do pedido;<\/li>\n<li><strong>O que a cura desmascarou<\/strong> (Lc 13:14-17) &#8212; a indigna\u00e7\u00e3o do chefe da sinagoga, o argumento do boi e do jumento, e o nome que Jesus d\u00e1 a ela: filha de Abra\u00e3o. Aplica\u00e7\u00e3o: quando algu\u00e9m \u00e9 solto, aparece quem preferia a regra ao socorro.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>Conclus\u00e3o sugerida:<\/strong> fechar no vers\u00edculo 16 e mostrar a compara\u00e7\u00e3o que Jesus fez \u2014 um animal amarrado por uma noite e uma mulher amarrada por dezoito anos. Afinal, era o dia certo justamente por ser s\u00e1bado.<\/p>\n<p><strong>Alternativa para culto de gratid\u00e3o:<\/strong> pregar em Lucas 13:13 e comparar com Zaqueu (Lc 19:9), usando o material <a href=\"#filha\">da se\u00e7\u00e3o 8<\/a>. Dois desprezados, duas vezes que Jesus os chama de casa de Abra\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: right; font-size: 0.9em;\"><a href=\"#sumario-artigo\">Voltar ao topo<\/a><\/p>\n<h2 id=\"faq\">Perguntas frequentes<\/h2>\n<h3>Onde est\u00e1 a mulher encurvada na B\u00edblia?<\/h3>\n<p>Em <strong>Lucas 13:10-17<\/strong>, e s\u00f3 ali. Nenhum outro evangelho registra esta cena.<\/p>\n<h3>Quantos anos a mulher encurvada ficou doente?<\/h3>\n<p><strong>Dezoito anos.<\/strong> O n\u00famero aparece duas vezes na cena: quando ela \u00e9 apresentada (Lc 13:11) e na resposta de Jesus ao chefe da sinagoga (Lc 13:16).<\/p>\n<h3>O que era o esp\u00edrito de enfermidade da mulher encurvada?<\/h3>\n<p>O texto usa duas express\u00f5es e <strong>n\u00e3o explica nenhuma das duas em termos m\u00e9dicos<\/strong>: ela tinha <em>&#8220;um esp\u00edrito de enfermidade&#8221;<\/em> (Lc 13:11) e <em>&#8220;Satan\u00e1s tinha presa&#8221;<\/em> (Lc 13:16). Lucas descreve o efeito \u2014 ela andava curvada e n\u00e3o conseguia se endireitar \u2014 sem dar diagn\u00f3stico.<\/p>\n<h3>Qual era o nome da mulher encurvada?<\/h3>\n<p><strong>A B\u00edblia n\u00e3o diz.<\/strong> Lucas a identifica apenas pela condi\u00e7\u00e3o e, na fala de Jesus, como filha de Abra\u00e3o.<\/p>\n<h3>Por que curar no s\u00e1bado gerou discuss\u00e3o?<\/h3>\n<p>Porque o chefe da sinagoga entendia a cura como trabalho, proibido no s\u00e9timo dia. A resposta de Jesus foi comparar com o que j\u00e1 se fazia naquele mesmo dia: <em>&#8220;no s\u00e1bado n\u00e3o desprende da manjedoura cada um de v\u00f3s o seu boi, ou jumento, e n\u00e3o o leva a beber?&#8221;<\/em> (Lc 13:15 ACF).<\/p>\n<h3>O que significa filha de Abra\u00e3o?<\/h3>\n<p>\u00c9 como Jesus a chama em Lucas 13:16 \u2014 e <strong>a express\u00e3o aparece uma \u00fanica vez em toda a B\u00edblia<\/strong>. O paralelo mais pr\u00f3ximo \u00e9 &#8220;filho de Abra\u00e3o&#8221;, dito de Zaqueu em Lucas 19:9. Nos dois casos a express\u00e3o afirma pertencimento ao povo da promessa, n\u00e3o uma informa\u00e7\u00e3o geneal\u00f3gica nova.<\/p>\n<h3>A mulher encurvada pediu para ser curada?<\/h3>\n<p><strong>O texto n\u00e3o registra nenhum pedido dela.<\/strong> Quem toma a iniciativa \u00e9 Jesus: <em>&#8220;vendo-a Jesus, chamou-a a si&#8221;<\/em> (Lc 13:12 ACF). A primeira coisa que ela faz depois de curada \u00e9 glorificar a Deus (Lc 13:13).<\/p>\n<p style=\"text-align: right; font-size: 0.9em;\"><a href=\"#sumario-artigo\">Voltar ao topo<\/a><\/p>\n<h2 id=\"fontes\">Fontes<\/h2>\n<p>Texto b\u00edblico: <a href=\"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/melhor-traducao-da-biblia\/\">Almeida Corrigida Fiel<\/a> (ACF), com as demais vers\u00f5es identificadas quando citadas. Palavras gregas e contagem de ocorr\u00eancias no texto etiquetado: STEPBible (CC BY 4.0).<\/p>\n<ol>\n<li>WIERSBE, Warren W. <em>Coment\u00e1rio B\u00edblico Expositivo<\/em>: Novo Testamento, vol. I. Trad. Susana E. Klassen. Santo Andr\u00e9, SP: Geogr\u00e1fica Editora, 2006, p. 292.<\/li>\n<li>WIERSBE, Warren W. <em>Coment\u00e1rio B\u00edblico Expositivo<\/em>: Novo Testamento, vol. I. Trad. Susana E. Klassen. Santo Andr\u00e9, SP: Geogr\u00e1fica Editora, 2006, p. 293.<\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u2191 Este artigo faz parte da cole\u00e7\u00e3o Personagens B\u00edblicos \u2014 quem foram e o que ainda ensinam \u00e0 igreja de hoje. A mulher encurvada passou dezoito anos sem conseguir se endireitar e foi curada por Jesus dentro de uma sinagoga, num s\u00e1bado, sem ter pedido nada (Lc 13:10-13 ACF). A cena est\u00e1 em Lucas 13:10-17 &#8230; <a title=\"Quem Foi a Mulher Encurvada: os Dezoito Anos de Lucas 13\" class=\"read-more\" href=\"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/a-mulher-encurvada-na-biblia\/\" aria-label=\"Read more about Quem Foi a Mulher Encurvada: os Dezoito Anos de Lucas 13\">Ler mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":14593,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"footnotes":""},"categories":[139],"tags":[],"class_list":["post-14594","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-personagens-biblicos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14594","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14594"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14594\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/14593"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14594"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14594"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.zeke.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14594"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}